Crematory: "Live Inssurrection", 17 faixas de puro deleite auditivo
Resenha - Crematory - Live Insurection
Por Ivison Poleto dos Santos
Postado em 09 de setembro de 2017
Faz um bom tempo que não ouço falar de álbuns ao vivo. Ou não percebo o seu lançamento. Talvez as duas coisas. Mas é que parece que depois de tudo o que foi dito sobre os famosos overdubbings em álbuns famosos e clássicos, sobre o "Speak Of The Devil" do Ozzy e tudo o mais, os álbuns ao vivo ficaram manjados e os fãs com muitas suspeitas. É natural. Talvez seja apenas uma daquelas fases de recesso. Só isso. Mas receber o "Live Insurrection" do Crematory foi realmente uma surpresa. O Crematory é uma banda com muitos anos de estrada que eu, simplesmente, não conhecia. Fazer o que, não conhecia. Passou batido como muitas outras grandes bandas dos anos 1990 que passaram batido. Vergonhoso talvez, mas fazer o que? Reconciliar-me com o Crematory e escrever uma resenha de "Live Insurrection". Certo?
A minha primeira impressão com "Live Insurrection" foi um grande deja vú. A música do Crematory estava na minha cabeça há muitos anos mesmo nunca tendo ouvido nada da banda. Conheci o tipo de som que o Crematory faz pelas coletâneas da Planet Metal no final dos anos 1990. Foi nelas que escutei pela primeira vez a mistura de vocais guturais com vocais limpos em músicas que não exploravam a velocidade da luz, como eu estava acostumado a ouvir nas primeiras bandas de metal extremo. E eu me lembro de ter ficado extremamente surpreso e impressionado. O uso de teclados para dar aquela atmosfera de horror e densidade para mim era uma completa novidade. Por isso, a sensação de deja vú com este álbum do Crematory que utiliza os teclados com a mesma competência para dar um clima soturno às suas músicas como em "Ravens Calling".
Muitos falam que os anos 1990 foram um desastre para a música pesada. Eu discordo completamente. O Metal se realmente se dividiu em vários subgêneros, mas isso ao invés de o enfraquecer, fortaleceu-o. Essa mistura de vocais limpos com vocais guturais é simplesmente uma das coisa mais legais que já inventada no Metal. Os caras que começaram a fazer isso deveriam ganhar um monumento. O poder de músicas como "Pray" não me deixa mentir. O Crematory foi uma das bandas que conseguiu colocar os teclados como instrumento essencial para o Metal, e o resultado podemos verificar em "Live Insurrection" que possui músicas marcantes como "Everything", que é uma espécie de hino para o Crematory. E fica muito melhor ao vivo. "And everything I lost" não conhecendo o Crematory antes…
"Live Insurrection" possui dezessete faixas de puro deleite auditivo. Mais uma demonstração do que nossos amigos lusos chamam de beleza bestial. O liricismo de "Everything" é simplesmente tocante. Também devo ressaltar o trabalho que a banda faz com os efeitos. Em qualquer outra banda eles soariam ridículos, mas o Crematory consegue integrá-los à sua música de forma magistral. Parece que as guitarras ficam ainda mais poderosas, que a bateria bate mais forte..
Sem saber, foram bandas como o Crematory que me fizeram gostar de metal extremo com os seus contrastes musicais em músicas como "The Fallen", cujo solo de guitarra é tão simples e tocante que fica sensacional. Um realce também para "Höllenbrand", cujo instinto faz a mágica.
A primeira vez com o Crematory foi muito bacana. "Live Insurrection" foi lançado em 8 de setembro pela Steamhammer / SPV. Eu sinceramente espero que eles lancem mais.
Lista de músicas:
1 - Intro
2 - Misunderstood
3 - Fly
4 - Greed
5 - Tick Tack
6 - Instrumental
7 - Haus mit Garten
8 - Ravens Calling
9 - Pray
10 - Everything
11 - Instrumental
12 - Shadowmaker
13 - The Fallen
14 - Höllenbrand
15 - Die So Soon
16 - Kommt näher
17 - Tears Of Time
Assista ao vídeo ao vivo oficial de "Everything" aqui:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira o Line-Up completo do Bangers Open Air 2027
Ozzfest confirma retorno com edições em três países para 2027
Regis Tadeu revela por que Robert Plant se recusa a ressuscitar o Led Zeppelin
O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
O clipe mais barato da história do Iron Maiden, segundo Dave Murray
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Por que Derek Riggs não fez a capa de "Fear of the Dark", segundo o Iron Maiden
A condição de Ricardo Confessori para voltar ao Shaman: "Se quiser trabalhar comigo, senta aí"
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Guitarrista diz que Type O Negative recebeu proposta de "valor bem alto" para show
Bullet for my Valentine usou afinações mais baixas da carreira em novo disco
A tarefa que Edu Falaschi evitava no sítio de Ricardo Confessori na fase Angra
Após lançar álbum de despedida, Candlebox muda de ideia e prepara mais um
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Rush confirma temporada de shows no The Sphere, em Las Vegas
A lenda do Rock que cometeu um assassinato e teve os advogados pagos por Mick Jagger
Max Cavalera: Os motivos que o levaram a sair do Sepultura
Pink Floyd: tudo sobre "Another Brick in the Wall"


Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Gladenfold aposta no Power Metal em "Soulbound"
Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



