RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemA opinião de Slash sobre Dave Mustaine e "Rust In Peace", clássico do Megadeth

imagemA música de Raul Seixas que salvou a carreira de Chitãozinho e Xororó

imagemOs 10 maiores vocalistas de heavy metal de todos os tempos, em lista do Ruthless Metal

imagemComo Tommy Lee e o Mötley Crüe ajudaram Axl Rose a escrever "November Rain"

imagemOs 4 fatores determinantes que levaram Renato Russo a dependência química

imagemPara John Lennon, os Beatles poderiam ter acontecido sem George e Ringo

imagemPor que Lemmy odiava tocar "Ace of Spades" nos shows do Motörhead

imagemRolê aleatório: Geoff Tate e Rhapsody se divertem em aeroporto no aeroporto

imagemEx-guitarrista do Megadeth não liga para Mustaine e diz que está "fazendo dinheiro para ele"

imagemMike Portnoy comprou "Piece Of Mind", do Maiden, em excursão escolar

imagemQual era a opinião de Tony Iommi sobre Ozzy Osbourne solo e Randy Rhoads em 1984?

imagemA medida extrema que Dio pensou em tomar por não curtir "Rainbow in the Dark"

imagemOs 10 maiores álbuns da história do grunge, em lista do Brave Words

imagemO Raul Seixas não era nada daquilo que ele falava, diz ex-parceiro musical

imagemPaul McCartney quase foi atropelado ao tentar recriar famosa cena de capa de disco


Arandu Arakuaa: com mais homogeneidade, banda lança seu melhor álbum

Resenha - Mrã Waze - Arandu Arakuaa

Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 17 de outubro de 2018

Nota: 8

Foram necessários 15 anos para que uma banda brasileira acertasse a peteca levantada pelo clássico Roots, do Sepultura. Refiro-me à mistura de heavy metal com música indígena, algo que ninguém fez consistentemente até o surgimento do Arandu Arakuaa, grupo brasiliense capitaneado pelo vocalista, guitarrista e violista Zândhio Huku, que cresceu em contato com a cultura xerente. Em 2011, eles subiram ao palco pela primeira vez e, dois anos depois, lançaram sua estreia Kó Yby Oré.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Passados cinco anos, o quinteto - com uma formação totalmente nova, exceto por Zândhio - lança seu terceiro álbum, Mrã Waze, e não são necessárias muitas audições para concluirmos que é o melhor do grupo até agora.

Como se adentrássemos a Floresta Amazônica e nos aproximássemos de um ritual indígena, "Sy-Guâsu" abre o disco com uma levada ainda totalmente orgânica, sem heavy metal. É em "Guâiupîá" que a viagem musical começa de fato, e muito bem.

Daí em diante, temos 40 minutos do mais típico Arandu Arakuaa, termo que aqui significa "faixas com guitarras de heavy metal contracenando com cânticos e ritmos indígenas brasileiros, vez ou outra intercaladas com peças totalmente acústicas como 'Danhõ're', 'Ko Kri' (instrumental) e 'Gûaînumby'".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Mesmo assim, nota-se uma evolução óbvia com relação aos discos anteriores, talvez capitaneada pela reciclagem quase total dos membros. Mrã Waze leva a mistura inusitada do Arandu Arakuaa a um novo patamar de homogeneidade. Com efeito, nós não temos mais simplesmente uma riffagem de metal enfeitada com chocalhos, violas e cânticos. Temos guitarras que efetivamente incorporam os padrões rítmicos indígenas em seus acordes, o que fica claro na já mencionada "Guâiupîá" e em "Jurupari".

A banda abre mais espaço para o heavy metal tradicional em detrimento do thrash/death que lhe são costumeiros - uma sábia decisão, pois torna o som mais palatável e deixa a mistura de estilos menos heterogênea. Ademais, as mudanças constantes de dinâmicas são suficientes para constatarmos até elementos progressivos no trabalho, vide o encerramento "Rowahtu-Ze".

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Provando mais uma vez que o heavy metal não conhece barreiras culturais, o Arandu Arakuaa lança mais do que um álbum: trata-se praticamente de um ato de resistência, numa era em que índios lutam para terem seus direitos reconhecidos e em que aquilo que foge ao óbvio é rapidamente julgado.

Abaixo, o vídeo de "Huku Hêmba":

Track-list:
1. "Sy-Guâsu"
2. "Guâiupîá"
3. "Îasy"
4. "Danhõ're"
5. "Huku Hêmba"
6. "Ko Kri"
7. "Jurupari"
8. "Gûaînumby"
9. "Îaguara Kûara"
10. "Abaré Angaíba"
11. "Rowahtu-Ze"

Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/aranduarakuaa

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:
Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.
Mais matérias de Victor de Andrade Lopes.