Art Of Anarchy: com Scott Stapp é melhor do que com Scott Weiland
Resenha - Madness - Art Of Anarchy
Por Igor Miranda
Postado em 08 de junho de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em sua concepção, o Art Of Anarchy parecia ser um projeto promissor. Criado em 2011, o supergrupo contava com o guitarrista Rom "Bumblefoot" Thal, então integrante do Guns N' Roses, o baixista John Moyer, do Disturbed, e os irmãos gêmeos Jon e Vince Votta na guitarra e na bateria, respectivamente.
Scott Weiland foi convocado para os vocais e, aparentemente, sua situação pessoal confusa também se entrelaçou com o grupo. Depois de ter gravado um disco com a banda, autointitulado, que foi lançado em 2015, Weiland disse que nunca esteve no Art Of Anarchy. "Foi algo que fiz quando não estava fazendo nada. Fui convidado a compor e cantar, mas não estou dentro", afirmou.
Talvez pelo tom despretensioso que Scott Weiland deu ao projeto, o primeiro disco do Art Of Anarchy não é bom. Soa pouco inspirado, como um projeto genérico de post-grunge. Infelizmente, Weiland faleceu no fim de 2015 - ou seja, o último trabalho de sua discografia é um tanto dispensável.
Em maio de 2016, Scott Stapp, do Creed, foi anunciado como vocalista do Art Of Anarchy. Embora tenha trajetória semelhante à de Scott Weiland, tanto musicalmente quanto pessoalmente - problemas com os vícios e implosão da própria banda de origem -, Stapp ofereceu um diferencial ao grupo: mergulhou de cabeça no projeto, em vez de tratá-lo com distanciamento.
O resultado orgânico dessa dedicação é exposto em "The Madness", segundo disco de estúdio do Art Of Anarchy. Esse álbum é bem melhor que o primeiro e Scott Stapp fez bem ao grupo - o que não indica necessariamente que ele seja melhor do que Scott Weiland, mas, sim, que se encaixou melhor na banda.
Co-escrita por David Draiman (vocalista do Disturbed), a faixa de abertura "Echo Of A Scream" é pesada. Vai direto ao ponto. É a música que o Art Of Anarchy precisava lançar em algum momento para se provar ao mundo. "1000 Degrees" tem linhas vocais que lembram as de Scott Weiland em seus bons tempos. Scott Stapp parece entregar tudo de si nos vocais.
"No Surrender" começa leve, mas logo cresce e conta com um refrão intenso. Stapp, novamente, canta muito aqui. "The Madness", divulgada como single, é o típico hard rock alternativo/contemporâneo que emplacaria nos Estados Unidos. "Won't Let You Down" e "Changed Man" se aproximam mais dos momentos calmos do Creed, especialmente em melodia, enquanto o peso é retomado em "A Light In Me".
A semi-balada "Somber", menos inspirada que as demais, abre alas para a ótima "Dancing With The Devil", de peso e cadência singulares. "Afterburn" encerra o disco de forma um pouco mais experimental, com vocais mais clean de Stapp e mais efeitos na guitarra de Bumblefoot.
Sinto força e sinceridade nas músicas de "The Madness". Os vocais renovados de Scott Stapp são, sem dúvidas, os destaques por aqui. Stapp canta como nunca nesse disco. O instrumental o acompanha com êxito, em especial Bumblefoot, que mostra, aqui, o que nunca pôde apresentar nos tempos de Guns N' Roses. O repertório inspirado e a solidez da cozinha de John Moyer, que sabe como fazer som pesado, e Vince Votta também são elementos a serem citados. Esse disco tende a ser um dos melhores de 2017.
Scott Stapp (vocal)
Ron "Bumblefoot" Thal (guitarra solo)
Jon Votta (guitarra rítmica)
John Moyer (baixo)
Vince Votta (bateria)
1. Echo Of A Scream
2. 1000 Degrees
3. No Surrender
4. The Madness
5. Won't Let You Down
6. Changed Man
7. A Light In Me
8. Somber
9. Dancing With The Devil
10. Afterburn
Comente: Já ouviu o disco? O que achou?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Elton John mantém tradição de tocar hit que "só é conhecido no Brasil" com show no Rock In Rio
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
"Foi adorável": Ian Gillan fala sobre reencontro do Deep Purple com Ritchie Blackmore
A música que coloca Elton John no topo do Rock in Rio 2026, segundo Estadão
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Lito Sousa, do Aviões e Músicas
Absolute Power, projeto heavy metal de Shane Embury (Napalm Death) anuncia álbum
Quando Tony Iommi tentou fugir do som do Black Sabbath e criou um de seus riffs mais pesados
Em trecho de nova biografia, Dave Mustaine fala sobre demissão de David Ellefson do Megadeth
A melhor "música pop adolescente" de todos os tempos, segundo Brian May
Os clássicos da literatura que Nando Reis não suporta: "Esse cara é antipático"
Slipknot lança "Arsenal", música que marca a estreia do baterista brasileiro Eloy Casagrande
O melhor álbum de hard rock de cada ano dos anos 2000, segundo a Loudwire
A música que marcou o fim do auge do Oasis, segundo o Noel Gallagher
O que Corey Taylor pensa da primeira música do Slipknot com Eloy Casagrande
De AC/DC a ZZ Top, os 20 melhores discos lançados em 1981, segundo a Louder

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?


