Torche: doses descomunais de peso em um grande disco
Resenha - Admission - Torche
Por Ricardo Seelig
Postado em 23 de julho de 2019
Quatro anos após o seu último trabalho, "Restarter" (2015), a banda norte-americana Torche está de volta com "Admission", lançado em 12 de julho. O quarto álbum do grupo traz Steve Brooks (vocal e guitarra), Jonathan Nuñez (guitarra), Eric Hernandez (baixo) e Rick Smith (bateria) levando adiante uma das identidades musicais mais interessantes do metal atual.
A banda de Miami é um dos principais nomes do sludge contemporâneo, e faz questão de reafirmar isso em "Admission". O disco é conciso, com onze faixas em 36 minutos, e traz elementos de rock alternativo e pop, já presentes nos álbuns anteriores. Essa receita carrega a música do Torche com uma acessibilidade inerente, que caminha lado a lado com a dose descomunal de peso que esses caras brindam os nossos ouvidos. O timbre das guitarras e do baixo são extremamente graves, o que faz com que os riffs soem como uma massa sólida e quase impenetrável. E fechando a fórmula temos músicas curtas e que transpiram urgência, intercaladas por outras onde o ritmo é mais cadenciado e o peso ganha proporções mastodônticas.
Dentro de todo esse universo destacam-se pedradas certeiras como a abertura "From Here", a pancadaria de "Submission", o apelo pop de "Admision", "Reminder", "Times Missing" e a praticamente doom "Infierno".
Como esperado, "Admission" é um dos grandes álbuns de metal de 2019. Ignorada pela mídia especialidade brasileira, a banda merece uma chance entre quem ama som pesado.
Se é o seu caso, ouça já!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
Por que o Dimmu Borgir, às vezes, gostaria de ser como o Motörhead
Com a cantora Mona Miari, Roger Waters lança nova versão de "Comfortably Numb"
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
A canção polêmica dos anos 80 que Roger Waters destacou entre as melhores
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
O hit que fez Raul Seixas e Paulo Coelho se separarem porque escritor encontrou o diabo
O hit do Capital Inicial com frase que confunde por causa de condição climática atípica
A surpreendente banda Pop dos anos 80 que Freddie Mercury adorava; "eu me identificava"


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



