A banda que Jack Black odiou abrir show por ser "muito mais pesada" que o Tenacious D
Por Bruce William
Postado em 09 de setembro de 2025
Jack Black sempre soube como agitar uma plateia. Seja em filmes como Escola de Rock ou com o Tenacious D, sua combinação de carisma e energia fez dele um artista único. Ainda assim, nem sempre sua música encontrou o público certo, e ele próprio admitiu ter vivido situações em que sua banda não se encaixava.
Uma dessas experiências aconteceu quando o Tenacious D abriu um show para o Tool. Conhecidos por seu metal denso e cheio de experimentações, os americanos cultivavam uma base de fãs devotada, mas pouco receptiva a uma apresentação com forte dose de humor. Para Jack Black, a diferença de propostas ficou evidente desde o início.

O ator e músico relembrou, em conversa com a Revolver: "Não senti que não estávamos prontos para o horário nobre. Só senti: 'Ah, é isso que acontece quando não tocamos para o público certo. Conhecemos o Tool, o Tool é ótimo, mas aquela plateia - eles vieram pelo Tool, ou você tem que ser muito parecido com o Tool. Nós éramos muito mais leves que o Tool. Entramos tocando 'Jesus Ranch', e eles ficaram tipo: 'O quê?!'"
Apesar do choque, Black sempre valorizou a oportunidade de dividir palcos com grandes nomes. E não se tratava de falta de talento: sua voz já havia se mostrado capaz de encarar duetos com figuras como Meat Loaf e Ronnie James Dio, no filme Tenacious D in The Pick of Destiny. A questão estava em saber que tipo de plateia estava diante dele.
Curiosamente, o próprio Maynard James Keenan, vocalista do Tool, já havia mostrado senso de humor peculiar em outros momentos. Ele participou do grupo Green Jelly, chegou a cantar uma receita de biscoitos em alemão durante uma de suas músicas mais pesadas e, em turnês recentes, usou "Dancing Queen", do ABBA, como trilha de encerramento. A questão, portanto, não estava no Tool em si, mas na maneira como seus fãs encaravam a seriedade da banda.
No fim, a experiência serviu de aprendizado. Jack Black entendeu que nem sempre a mistura entre humor e rock pesado encontraria terreno fértil, especialmente diante de uma plateia acostumada a encarar seus ídolos como algo intocável. Ainda assim, ele seguiu em frente, fiel ao estilo do Tenacious D, entregando sempre apresentações cheias de energia, mesmo que, em certas noites, o público não soubesse exatamente como reagir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris
Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
A música do Queen que Brian May quase proibiu de ser usada em propaganda; "Eu gosto de dinheiro"
Joey Belladonna, vocalista do Anthrax, é detonado por performance do hino americano
O disco do Black Sabbath que todas as faixas são "mágicas", segundo Rob Halford
Rachel Bolan reafirma que o Skid Row nunca se reunirá com Sebastian Bach
Confessori traz um trabalho moderno, técnico e ambicioso em seu álbum solo de estreia
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
Por que Steve Vai se recusava a copiar os solos de Eddie Van Halen nos shows de David Lee Roth
Scott Ian considera AC/DC com Bon Scott "a melhor banda de todos os tempos"

A divergência entre Max Cavalera, Jack Black e Michael Sweet sobre o grunge
O músico que Jack Black sempre quis ser e pelo qual era "obcecado"
A maior banda de hard rock dos anos 1960, segundo o ator Jack Black


