Dixie Heaven: Heavy Metal puro e simples
Resenha - Riding the Thunder - Dixie Heaven
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 20 de fevereiro de 2018
Muito legal ver que bandas brasileiras estão atingindo patamares de qualidade muito grandes em suas composições. A DIXIE HEAVEN que se formou em 2011 em Duque de Caxias/RJ, é um dos grupos que possuem essa moral.
Em 2016, Villu Castelo (vocal), Anderson Lima e Fran Castelo (guitarras), Cesar Tavares (baixo) e Murilo Marinho (bateria) debutaram com este "Riding the Thunder" e o que se vê em suas dez músicas é muita técnica, peso e entrosamento.
Apesar de o grupo fazer power metal, um estilo conhecido pela melodia afiada e pela fúria dosada, a complexidade existente em alguns trechos não ofusca a simplicidade, ou seja, quando os riffs assumem uma direção mais reta como em "The Wicked", o que se tem é música pesada sem cerimônia, ou se o ouvinte prefere variações, "No Pain, No Gain" com seu ritmo cadenciado pode completar o seu interesse. E atenção para o vocal de Villu (como canta, essa menina!).
Partes em que os arranjos dão a tônica podem ser encontradas em canções como "Under the Mirror of Dreams", que divide seus mais de oito minutos em partes pesadas e progressivas, mas calma! Não é nada do tipo DREAM THEATER, quanto a isso não se preocupe que seu pâncreas está a salvo. Portanto, você também pode ouvir "When the Eagle Flies" com a mesma intensidade, porque neste CD o heavy metal com "H" maiúsculo é quem dita as regras.
Além das influências da "alegórica" banda norte-americana citada, o álbum conta com referências de nomes como IRON MAIDEN em "Running from Reality" e uma pegada "priestiana" em "Blind War" de tirar o fôlego. Vida longa ao batera que não perdoa as peles nesta canção e em outras como na faixa título e em "The Wicked".
São nove músicas que fazem ferver o sangue com tantos riffs e solos, mas o décimo tema, "Waste of Time", se resume na leveza que ninguém podia esperar. É a calmaria através da tormenta cantada em voz suave e acompanhada pelos teclados de Álvaro Santos, músico convidado.
Com produção dirigida pelo próprio Fran Castelo, "Riding the Thunder" foi gravado no Kolera Studios, sendo que a mixagem e masterização foram feitas por Celo Oliveira. A capa do álbum foi desenvolvida por Jean Michel da DSNS – Designations Artwork. Heavy metal bem tocado, bem cantado e bem produzido. É disso que o Brasil precisa.
Track list:
1-Allohria
2-The Wicked
3-Riding the Thunder
4-Skies Will Fall
5-No Pain, No Gain
6-Under the Mirror of Dreams
7-When the Eagle Flies
8-Running from Reality
9-Blind War
10-Waste of Time
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O álbum do Slipknot que Shawn Crahan não gosta
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
Os 11 maiores solos com pedal wah da história do rock e metal, segundo a Loudwire
Roberta Medina fala sobre cobrança por mais rock no Rock in Rio
Seis fãs são hospitalizados após show do Angine de Poitrine em Montreal
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Iron Maiden confirma que irá filmar show do Edd Fest, em Londres
A música do Korn que Jonathan Davis considera a "pior de todos os tempos"
O hit que Angus Young desprezou e se tornou mais conhecido do que qualquer música do AC/DC
Por que "Super Collider" é o pior disco do Megadeth, segundo a Metal Hammer
Gravação inédita de Raul Seixas cantando Rolling Stones é lançada oficialmente
As piores músicas do Metallica, segundo a Metal Hammer
Brian Johnson: "Chuck Berry foi o maior babaca que já vi na vida"
A dica sobre Led Zeppelin que Alceu Valença deu para um "menino que tinha banda de rock"
Metal: nomes do gênero que assumiram ser cristãos


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



