RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Novo disco do Lamb of God tem faixa que lembra Alice in Chains

Andrea Ferro conta como divide vocais com Cristina Scabbia no Lacuna Coil

O cantor que impressionou Mayara Puertas no Rock in Rio por ser altão: "Tenho quase 1,70"

Como foi a complexa demissão de Chris Kontos do Machine Head, segundo ele mesmo

Aos 80, B.B. King era mais nerd do que Joe Bonamassa; "Toma, filho, é assim que faz"

O nicho em que Edu Falaschi quis entrar e se deu mal: "Quem é essa Xuxa aí?"

O álbum do Dream Theater que tem músicas em Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si

Samy Elbanna relembra bebedeira com integrantes do Children of Bodom

"Heaven and Hell parece mais Rainbow que Sabbath", diz Regis Tadeu - e todos discordam

Toda banda de heavy metal sonha em chegar onde o Metallica chegou

O estranho cover do Black Sabbath que Ozzy disse ser "a coisa mais assustadora" que ouviu

As bandas que mais venderam discos no stand dentro do Rock in Rio 1985, segundo varejista

Fã desembolsa equivalente a R$ 76 milhões por guitarra de David Gilmour

Phil Campbell pegou no sono antes de gravar solo de música do Motörhead

Adrian Smith revela música do Iron Maiden que deve tocar no Bangers Open Air


Bangers Open Air

Oceans Of Slumber: transformando problemas externos em música

Resenha - Banished Heart - Oceans Of Slumber

Por Fábio Laurandi
Postado em 30 de abril de 2018

A inspiração artística é realmente algo interessante. Cada vez chego mais fortemente à conclusão de que poucos são os que conseguem realizar excelentes obras de arte estando com a sua vida e mente estabilizadas. É preciso ter problemas. É preciso passar por dificuldades, sejam elas amorosas, familiares, financeiras ou de qualquer outro modo. Com a OCEANS OF SLUMBER – banda sediada em Houston, no Texas – não foi diferente disso. Não que a gente deva torcer para que os caras enfrentem adversidades. Mas já que todos nós nos deparamos com elas ao longo da vida, que sejam bem aproveitadas e transformadas em obras como The Banished Heart. O terceiro disco da banda, que saiu em março deste ano, é um petardo pra lá de problemático, só que num ótimo sentido!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Tendo a tarefa de suceder a Winter, disco de 2016 muito elogiado pela crítica, o álbum volta a trabalhar com as referências prog, doom e góticas da banda, mas acrescenta elementos do metal tradicional de maneira muito mais consistente do que fazia antes. O disco é um clamor desesperançoso e um grito pela autoafirmação ao mesmo tempo. Suas letras versam sobre a possibilidade de construir seu próprio caminho mesmo tendo saudade do que ainda está em algum lugar te aguardando. Versam sobre a solidão e a desilusão de maneira positiva e construtiva. Trabalham a ideia do banimento como algo que pode fazer alguém crescer em meio a tantas adversidades. Em suma, é uma banda que não se forçou a amadurecer. Isso aconteceu naturalmente devido às circunstâncias pessoais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

O primeiro grande destaque fica por conta da vocalista Cammie Gilbert, que está maravilhosa no disco inteiro. Que versatilidade impressionante tem a voz dela. Agressiva e doce, parecendo uma punhalada seca que só começa a doer quando se retira a faca e o sangue esquenta. Não que eu já tenha tomado uma punhalada – nem quero –, mas o efeito das letras misturadas ao estilo vocal de Gilbert me remeteram diretamente a isto. Já o segundo destaque aparece com o trabalho da bateria de Dobber Beverly. Precisa, marcada, cadenciada quando necessária e extremamente rápida quando a música acelera. Esse cara está tocando demais!

A faixa de abertura, "The Decay Of Disregard", é um hino a quase todos os temas que aparecerão no restante do álbum e uma baita composição que inicia o disco em grande estilo. Outras faixas me chamaram bastante atenção até agora. "At Dawn", que fala sobre a construção da sua própria solidão e alterna momentos muito pesados com outros bem leves e cadenciados é uma delas. "A Path To Broken Stars" é demais também! Aqui os dois destaques musicais – vocal e batera – aparecem fortemente misturados a uma produção que deu mais peso às guitarras da banda nesse álbum. É porrada na moleira com momentos reflexivos. "No Color, No Light" é outra grande composição que aparece ao final do disco com – pasmei – um aspecto até comercial, lembrando um pouco o que senti quando ouvi "Suffer The Last Bridge" do Winter, que é talvez a música mais radiofônica da banda. Guardadas todas as diferenças entre as duas, a música apresenta vocais limpos e a participação de Tom Englund do EVERGREY. Mas não se assuste. Quando eu digo aspecto comercial, é pela própria estrutura da música ao apresentar refrão muito bem marcado e passagens grudentas ao longo. Arrastadona do jeito que é, não vejo a canção tocando em rádio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

The Banished Heart é fruto de desavenças pessoais, litígios em relacionamentos, desestruturações familiares. Nada disso afeta a banda no que diz sentido à sua coesão e relação interna, mas afeta fortemente as composições que a OCEANS OF SLUMBER nos apresenta nesse álbum. Sombrio, arrastado, instigante, é o tipo de disco que talvez você ouça e nem saiba se gostou ou não – juro, aconteceu comigo –, mas vai querer ouvir de novo para trabalhar cada vez mais as ideias que o álbum te apresenta.

Tracklist:
01. The Decay Of Disregard
02. Fleeting Vigilance
03. At Dawn
04. The Banished Heart
05. The Watcher
06. Etiolation
07. A Path To Broken Stars
08. Howl Of The Rougarou
09. Her In The Distance
10. No Color, No Light
11. Wayfaring Stranger

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Fonte: earside.com


Outras resenhas de Banished Heart - Oceans Of Slumber

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS