Unleash the Archers: seu melhor álbum com formação afiada
Resenha - Apex - Unleash the Archers
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 20 de junho de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O nome da banda é Unleash the Archers, mas você pode também chamá-la de "uma mistura de Huntress com 3 Inches of Blood que deu certo". Com uma nova formação mais afiada do que nunca, Apex, quarto lançamento de estúdio, marca uma evolução natural do trabalho anterior, Time Stands Still. Ainda por cima, temos aqui um álbum conceitual, em que um personagem identificado como Immortal é "amaldiçoado" com a imortalidade e ajuda uma outra personagem chamada Matriarch (Matriarca) a encontrar seus filhos para executar um ritual.
Desprovida de qualquer pretensa grandiloquência, a história se desenrola sem querer imitar uma verdadeira metal opera. Pelo contrário, a música consistente e a coesão do disco criam um bom fio condutor para a narrativa se desenrolar.
Eu poderia dizer que o álbum abre muito bem com a poderosa "Awakening", mas a verdade é que a força do grupo se mantém firme do primeiro ao último acorde, ainda que "Shadow Guide" e "The Matriarch" (a segunda e terceira faixas) não impactem tanto quanto a abertura e o forte single "Cleanse the Bloodlines", a quarta na sequência.
Até há outras faixas mais "mornas". "The Coward's Way", por exemplo, ou a "grandalhona" "False Walls" (que só tem tamanho) e "Call Me Immortal" (que só empolga tardiamente). Mas são totalmente compensadas pelas supracitadas e pelas outras boas peças como "Earth and Ashes", "Ten Thousand Against One" (que eleva o conceito de "Battle Metal" a um novo patamar) e a épica faixa-título, que encerra a história.
Tirando proveito da frutífera química musical entre os membros e também de uma produção notadamente superior às anteriores, Apex se mostra o melhor lançamento do grupo canadense e consolida a atual formação do quinteto como uma postulante ao status de "clássica".
O Unleash the Archers sempre abordou batalhas e temas correlatos em suas letras, mas nunca soaram ridículos como um razoável número de bandas que trilham o mesmo caminho. Aqui, ganha-se pontos pelo refinado resultado final que o produto atingiu. Não dá para ignorar os temperos thrash e death, mas o fato é que eles já completam dez anos dando uma bem-vinda lufada de renovação ao power metal mundial.
Abaixo, o lyric video da faixa "Cleanse the Bloodlines".
Track-list:
1. "Awakening"
2. "Shadow Guide"
3. "The Matriarch"
4. "Cleanse the Bloodlines"
5. "The Coward's Way"
6. "False Walls"
7. "Ten Thousand Against One"
8. "Earth and Ashes"
9. "Call Me Immortal"
10. "Apex"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/unleashthearchers
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
Narrador do Sportv, Luiz Carlos Jr. toca Dio no Rock and Roll Hall of Fame
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
Quando o Black Sabbath quase arruinou a gravação de um dos discos mais vendidos da história
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
O Beatle que Ringo Starr disse não ter bom senso de tempo
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
Antes de morrer, John Lennon contou para Pelé que não sabia quanto tempo de vida tinha
O álbum "extremamente subestimado" do Pink Floyd que é o preferido de Max Cavalera
Roger Waters explica porque deixou o Floyd, porque regravou o DSOTM e porque ele é assim


Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR



