The Prodigy: O massacre da meiguice
Resenha - No Tourists - Prodigy
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 17 de dezembro de 2018
Funkeiros brasileiros deveriam se apressar para aproveitar a grave linha de teclado e a semelhança com o português do baby talk inicial da faixa Boom Boom Tap: tem hora que parece com "tudo bem", falado bem meiguinho, bem miguxo tchuca-tchuca-miga, parece até homenagem aos momentos Boing Boom Tschak, do Kraftwerk, porque também tem linha de teclado agudo-borbulhante super-referencial. Mas, não é homenagem, é sarcasmo: o balbuciar é cortado por seco e duro FUCK YOU, seguido de célere correnteza jungle.
Lançado no dia de Finados, o sétimo álbum de estúdio do The Prodigy sistematicamente estraçalha qualquer momento de meiguice, com sua agressividade Big Beat. Em mais de uma ocasião durante a dezena de canções, vozinhas finas e momentos que fingem que vão virar pop saltitante são soterrados com sirenes de ataque aéreo e pura artilharia sintética. Títulos como Timebomb Zone e Fight Fire With Fire falam por si, num álbum que não dá trégua ao ouvinte, que, afinal, está numa Londres onde é preciso andar com colete a prova de balas, em certas regiões, de acordo com a nervosa Champions of London.
Poder-se-ia elaborar teia de referências Brexíticas para "explicar" a violência de No Tourists, mas Liam Howlett, MC Maxim e Keith Flint nunca necessitaram de razões pontuais para sua agressividade. O álbum é urgente e rearticula os melhores elementos da carreira do Prodigy num trabalho desinteressado em inovar, mas sem nenhum ponto baixo. À parte os segundos iniciais de Resonate – que trituram elementos de drum’n’bass com dubstep vocoderizado – o resto é Prodigy tradicional, como a cyberpunkice de Give Me a Signal
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A faixa-título abre com teclados de fundo que dão a impressão de que o Public Enemy está fazendo trilha para filme de James Bond. Need Some1, a abertura, anuncia o nervo do álbum, com seu teclado lúgubre e baixo/guitarra envolto em pura energia elétrica. Ironicamente, há recorrente sample de Loleatta Holloway gritando "I need someone", superusado em faixas dance alegres.
Em meio a apenas faixas muito boas, (pelo menos) duas são espetaculares, em termos de dançabilidade violenta, pogueada ou como imaginárias trilhas-sonoras para conflitos campais de ruas pós-apocalípticas: Light Up Tje Sky e We Live Forever são estiletadas na espinha.
O defeito de The Day Is My Enemy (link da resenha, ao final desta) – retorno após sete anos sem gravar – foi sua inconsistente duração: faixas boas intercalavam-se com outras nem tanto. Em No Tourists, o Prodigy voltou conciso, sem qualquer adiposidade, todo-poderoso.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
Woodstock Rock Store dá importante passo para se tornar patrimônio cultural de São Paulo
As 20 melhores músicas do Iron Maiden segundo o WatchMojo.com
Quando Ritchie Blackmore falou merda e perdeu a amizade de um rockstar maior que ele
Tarja Turunen aposenta de vez o salto alto nos shows
O disco do Black Sabbath que Ozzy Osbourne achava "repugnante"
O artista do rock nacional que viu Ozzy Osbourne de cuecas no Rock in Rio de 1985
10 álbuns dos anos 70 que já foram chamados de heavy metal
O álbum dos anos 1990 que Mick Jagger considera perfeito: "Cada faixa é um nocaute"
Dragonforce faz primeiro show com Alissa White-Gluz; veja os vídeos
A música de 1969 que mudou a vida de Slash - e ajudou a moldar o hard rock moderno
Os 5 álbuns que marcaram Márcio Jameson, do Holocausto e loja Aplace
Alex Van Halen anuncia "Van Halen", nova antologia bibliográfica da banda
O hit de Cazuza que Ritchie alterou letra quando regravou por achar muito ofensivo
As bandas de rock que o lendário diretor de cinema Martin Scorsese adora ouvir
O megahit do Ultraje a Rigor inspirado em polêmico discurso do saudoso Pelé
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon

