Volbeat: soando ainda mais pop em novo trabalho
Resenha - Rewind, Replay, Rebound - Volbeat
Por Ricardo Seelig
Postado em 06 de agosto de 2019
O metal possui algumas bandas com sonoridades bem particulares. O quarteto dinamarquês Volbeat certamente se enquadra nesse grupo. Com uma música extremamente cativante, o grupo une elementos do Metallica dos anos 1990 com um certo acento da onda punk da mesma época, tudo embalado por uma atmosfera pop onipresente e vocais ao estilo Elvis Presley e Johnny Cash. O resultado é um som grudento, atraente e agradável, que tem conquistado multidões de fãs a cada novo lançamento.
"Rewind, Replay, Rebound" é o sétimo disco da banda formada por Michael Poulsen (vocal e guitarra), Rob Caggiano (guitarra, ex-Anthrax), Kaspar Boye Larsen (baixo, na banda desde 2016 mas que faz a sua estreia em estúdio aqui) e Jon Larsen (bateria). O álbum foi produzido por Jacob Hansen ao lado de Poulsen e Caggiano, traz quatorze músicas e é o sucessor de "Seal the Deal & Let’s Boogie" (2016). Neil Fallon, vocalista do Clutch, participa da faixa "Die to Live", que conta também com Raynier Jacob Jacildo no piano e Doug Corocran no saxofone. Gary Holt, guitarrista do Slayer e do Exodus, faz o solo em "Cheapside Sloggers".
Musicalmente, o álbum varia entre o metal, o pop (que ganha destaque maior em relação aos outros discos) e o country. Músicas como "Last Day Under the Sun" e "Rewind the Exit" trazem o Volbeat explorando caminhos que até então não havia pisado. Ambas são extremamente radiofônicas, com "Last Day Under the Sun" até deixando o peso em segundo plano. Não há nada de errado em unir o metal ao pop, tanto que o próprio Volbeat fez isso com primor diversas vezes no passado, porém essas duas canções ficam abaixo do que a banda já gravou seguindo essa pegada mais acessível.
Inquieto, o grupo acerta ao experimentar a união entre o rockabilly, o pós-punk e o metal em "Sorry Sack of Bones", uma canção que soa totalmente diferente de tudo que o grupo já fez. "Die to Live" é uma das melhores do disco e tem um clima de bar do velho oeste, com Poulsen e Fallon se alternando na voz principal e com direito a um piano safado dando todo o clima de malícia que a letra pede. A presença de Gary Holt chama a atenção em "Cheapside Sloggers", uma canção tipicamente Volbeat que bruscamente desacelera para introduzir um solo incrível em sua parte central e é uma das melhores do play. Outros ótimos momentos estão em "Pelvis on Fire" e na parte final do álbum, com o trio "Leviathan", "The Awakening of Bonnie Parker" e "The Everlasting" fechando o disco com chave de ouro na companhia da balada "7:24".
A questão central em torno do Volbeat é que Michael Poulsen sempre teve o toque de Midas para criar composições que cativam de forma imediata. Pontes melódicas proliferam antes dos refrãos, que são sempre muito bem desenvolvidos e pensados para funcionar ao vivo. Em "Rewind, Replay, Rebound" esta fórmula não está assim tão efetiva quanto foi em álbuns anteriores. Trata-se de um disco ruim? Não, longe disso, mas a banda inegavelmente já fez melhor.
E fica a pergunta: por que diabos os discos do Volbeat nunca saem aqui no Brasil?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Com Roger Daltrey e Eddie Vedder, Best of Blues and Rock 2026 confirma atrações
O músico que James Hetfield diz ser a razão de o Metallica existir
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
Afonso Nigro revela por que chamou Kiko Loureiro pro Dominó: "Preciso desse cara"
Don Airey explica por que Simon McBride mudou o Deep Purple após Steve Morse
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
A banda que Lars Ulrich do Metallica adorava: "Ele caiu de joelhos e me abraçou"
Masterplan lança "Metalmorphosis", seu novo disco de estúdio
Ouça "Run", nova música solo da vocalista Floor Jansen (Nightwish)
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
O álbum de 1987 que Axl Rose nunca conseguiu superar: "Seria legal vender mais"


Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


