Frozen Land: quase um ótimo cover de Stratovarius
Resenha - Frozen Land - Frozen Land
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 18 de dezembro de 2018
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Chamamos de supergrupo aquelas bandas formadas por gente já conhecida por outros trabalhos, solos ou não. Mas e quando um novo conjunto é criado usando músicos dos quais nunca ouvimos falar, que tocaram em grupos que nunca vimos mais gordos?

Seja lá qual for a resposta, o quinteto finlandês de power metal Frozen Land chegou causando impacto semelhante ao de um verdadeiro supergrupo como o finado e brevíssimo Symfonia. Unindo membros do Astralion, TorneD, Re-Armed e outros ilustres desconhecidos, eles acenam para o mundo com um discaço de estreia e autointitulado, que na verdade é quase um cover do Stratovarius. Isso porque seu som sofre fortíssima influência do também quinteto também finlandês também de power metal.
É claro que nós, fãs do gênero, sabemos que se trata de um estilo que não permite lá muita experimentação (em que pese o Sonata Arctica, por exemplo, fazer um som bastante autêntico). Por isso, as comparações são redundantes. E há de se levar em consideração o fato de que o álbum é mixado por Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius.
Mas o grau de semelhança entre Frozen Land e Stratovarius é grande demais para não ser comentado. O uso do coral e do cravo como pano de fundo pelas mãos do tecladista Lauri Muttilainen, o ritmo imposto pela bateria de Aki Kuokkanen e pelo baixo de Juhana Heinonen, a voz de Tony Meloni, a velocidade da guitarra de Tuomas Hirvonen... tudo parece fazer alusão aos pioneiros do gênero.
Isso à parte, Frozen Land não deixa de ser um álbum excelente e sólido de power metal. Em pontos altos como "Loser's Game", "The Rising", "Unsung Heroes" e "Mask of the Youth" vemos trabalhos rápidos e bem executados, com refrãos cativantes e ritmos que nos fazem banguear imediatamente.
E pra não dizer que a banda não se arrisca em terrenos mais originais, temos "Orgy of Enlightenment" (seja lá o que eles queiram dizer com isso), em que Tony se distancia de Timo Kotipelto, ao mesmo tempo em que a ala instrumental se esforça para tocar algo diferente - e ótimo. O encerramento "Angels Crying" também vem com um diferencial - no caso, só o vocal, que é parcialmente cantado com uma pegada metal industrial.
Em suma, se você é fã de power metal e não exige originalidade dos artistas que ouve, pode mergulhar de cabeça num dos melhores lançamentos do gênero em 2018.
Abaixo, a faixa "Mask of the Youth":
Track-list:
1. "Loser's Game"
2. "Delusions of Grandeur"
3. "The Fall"
4. "Underworld (Manala)"
5. "The Rising"
6. "Unsung Heroes"
7. "Orgy of Enlightenment"
8. "Mask of the Youth"
9. "I Would"
10. "Angels Crying"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/frozenland2018
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As melhores músicas do Sepultura de todos os tempos, segundo Max Cavalera
O cover do AC/DC que o Foo Fighters tocou pela primeira vez no Brasil
Morte de Jeff Hanneman aproximou Tom Araya e Kerry King
O vazio deixado pelo Edguy
A banda que deu origem ao metal, ao rap, ao punk e ao pop rock, segundo Bob Dylan
5 músicas que separam quem apenas ouve metal de quem realmente vive o gênero
A canção que fez Frank Sinatra capitular, depois de passar anos atacando o rock
A música que Robert Plant considera a mais difícil que já precisou cantar
A grande surpresa que Axl Rose teve ao finalmente conhecer Ozzy Osbourne
O guitarrista brasileiro que estava anos-luz à frente dos outros, segundo Liminha
A grande lição que Blaze Bayley aprendeu com Paul Di'Anno; "não sabem disso sobre ele"
Johnny Ramone achava que Joey Ramone era um "pé no saco"
"A lenda do Iron Maiden é Paul Di'Anno", diz Blaze Bayley
As 10 melhores músicas dos anos 1960, segundo John Lennon
"Eu odeio perder", disse Johnny Ramone ao falar sobre luta contra câncer
O melhor álbum ao vivo da história segundo Lars Ulrich (Metallica)
A opinião de Dinho Ouro Preto do Capital Inicial sobre Digão, Canisso e a banda Raimundos
Monsters of Rock: a feijoada que quase derrubou King Diamond



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



