Nervochaos: Consolidando o próprio nicho na cena da música extrema nacional
Resenha - Ablaze - Nervochaos
Por Ricardo Cunha
Postado em 24 de outubro de 2019
Nota: 8 ![]()
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Fundado em 1996, o NERVOCHAOS percorreu uma estrada longa e cheia de histórias importantes. Numa carreira que já dura quase um quarto de século, a banda criou seu próprio nicho na cena do death metal, alcançando destaque internacional com oito discos completos, um punhado de demos e EPs, além de um infinidades de produtos relacionados à banda. O álbum do qual agora falaremos, Ablaze , apesar de não ser o mais forte dessa história, é um disco sólido de thrash, death e Black metal.
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Ablaze abre com 1) Necrocult (instrumental), que se inicia de uma forma que em nada lembra o death metal, mas dita o ritmo do álbum inteiro; 2) Demonic Juggernaut, é um thresão cujos limites do gênero são extrapolados pelas letras, que em sua maioria, são obscuras e antirreligiosas; 3) Feast Of Cain é mais melódica e mescla guitarras cativantes com partes mais viscerais; 4) Whisperer In Darkness é mais rápida e agressiva levando o álbum por um desvio mais soturno e maligno; 5) Death Rites remete aos melhores momentos do Deicide, inclusive pelo refrão; 6) Xamanic Possession funciona como uma vinheta preenchida de sons tribais e um clima sombrio; 7) Into Nightside, volta a pancadaria habitual onde a sonoridade thrash dita o ritmo agressivo; 8) Cave Bestiam começa com um ritmo arrastado que depois se transforma em algo parecido com "The Passage Of Existence" (Mostrosity); 9) Dawn Of War é mais uma vinheta e reproduz sons de guerra; 10) Mors Indecepta é uma explosão bestial que remete aos tempos de "Pay Back Time e faz sua cabeça girar em torno do pescoço; 11) Stalker, 12) My Dues e 13) Downfall são as mais "death metal" do álbum; 14) A Word Between Words é outra vinheta que apresenta sons da natureza e alguma calmaria antes da tempestade; 15) e a tempestade tem nome de Walk Away, que tem viradas empolgantes e mudanças de andamento bem planejadas; 16) Of Evil And Men é a última do disco e começa de forma sombria, mas gradualmente se transforma em algo mais complexo e maligno com espaço para grooves e quebradas bem executadas.
Ablaze é um bom disco, mas alguns pontos atuam como limitantes da sua força: 1) as faixas são muito parecidas entre si; 2) o uso de vinhetas é contraproducente visto que sua função é a de prolongar a duração do disco e isto as torna dispensáveis; 3) algumas faixas parecem desconectadas do conceito geral e poderiam muito bem ter ficado de fora do álbum. Entretanto, há destaques, como Demonic Juggernaut, Into Nightside, Mors Indecepta e Walk Away, que representam a essência da banda.
Outro ponto a se destacar é a grande sacada da banda em, como dissemos no início, criar seu próprio nicho dentro da cena da música extrema, ou seja, a sonoridade da banda é capaz de agradar aos fãs do thrash/death metal e as letras estabelecem um elo com as hordas black metal. O vocal é soa altamente nocivo, o que agrada muito ao público do gênero. A excelente produção é outro ponto que ajuda a ampliar o alcance da música da banda junto aos adeptos de vários estilos do metal agressivo.
A formação que gravou este álbum conta com Diego Mercadante (vocal/guitarra), Guiller (vocal/guitarra), Pedro (baixo) e Edu Lane (bateria).
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