Queen: trilha pinça jóias de um catálogo de canções arrebatador
Resenha - Bohemian Rhapsody: The Original Soundtrack - Queen
Por Ricardo Seelig
Postado em 21 de julho de 2019
O rock está cheio de bandas únicas, histórias arrebatadoras e trajetórias que beiram o inacreditável. O Queen certamente se encaixa nesses três quesitos, como bem demonstraram as décadas de carreira da banda inglesa. E a decisão de contar tudo isso nas telas do cinema com o premiado "Bohemian Rhapsody" (2018), além de comprovar a dimensão épica da história vivida por Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor, mostrou que havia um público sedento por assistir a vida de seus ídolos e marcou o início de uma nova onda de cinebiografias musicais.
Mas o assunto desse review é a trilha de "Bohemian Rhapsody", lançada em 19 de outubro de 2018 pela Virgin/Universal Music. O CD traz 22 faixas que passeiam por toda a carreira do quarteto, além de gravações raras e que não costumam ser lançadas aqui no Brasil. Neste segundo ponto, o destaque vai para a inclusão de uma pequena jóia do Smile, trio de May e Taylor antes do Queen – a doce "Doing All Right ... Revisited" – até gravações ao vivo não incluídas nos lançamentos oficiais da banda, incluindo aí a arrepiante versão de "Love of My Life" gravada na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Além, é claro, de uma pequena cereja no bolo: o tema da 20th Century Fox tocado na guitarra por May.
Entre essas performances ao vivo, a presença da mitológica performance apresentada ao mundo no Live Aid em 1985 também é outro ponto alto, com a banda reafirmando via satélite a sua importância e o seu peso para o mercado musical enquanto Freddie hipnotizava o público com um de seus mais famosos desempenhos. Há também um novo mix para o hino "We Will Rock You", unindo trechos ao vivo e de estúdio, montando uma versão até então inédita.
O resultado final é um disco que é muito mais do que apenas um greatest hits. "Bohemian Rhapsody – The Original Soundtrack" é ao mesmo tempo o testamento e a ressurreição do Queen, pois pinça alguns dos melhores momentos de um catálogo de músicas simplesmente arrebatador enquanto apresenta (ou reapresenta, dependendo da idade do ouvinte) a banda para uma nova geração de ouvintes. O Queen ganhou outra dimensão após a sua carreira ser contada nos cinemas, e grande parte disso se deu pela força incontestável e imortal de suas músicas.
Uma banda única. Uma história única. E uma lenda que permanecerá vida para sempre. Mas, se preferir, pode chamar simplesmente de Queen.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Rush fará cinco shows no Brasil em 2027; confira datas e locais
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
As duas vozes que ajudaram Malcolm Young durante a demência
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
A banda dos EUA que já tinha "Black Sabbath" no repertório e Oz Osborne como baixista em 1969
Ozzy foi avisado pelos médicos que corria risco de morrer se fizesse o último show
Até 60% de desconto em ofertas de vinis, CDs, smartphones, acessórios e outros na Amazon
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
O motivo pelo qual as músicas dos Ramones eram todas curtas, segundo Johnny e Tommy
O vocalista do The Cure previu a data da morte da rainha da Inglaterra?
O hit que fez Raul Seixas e Paulo Coelho se separarem porque escritor encontrou o diabo



Queen revela conteúdo da caixa celebrando o álbum "Queen II"
10 discos de rock que saíram quase "no empurrão", e mesmo assim entraram pra história
Cinco clássicos do rock que você reconhece nos primeiros segundos e já sai cantando
A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
O lendário cantor cuja voz leva Dave Mustaine às lágrimas
A ligação de Brian May com o Guns N' Roses que Slash desconhecia; "se eu soubesse..."
A "brilhante ideia" de Freddie Mercury que o Queen fez de conta que levou a sério - só que não
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
O guitarrista que Brian May diz ter inventado "um gênero inteiro" a partir do zero
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



