In Flames: Mais um disco que vai dividir opiniões
Resenha - I, The Mask - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de março de 2019
A espera acabou. Dois anos e meio após o lançamento de "Battles", o IN FLAMES lançou seu novo álbum, intitulado "I, The Mask". O álbum, lançado nesta sexta feira, 01/03, é o décimo terceiro trabalho de estúdio da banda.
É importante deixar claro, antes de qualquer coisa, que como era de se esperar, as músicas passam longe do Death Metal Melódico, estilo que a banda executou com maestria nos primeiros lançamentos. Aliás, se nos dois últimos álbuns o IN FLAMES mostrou que não estava com muita vontade de voltar no tempo, não foi com "I, The Mask" que isso aconteceu.

A sonoridade da banda continua única, misturando (muita) melodia, (pouco) peso e andamentos cadenciados, que se alternam com momentos mais rápidos. As guitarras continuam pesadas e Anders está explorando a versatilidade de sua voz, o que permitiu inovações na maneira de compor, como bem mostra "Stay With Me", uma música BEM diferente do que a banda costuma fazer. E aí chegamos em uma verdade quase incontestável: você pode gostar ou odiar o som da banda, mas o IN FLAMES sabe se renovar como poucos nesse mundo saturado da música. O novo lançamento evidencia isso, além de ser (mais) uma prova de que o IN FLAMES, mesmo com mais de vinte e cinco anos de carreira, busca novos horizontes, mesmo que essa busca não agrade os fãs mais radicais (que já devem ter abandonado a banda há tempos).

O início do álbum chega a empolgar, com "Voices", uma música um pouco mais rápida, que tem em seu refrão o grande ponto. A faixa título mantém o ritmo mais acelerado, e é uma das melhores músicas de todo o trabalho. Outra grande música é "I Am Above", que tem tudo para virar um dos símbolos dessa fase mais "nova" da banda. "Follow Me", também é uma música interessante, e após um início acústico (que por SEGUNDOS chega a lembrar trabalhos antigos da banda), vira uma espécie de balada um pouco mais pesada.
Falando em baladas, o disco está repleto delas. "All The Pain ,"In This Life" e a já citada "Stay With Me" são três dessas baladas, muito bem construídas, por sinal. Desnecessário falar que os fãs mais radicais vão torcer o nariz para essas faixas, que de fato, soam bem esquisitas nas primeiras audições.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Durante os cinqüenta minutos do disco, o IN FLAMES apresenta boas músicas, todas calcadas na proposta mais alternativa que a banda tem apresentado nos últimos trabalhos, principalmente depois de "A Sense Of Purpose". O desempenho dos músicos, como sempre, é excelente, e a produção perfeita colaborou muito com o resultado satisfatório.
A espera valeu a pena. "I,The Mask" é um bom disco, e provavelmente vai ter a mesma repercussão dos trabalhos anteriores: quem gosta dos trabalhos mais antigos e acha que a banda se vendeu por conta da mudança no direcionamento musical, vai continuar detestando; já quem consegue gostar dessa fase mais alternativa da banda, vai ouvir o disco numa boa, e se divertir com as novas músicas.

Ouça, mas com a cabeça aberta, e se possível, sem lembrar que essa mesma banda já fez metal extremo um dia.
Nota: 7
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