Twilight Force: qualidade e surpresas salvam álbum cheio de clichês
Resenha - Dawn of the Dragonstar - Twilight Force
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 08 de setembro de 2019
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ao escrever esta resenha, eu tive a impressão de estar resenhando um trabalho do Rhapsody pela terceira vez este ano. Pudera, estamos falando do Twilight Force - uma banda sueca do power metal fantasioso/medieval mais clichê possível que vem sendo inexplicavelmente incensada pela imprensa especializada apesar de não oferecer nada de novo - muito embora sejam bons, não dá para negar.

Outro fator que contribui para a comparação é que o novo vocalista do sexteto, Alessandro Conti, ou "Allyon" (sim, eles chegam ao ponto de criarem pseudônimos épicos para eles mesmos), já se envolveu com o Rhapsody - no caso, na versão batizada de "Luca Turilli's Rhapsody", que rendeu dois álbuns e algumas turnês. Ele é conhecido também pelas contribuições à frente de sua principal banda, o Trick or Treat, além de uma recente colaboração com Fabio Lione.
O vocalista anterior, Christian Eriksson, foi dispensado sob a afirmação de que "suas contribuições musicais e composicionais para o Twilight Force sempre foram inexistentes". Não sei até que ponto Alessandro foi diferente do seu antecessor e, portanto, até onde ele tem dedo nisso que afirmarei a seguir, mas... Dawn of the Dragonstar é o melhor trabalho dos suecos até agora.
Por mais clichê que ele seja, não podemos chamá-lo de previsível - adjetivo que se aplica à grande maioria dos discos de power metal, independentemente da qualidade. A abertura autointitulada não corrobora de forma alguma essa afirmação, mas a sequência "Thundersword" já incorpora elementos orquestrais bastante cinematográficos, divergindo um tanto das roupagens mais medievais adotadas normalmente pelas bandas do gênero.
E como se não bastasse, ouvimos ainda uma rabeca e um banjo aleatórios em alguns momentos. São aromas inesperados que a tornam muito divertida, mas o fato destes instrumentos só aparecerem timidamente deixa o ouvinte sem entender o sentido deles.
"Long Live the King" volta aos padrões, mas é sucedida pela ótima "With the Light of a Thousand Suns", com toques árabes e mediterrâneos em certos momentos. Uma das faixas bônus, diga-se de passagem, é uma versão orquestral dela.
"Winds of Wisdom", "Queen of Eternity" "Valley of the Vale", "Hydra" e "Night of Winterlight" fazem um meio de campo clichê até a chegada do encerramento épico "Blade of Immortal Steel", com doze minutos e meio de power metal dinâmico, sinfônico e com alguns dos toques especiais que marcaram a primeira metade do disco.
Além da já mencionada versão orquestral de "With the Light of a Thousand Suns", Dawn of the Dragonstar traz como faixas bônus também uma versão ao piano de "The Power of the Ancient Force" com a voz da cantora pop sueca Hanna Turi e as versões demo de "Enchanted Dragon of Wisdom" e "Forest of Destiny"; as três foram originalmente lançadas na estreia deles, Tales of Ancient Prophecies (2014).
No fim, os temperos diferentes que diminuem a previsibilidade do trabalho são apenas isso: temperos. O que ajuda a destacar a obra é, em primeiro lugar, a qualidade ímpar de sua execução e produção.
Tem papel importante também o fato da banda abraçar com todas as forças os clichês do gênero, a ponto de transformar os tradicionais vídeos de comentários faixa-a-faixa em uma cômica apresentação cheia de teatralidade e recheada de todos os adjetivos épicos possíveis. Eles levam a brincadeira tão a sério que fica difícil achá-los ruins. E este álbum, com certeza, não é.
Abaixo, o vídeo de "Dawn of the Dragonstar":
Track-list:
1. "Dawn of the Dragonstar"
2. "Thundersword"
3. "Long Live the King"
4. "With the Light of a Thousand Suns"
5. "Winds of Wisdom"
6. "Queen of Eternity"
7. "Valley of the Vale"
8. "Hydra"
9. "Night of Winterlight"
10. "Blade of Immortal Steel"
11. "The Power of the Ancient Force" (versão com Hanna Turi) (faixa bônus das edições digibook e vinil duplo)
12. "With the Light of a Thousand Suns" (versão orquestral) (faixa bônus das edições digibook e vinil duplo)
13. "Enchanted Dragon of Wisdom" (versão demo 2007) (faixa bônus das edições digibook e vinil duplo)
14. "Forest of Destiny" (versão demo 2007) (faixa bônus das edições digibook e vinil duplo)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/twilightforce
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World
As 5 melhores músicas que começam com bateria, segundo Gastão
"Um babaca que nem sabe tocar direito": Roger Waters fala sobre James Hetfield
K.K. Downing se manifesta sobre aposentadoria de Ian Hill (Judas Priest)
O desrespeito que fez Bruce Dickinson cantar show recente do Iron Maiden do backstage
O hino não oficial da libertação do rock and roll para Tom Morello
Led Zeppelin licencia "Stairway to Heaven" pela primeira vez na história
A curiosa alfinetada de Anette Olzon no Nightwish após saída de Floor Jansen
5 cantoras que poderiam substituir Floor Jansen no Nightwish sem problemas
A melhor banda de metal progressivo dos EUA e Inglaterra, segundo a Loudwire
A única característica que Dave Mustaine não suportava em Cliff Burton
Qual banda de rock e metal melhor representa cada técnico dos 20 times do Brasileirão?
Por que o Iron Maiden "esticou" a sua turnê atual, segundo Steve Harris
O clássico dos anos 2000 que é extremamente triste, mas seu autor considerava feliz
O guitarrista que irritou Malcolm Young; "o sujeito mais chato que tive o azar de conhecer"
O integrante que mais depende financeiramente do Angra, segundo Rafael Bittencourt
A característica do Heavy Metal que Humberto Gessinger acha "um saco"


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



