Black Stone Cherry: entrando de vez no southern rock
Resenha - Family Tree - Black Stone Cherry
Por Ricardo Seelig
Postado em 26 de junho de 2019
A transformação pela qual a sonoridade do Black Stone Cherry passou é notável. Do hard rock dos primeiros discos, que apresentavam até sutis influências do hard californiano dos anos 1980, a música do quarteto de Kentucky evoluiu para um southern rock pesado e extremamente atual.
"Family Tree", sexto disco do grupo, comprova essa metamorfose com ênfase. Sucessor de "Kentucky" (2016), o álbum foi produzido pela própria banda e mostra o Black Stone Cherry afundando de vez os pés nos pântanos e bebendo na rica herança de nomes como Lynyrd Skynyrd, ZZ Top, Molly Hatchet e Allman Brothers. O hard rock de outrora convive harmonicamente com os temperos sulistas, com bem encaixadas tendências country, pitadas de blues e as sempre agradáveis guitarras gêmeas. Atestando o pedigree do trabalho, Warren Haynes, do icônico Gov’t Mule e com uma longa passagem pela bandas dos irmãos Allman, dá a sua benção participando de "Dancin' in the Rain".
Ao todo temos treze faixas em 52 minutos de som, todas sólidas e muito bem construídas. A voz de Chris Robertson soa mais madura, uma espécie de amálgama entre os timbres de Gregg Allman e do já citado Haynes. A cozinha vem forte, descomplicada e com uma pegada contagiante, enquanto Ben Wells engrossa a parede de guitarras com Robertson e reveza-se nos solos com o vocalista.
"Family Tree" é um excelente disco de uma banda que apresentou uma evolução enorme nos anos recentes. Maduro, sólido e com canções que caem de imediato no gosto do ouvinte, é um dos trabalhos mais fortes do Black Stone Cherry e tem tudo para levar o nome da banda ainda mais longe.
E o que é melhor: ganhou edição nacional pela Hellion Records e está disponível para quem gosta de boa música e um rock dos bons, aproveite!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O rockstar dos anos 1980 que James Hetfield odeia: "Falso e pretensioso, pose de astro"
Bruce Dickinson grava novo álbum solo em estúdio de Dave Grohl
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Foto junta Slash, Duff e Sharon Osbourne, e puxa o fio do tributo a Ozzy no Grammy 2026
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Richie Sambora acusa Jon Bon Jovi de sabotar sua carreira solo para forçá-lo a voltar
Playlist - Os melhores covers gravados por 11 grandes bandas do thrash metal
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
A última banda de rock nacional que conseguiu influenciar crianças, segundo Jéssica Falchi
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Para Lars Ulrich, o que tornava o Slayer interessante era seu extremismo
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
Motorhead: os 22 álbuns da banda, do pior para o melhor
Ave, Satan!: As dez melhores músicas sobre o Inferno
A frase esotérica deturpada por Raul Seixas que ele fez todo mundo cantar


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



