Hardline: superando álbum que já era ótimo
Resenha - Life - Hardline
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 06 de julho de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se o quinto álbum do quinteto estadunidense de hard rock/glam metal Hardline, o ótimo Human Nature, foi uma perfeita fusão do antigo e do novo som da banda, temos em Life, seu sucessor, um passo que poucos antecipariam: um passo para trás. Não no sentido de que o lançamento é pior que o anterior - eles deram um passo para trás em direção aos anos 1980. Em direção ao glam metal que caracterizava seu som inicial.
Em outras palavras, conseguiram lançar algo ainda melhor que o disco de 2016. Isso fica já bem evidenciado na abertura "Place to Call Home", ou mesmo em sua sucessora "Take a Chance", que ganhou um clipe. E conforme as faixas avançam, nós percebemos que isso é a realidade da obra como um todo, e não apenas de um punhado de peças.
Falamos de uma banda de rock em plena forma, prestando justíssima homenagem ao glam oitentista por meio de guitarras muito bem harmonizadas, uma ala rítmica com grande presença de espírito, teclados bem dosados e, é claro, a voz de Johnny Gioeli, que se recusa a ficar velha.
Mas Life reserva momentos mais diferenciados. "Page of Your Life" é uma balada guiada por piano e tudo, parecida com "This Love", que imprime mais emoção e força pela densidade instrumental. Tanto que sua versão acústica, lançada como faixa bônus na edição japonesa, consegue sair tão marcante quanto suas companheiras com guitarras e tudo. E temos ainda "My Friend", outra balada, desta vez sobre amizade.
O grupo preparou também um cover de "Who Wants to Live Forever", do Queen - e quando eu bati o olho em seu nome, em momento algum cogitei não ser o clássico queeniano. Porque eu já sabia que a voz de Johnny cairia como uma luva nesse hino.
A década de 2010 tem sido muito feliz para o Hardline, esta banda que surgiu "atrasada", no início dos anos 1990, quando o glam já perdia espaço para o grunge, mas mesmo assim se estabeleceu como nome essencial do gênero.
Abaixo, o clipe de "Take a Chance":
Track-list:
1. "Place to Call Home"
2. "Take a Chance"
3. "Helio's Sun"
4. "Page of Your Life"
5. "Out of Time"
6. "Hold on to Right"
7. "Handful of Sand"
8. "This Love"
9. "Story of My Life"
10. "Who Wants to Live Forever"
11. "Chameleon"
12. "My Friend"
13. "This Love" (versão acústica; faixa bônus da edição japonesa)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/hardlinelife
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista de Piracicaba vence concurso do Metallica com galinha de borracha
A música esquecida do Led Zeppelin que Robert Plant acha simplesmente "linda"
Os 100 melhores álbuns da década de 1980, em lista da Classic Rock
O hit do Foo Fighters que Dave Grohl odeia: "Parece uma canção dos Eagles"
A música do Pink Floyd que David Gilmour nunca mais vai tocar ao vivo
O artista que é "a essência do rock", segundo James Hetfield do Metallica
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
O álbum que é o ápice do tédio empacotado para a geração Z, segundo Regis Tadeu
A primeira música de heavy metal que Ozzy Osbourne ouviu, segundo o próprio
As três músicas punk que Lemmy escolheu entre as maiores de todos os tempos
O ex-colega de banda no Pink Floyd com quem David Gilmour nunca mais falou
A letra de Ronnie James Dio que Tony Iommi e Geezer Butler quase vetaram
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
A música considerada a "ovelha negra" do "Black Album", segundo a Louder
Slash: Saul Hudson explica qual a origem de seu apelido
O hit da Legião Urbana que técnicos de som da Abbey Road acharam igual aos Beatles
O megahit do Iron Maiden que é uma crítica direta a quem dorme com muitas pessoas


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



