Fringe: Um novo power trio influenciado por grandes bandas
Resenha - Fringe - Fringe
Por André Luiz Paiz
Postado em 03 de janeiro de 2018
Nota: 8 ![]()
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Enfim consegui colocar as mãos no álbum homônimo do novo power trio The Fringe. Um trabalho que me surpreendeu pelo número de influências de outras bandas e também pelo encaixe e entrosamento entre os músicos. A formação do grupo conta com o ex-Spock's Beard e atual Big Big Train, Nick D'Virglio na batera, o baixista dos Flower Kings, Jonas Reingold, e o guitarrista e vocalista principal Randy McStine, do projeto Lo-Fi Resistance.
É sempre interessante mergulhar nestes novos projetos, sem saber muito o que encontrar. Posso adiantar que a minha primeira impressão foi extremamente positiva. Definitivamente, trata-se de um trabalho muito bem produzido e coberto por vários estilos. Os três membros participam ativamente nos vocais de apoio, com Randy McStine cantando a maior parte à frente do microfone e passando o bastão para Nick em alguns momentos. Aliás, gostava muito da fase do Spock's Beard com Nick nos vocais.
Abrindo com a faixa "You", de cara é possível notar similaridade da voz de Randy McStine com Eric Martin, do Mr.Big. A faixa tem peso, passagens pop e progressivas, além de um excelente refrão de "hit" cantado por Nick.
"Opening Day" mantém o nível da faixa anterior com requintes de Rock Alternativo. Nas duas primeiras faixas e também com "A Second Or Two", fica clara a influência da banda King's X em Randy McStine. Inclusive, o baixista Doug Pinnick fez participação em seu projeto Lo-Fi Resistance. "A Second Or Two" possui vídeo oficial e está disponível no You Tube.
"Flare" me fez lembrar diretamente o álbum "Test For Echo", do Rush, além de King's X mais uma vez. Uma faixa épica pop/progressiva de nove minutos com passagens técnicas e melódicas. Uma das minhas favoritas.
Migrando para outras influências, chegamos à balada "Go". Aqui é notável a combinação de Beatles com Tears For Fears. Uma faixa que chega no momento certo, destacando a qualidade de todos os membros como músicos e vocalistas.
Com um rock mais crú e alternativo, "My Greatest Invention" possui uma levada de balançar o pescoço, com passagens que vão ficando lentas e logo aceleram novamente. Já "Snake Eyes" combina as influências já citadas entre Rush e King's X com um pouco de Spock's Beard da fase Nick nos vocais.
Encerrando com "Yours To Steal", trata-se de uma faixa bem diferente das demais, lembrando alguns dos momentos mais lentos do Porcupine Tree. Novamente um destaque.
Uma coleção de grandes influências executada por músicos de extrema qualidade, em que todos são destaque. Um ótimo trabalho homônimo de estreia do grupo The Fringe.
Texto retirado da página 80 Minutos, um site para quem gosta de ler e fazer resenhas de álbuns.
Tracklist:
1. You (4:54)
2. Opening Day (4:14)
3. A Second Or Two (3:55)
4. Flare (9:56)
5. Go (4:18)
6. My Greatest Invention (3:44)
7. Snake Eyes (3:32)
8. Yours To Steal (7:48)
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