RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Antes do Whitecross, Rex Carroll quase foi do Whitesnake

Como Gerson Conrad compôs "Rosa de Hiroshima" do Secos & Molhados, segundo o próprio

A melhor música de heavy metal lançada em 1980, segundo o Loudwire

Skank - "Amores Imperfeitos" e a saudade de um grande amor

Billy Gibbons (ZZ Top) confirma ter recusado US$ 1 milhão para tirar a barba

A banda que era "maior do que Jimi Hendrix" para Ritchie Blackmore, e que hoje poucos conhecem

Os números impressionantes de "Bohemian Rhapsody", do Queen, no Spotify e no YouTube

O dia que Ozzy achou que estava contando segredo sobre Black Sabbath para brasileiro

Geezer Butler explica por que o Black Sabbath não gravou "Scary Dreams"

O clássico de Ozzy Osbourne que atingirá 1 bilhão de plays no Spotify em breve

O dia que o jovem Scott Travis foi tietar Judas Priest e pedir emprego

Os melhores álbuns lançados por artistas brasileiros em 2025, segundo Regis Tadeu

Você provavelmente nunca os ouviu - mas esses guitarristas dos anos 1980 eram absurdos

Quando Janis Joplin resolveu se vingar dos Rolling Stones por causa da "invasão britânica"

O cantor de rock que Johnny Cash colocava acima de todo mundo


Bangers Open Air

Oceans Of Slumber: transformando problemas externos em música

Resenha - Banished Heart - Oceans Of Slumber

Por Fábio Laurandi
Postado em 30 de abril de 2018

A inspiração artística é realmente algo interessante. Cada vez chego mais fortemente à conclusão de que poucos são os que conseguem realizar excelentes obras de arte estando com a sua vida e mente estabilizadas. É preciso ter problemas. É preciso passar por dificuldades, sejam elas amorosas, familiares, financeiras ou de qualquer outro modo. Com a OCEANS OF SLUMBER – banda sediada em Houston, no Texas – não foi diferente disso. Não que a gente deva torcer para que os caras enfrentem adversidades. Mas já que todos nós nos deparamos com elas ao longo da vida, que sejam bem aproveitadas e transformadas em obras como The Banished Heart. O terceiro disco da banda, que saiu em março deste ano, é um petardo pra lá de problemático, só que num ótimo sentido!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Tendo a tarefa de suceder a Winter, disco de 2016 muito elogiado pela crítica, o álbum volta a trabalhar com as referências prog, doom e góticas da banda, mas acrescenta elementos do metal tradicional de maneira muito mais consistente do que fazia antes. O disco é um clamor desesperançoso e um grito pela autoafirmação ao mesmo tempo. Suas letras versam sobre a possibilidade de construir seu próprio caminho mesmo tendo saudade do que ainda está em algum lugar te aguardando. Versam sobre a solidão e a desilusão de maneira positiva e construtiva. Trabalham a ideia do banimento como algo que pode fazer alguém crescer em meio a tantas adversidades. Em suma, é uma banda que não se forçou a amadurecer. Isso aconteceu naturalmente devido às circunstâncias pessoais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

O primeiro grande destaque fica por conta da vocalista Cammie Gilbert, que está maravilhosa no disco inteiro. Que versatilidade impressionante tem a voz dela. Agressiva e doce, parecendo uma punhalada seca que só começa a doer quando se retira a faca e o sangue esquenta. Não que eu já tenha tomado uma punhalada – nem quero –, mas o efeito das letras misturadas ao estilo vocal de Gilbert me remeteram diretamente a isto. Já o segundo destaque aparece com o trabalho da bateria de Dobber Beverly. Precisa, marcada, cadenciada quando necessária e extremamente rápida quando a música acelera. Esse cara está tocando demais!

A faixa de abertura, "The Decay Of Disregard", é um hino a quase todos os temas que aparecerão no restante do álbum e uma baita composição que inicia o disco em grande estilo. Outras faixas me chamaram bastante atenção até agora. "At Dawn", que fala sobre a construção da sua própria solidão e alterna momentos muito pesados com outros bem leves e cadenciados é uma delas. "A Path To Broken Stars" é demais também! Aqui os dois destaques musicais – vocal e batera – aparecem fortemente misturados a uma produção que deu mais peso às guitarras da banda nesse álbum. É porrada na moleira com momentos reflexivos. "No Color, No Light" é outra grande composição que aparece ao final do disco com – pasmei – um aspecto até comercial, lembrando um pouco o que senti quando ouvi "Suffer The Last Bridge" do Winter, que é talvez a música mais radiofônica da banda. Guardadas todas as diferenças entre as duas, a música apresenta vocais limpos e a participação de Tom Englund do EVERGREY. Mas não se assuste. Quando eu digo aspecto comercial, é pela própria estrutura da música ao apresentar refrão muito bem marcado e passagens grudentas ao longo. Arrastadona do jeito que é, não vejo a canção tocando em rádio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

The Banished Heart é fruto de desavenças pessoais, litígios em relacionamentos, desestruturações familiares. Nada disso afeta a banda no que diz sentido à sua coesão e relação interna, mas afeta fortemente as composições que a OCEANS OF SLUMBER nos apresenta nesse álbum. Sombrio, arrastado, instigante, é o tipo de disco que talvez você ouça e nem saiba se gostou ou não – juro, aconteceu comigo –, mas vai querer ouvir de novo para trabalhar cada vez mais as ideias que o álbum te apresenta.

Tracklist:
01. The Decay Of Disregard
02. Fleeting Vigilance
03. At Dawn
04. The Banished Heart
05. The Watcher
06. Etiolation
07. A Path To Broken Stars
08. Howl Of The Rougarou
09. Her In The Distance
10. No Color, No Light
11. Wayfaring Stranger

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Fonte: earside.com


Outras resenhas de Banished Heart - Oceans Of Slumber

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeLuis Alberto Braga Rodrigues | Rogerio Antonio dos Anjos | Everton Gracindo | Thiago Feltes Marques | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS