Riot: uma das raízes do power metal
Resenha - Fire Down Under - Riot
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 03 de julho de 2019
Uma das bandas mais influentes do metal do final dos anos 1970 e início da década de 1980 também é, paradoxalmente, uma das menos lembradas pelos "fãs" do estilo. Estou falando do quinteto norte-americano Riot, responsável por algumas pérolas lançadas naquela época e que inseriram novos ingredientes ao então cada vez mais popular som pesado.
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Ainda que os dois primeiros discos da banda sejam bem legais - "Rock City" (1977) e "Narita" (1979) -, inegavelmente foi o terceiro álbum que colocou o Riot definitivamente na história. Lançado em 9 de fevereiro de 1981, "Fire Down Under" é, sem exagero, um dos grandes discos do metal oitentista. Em um tempo onde ainda não existiam nomes como Helloween e outras bandas que são, de maneira correta, identificadas como precursoras do power metal, o Riot trouxe a união entre um som potente e repleto de melodia com letras sobre temas tirados de histórias de fantasia, dando sequência ao que o Rainbow de Ronnie James Dio e Ritchie Blackmore havia feito em canções como "Kill the King", por exemplo.
"Fire Down Under" tem dez faixas, e entre elas estão clássicos como "Swords and Tequila", "Altar of the King" e "Outlaw", todas mostrando a afiada união entre os vocais e a interpretação inspirada de Guy Speranza e as guitarras da dupla Mark Reale e Rick Ventura - o baixista Kip Leming e o baterista Sandy Slavin completavam a banda na época.
Esse clássico do metal dos anos 1980 foi relançado no Brasil pela Hellion Records com direito a duas faixas bônus - "Struck by Lightning" e "Misty Morning Rain" - e está disponível novamente nas lojas. É uma ótima oportunidade para conhecer um excelente disco que acabou sendo injustiçado pelo tempo, ou de completar a coleção com uma das jóias da coroa. Em ambos os casos, imperdível!
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