Terrosphere: A Esfera de Terror do Death Metal nacional
Resenha - Blood Path - Terrorphere
Por Vitor Sobreira
Postado em 17 de abril de 2017
Não basta uma banda querer praticar algum estilo musical, se não possuir uma real vontade e determinação em seus objetivos, afinal de contas a música não pode se tornar um "produto descartável", mas sim, um prazer a ser oferecido ao público apreciador. Assim como em qualquer estilo, é importante um grupo saber se destacar, e ainda que utilize influências, deve dosar tudo e criar uma sonoridade atraente que fortaleça seu nome.

Compondo músicas fortes, verdadeiras e tudo dentro de seu Death Metal, a banda Terrosphere, nos chama a atenção com seu EP ‘Blood Path’, que apesar da pegada ‘old school’, não deixa de soar atual. Começando pela interessante e assustadora imagem de capa (que remete imediatamente aos filmes de terror) e passando pelas cinco ótimas faixas, temos aqui um belo exemplar do ‘Metal da Morte’ feito aqui mesmo, em nosso devastado Brasil.
Curiosamente, a faixa "Assassinos", é cantada em português, e se refere aos atentados em nome de uma interpretação doentia e desastrosa de uma religião milenar, e suas conseqüências a todo o Mundo, vitimando milhares de inocentes. As outras quatro são em inglês, mas mantêm o tópico "violência" em evidencia.

Com um vocal gutural bem fechado (grave), palhetadas e batidas ríspidas, anunciam o que será ouvido em todo o trabalho: agressividade, climas perturbadores e obscuros, além de muito ‘feeling’. Todas as faixas, merecem a total atenção do ouvinte, pois cada uma traz passagens muitíssimo bem elaboradas. Talvez por causa de algumas levadas mais diretas, em conjunto com os solos, em alguns momentos me vem à cabeça a banda paulista MX, no álbum ‘Mental Slavery’, mas isso vai de acordo com cada um.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Um cuidado que deve ser tomado, por todo músico na hora de registrar seu trabalho, é a percepção de como ficarão os processos de estúdio (gravação, mixagem, masterização, produção), pois serão observados sim, além das composições. Em um estilo mais pesado e agressivo como o Death Metal, onde as distorções da guitarra podem soterrar o baixo, e a bateria os vocais, e assim por diante, tudo precisa ser bem estudado e equilibrado. O caso aqui não é totalmente este, entretanto, sente-se uma necessidade maior ouvir uma qualidade sonora que faça maior justiça as musicas. Devemos pensar também, que se a intenção da banda, foi soar mais ‘old school’, está tudo certo, mas caso contrário, é uma coisa que deve ser observada em um futuro lançamento. Como exemplo, a bateria, ficou devendo um pouco, não pela forma como foi executada, mas sim, captada. Os vocais, em determinados momentos, soam um pouco alto de mais e se sobrepõem às bases de guitarra, enquanto que o baixo, ficou literalmente "baixo" e sem algum efeito que o fizesse se destacar… São detalhes, que não comprometem o interessante resultado final que você irá conferir ouvindo este ‘Blood Path’, mas, precisam ser levados em consideração, para que tudo soe ainda mais profissional. No mais, parabéns a toda a banda pelo trabalho!

Formação:
Werner Lauer (vocal e baixo)
Udo Ricardo (guitarra)
Francisco Neves (guitarra)
Victor Oliveira (bateria)
Músicas:
01 – Assassinos
02 – War Curse
03 – Terror Squad
04 – Blood Path
05 – Mind Control.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Ex-Metallica, Jason Newsted declara ter sido diagnosticado com câncer na garganta
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
Dave Mustaine diz que Megadeth talvez se apresente novamente no Brasil
Durante entrevista, CEO do Atlético Mineiro revela apresentação do Pearl Jam em Belo Horizonte
Regis Tadeu e o álbum que salvou o Rush da ruína; "um ato de insurgência artística"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
A música da década de 1950 que David Gilmour chamou de perfeita: "É pura magia"
Randy Blythe (Lamb of God) responde a Max Cavalera sobre vocalistas que o influenciaram
O rock ainda é gigante no Brasil? Números e dados desafiam o discurso de "crise do gênero"
Dave Mustaine ficou surpreso com a recepção a "Hey God?", faixa do último disco do Megadeth
Scorpions: As 20 melhores canções com temática romântica
Rockstars: 18 roqueiros que já apareceram em filmes
Os três músicos que tocam juntos e que, para Rick Rubin, são o máximo da musicalidade
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

