In Flames: novo álbum mostra que os suecos continuam afiados
Resenha - I, the Mask - In Flames
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 27 de junho de 2019
O In Flames é uma banda controversa para uma parcela dos fãs de metal. E isso não deveria acontecer. Surgido em Gotemburgo em 1990, o quinteto foi um dos responsáveis pela popularização e pelo desenvolvimento do death metal melódico, gravando discos que são considerados arquétipos do gênero como o trio "Whoracle" (1997), "Colony" (1999) e "Clayman" (2000).
In Flames - Mais Novidades
A discussão em torno dos caminhos musicais da banda começou em 2002, quando os caras soltaram o seu sexto álbum, "Reroute to Remain". O motivo para isso foi uma mudança considerável na sonoridade dos suecos, que incorporaram outros elementos à sua música, influenciados principalmente pelo KoRn e pela cena new metal que vinha dos Estados Unidos. Essa alteração de curso gerou admiração (em menor número) e repulsa (em sua maioria) entre o público do metal, que demorou um bom tempo para assimilar os novos caminhos sonoros trilhados pelo grupo. E esse novo direcionamento seguiu sendo desenvolvido nos discos seguintes, como os ótimos "Come Clarity" (2006) e "A Sense of Purpose" (2008) por exemplo, que mostraram a banda equilibrando as duas facetas de sua personalidade sonora.
Toda essa trajetória faz com que o In Flames seja uma formação que ainda soa diferenciada dentro do universo do heavy metal. "I, the Mask", décimo-terceiro trabalho do grupo, saiu no início de março e mostra que a banda continua afiada. As doze faixas do álbum variam entre canções mais pesadas e que são verdadeiras pedradas (como o quarteto que abre o disco) e outras onde o lado mais suave assume o protagonismo, tornando a música mais acessível e amigável. Amparados por uma produção impecável assinada por Howard Benson, que já trabalhou com nomes como Motörhead e Sepultura, o In Flames potencializa suas qualidades e mostra mais uma vez que é capaz de trilhar vias musicais aparentemente opostas como o mesmo domínio.
Pessoalmente, prefiro os momentos mais agressivos como os que podemos ouvir na música que batiza o CD, "Call My Name", "I Am Above" e "Burn", e onde é possível sentir o DNA do death melódico ainda vivo através dos duetos de guitarras, por exemplo. A parte central do disco é reservada para uma sequência de canções mais domesticadas, digamos assim, como "Follow Me", "(This is Our) House" e "We Will Remember", onde o vocalista Anders Fridén deixa os vocais guturais e canta com a voz limpa, algo que tem feito ao longo dos anos.
Independentemente de qual for a sua encarnação favorita do In Flames, o novo disco dos caras entrega ótimos momentos em ambas as personificações musicais do quinteto. É ouvir e curtir.
Outras resenhas de I, the Mask - In Flames
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
O lendário vocalista que teve o dedão amputado por um anão de jardim no quintal
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
Amanda Somerville diagnosticada com tumor cerebral maligno e agressivo
Sepultura, Titãs e Luiz Caldas levam o peso do rock ao Altas Horas deste sábado
As seis músicas mais importantes do Judas Priest, segundo K.K. Downing
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
O clipe que estragou um dos maiores hits dos anos 80, segundo Humberto Gessinger
A acusação sobre os Titãs que Rick Bonadio rebate: "Isso é a maior besteira"
A música do Van Halen que Eddie tentou fazer como AC/DC mas não deu certo
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
Os 5 melhores guitarristas de todos os tempos, segundo Fernando Deluqui (ex-RPM)
A reveladora última entrevista de Chester Bennington, do Linkin Park, antes de sua morte
A hilária reação de Keith Richards ao encontrar músicos do Maneskin
O que levou Roberto Carlos a não gravar música que Paulo Ricardo fez em sua homenagem
In Flames: Mais um disco que vai dividir opiniões
A banda que arriscou 60 mil dólares em turnê pelos EUA e voltou para casa com lucro
De Europe a Entombed, 15 das melhores bandas da Suécia, de acordo com a Metal Hammer
Vocalista do Steelheart lança projeto com ex-guitarrista do In Flames
Vocalista atualiza status do próximo álbum de estúdio do In Flames
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



