Suicidel Silence: Não mostraram o que os fãs esperavam
Resenha - Suicide Silence - Suicide Silence
Por Humberto Bruno Silva
Postado em 01 de março de 2017
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após o lançamento de You Can't Stop Me (2014), o primeiro álbum do Suicide Silence com Eddie Hermida como vocalista, muitos fãs ficaram curiosos sobre o que viria nos próximos álbuns da banda. A expectativa era muito grande, ate que a banda anunciou o novo álbum.
Primeiramente a banda lançou a primeira música com o nome 'Doris'. A música começa com um riff bem diferente do comum da banda e logo começa de verdade a música.De inicio já da pra ver que algumas coisas mudaram, como o som da bateria. E então Eddie começa a cantar com o vocal bem diferente do que era antes, se tornando algo mais monótono, porem, ao chegar no refrão Eddie mostra como fazer seus fãs ficarem envergonhados pela música que ouvem. Sem do nem piedade ele grita como uma menininha de 5 anos: TEEHEE. E pela primeira vez ouvimos o que SS estava se tornando, não há problemas com vocais limpos, mas há problemas com vocais limpos mal feitos. Os fãs odiaram, assim como eu.
Suicide Silence - Mais Novidades
Depois de algum tempo a banda lança a segunda música do álbum, 'Silence'. Mais vocais limpos, mas dessa vez melhores. A música varia entre guturais e vocais limpos, e mais ao fim tem um momento que pode se dizer 'emocional' bem dramático.
Até que chegou o dia de seu lançamento, 24 de Fevereiro, e então se confirmou a nova sonoridade da banda, que deixou de ser Deathcore e se tornou algo próximo do Nu Metal. Então, pela primeira vez podemos ouvir a faixa 'Listen', uma faixa confusa, muito estranha. Com um refrão repetitivo e com mais variações entre gutural e vocais limpos. No fim da música há uma variação que parece até que é outra música, mais inovações desnecessárias.
A próxima faixa, 'Dying In A Red Room', começa com um riff melancólico que continua na maior parte da música. No fim há diversos riffs e coisas sem sentido na guitarra. Em 'Hold Me Up,Hold Me Down' sentimos que ainda há parte da antiga banda, uma intro pesada com o vocal bem agressivo.O refrão decepciona um pouco por ser algo como gritos de desespero desafinados.E então temos uma inesperada Breakdown, algo que não acontece muito nesse álbum e ainda temos ótimos vocais acompanhando essa parte, da até pra achar que a partir desse ponto as coisas ficariam melhores. Uma das melhores pra quem gosta da fase antiga da banda.
Na faixa 'Run', ouvimos uma entrada pesada, que cria expectativas, porém mais uma vez temos vocais limpos que decepcionam. Uma música depressiva, com uma letra depressiva. E então a banda decide que ser estranho é pouco e decide nos dar um refrão bem pegajoso e com uma melodia alegre, que nem sequer parece ser da mesma música.
Depois de uma experiência assustadora, começa 'The Zero', com um simples riff bem calmo, uma parada e o riff começa novamente. Mais uma música triste. Um refrão simples, dessa vez sem surpresas desagradáveis.
Começa uma das melhores do álbum, 'Conformity', uma música calma. O vocal de Hermida nessa faixa me faz lembrar do Corey Taylor (Slipknot). Uma música sem surpresas. Na metade da música temos o solo de guitarra, possivelmente o melhor solo, sem tentar fazer grandes inovações como nas outras faixas, simplesmente um solo.
Pra encerrar, temos uma faixa com um titulo bem diferente e long, 'Don't Be Careful You Might Hurt Yourself',que começa muito parecida com Disengage (No Time To Bleed). Após o refrão recebemos mais melancolia. E no final ainda tem um assobio acompanhado de risadas no final pra fazer você ficar mais confuso.
Ao fim chegamos, concluindo que Suicide Silence, a banda que mais deu popularidade ao Deathcore e mais se destacou nesse gênero, se tornou uma mistura de Deftones com Korn, abandonando as raízes. Todo músico evolui, e não foi diferente com esses, porém, eles não mostraram o que os fãs esperavam e o que fizeram de novo não foi de qualidade.
01. "Doris"
02. "Silence"
03. "Listen"
04. "Dying in a Red Room"
05. "Hold Me Up, Hold Me Down"
06. "Run"
07. "The Zero"
08. "Conformity"
09. "Don’t Be Careful, You Might Hurt Yourself"
Outras resenhas de Suicide Silence - Suicide Silence
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Linkin Park anuncia álbum ao vivo registrado em São Paulo
Glenn Hughes anuncia afastamento da carreira como artista de palco
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
11 bandas que nunca fizeram um disco tão bom quanto o primeiro
Mick Jagger não volta atrás após crítica aos Beatles: "Às vezes eu digo a verdade"
A música que Paul McCartney escreveu para cantar em cabarés e virou clássico dos Beatles
TMZ divulga novos detalhes sobre a expulsão de Sid Wilson do Slipknot
Steve Harris defende o criticado álbum do Iron Maiden que foi gravado num celeiro
Os melhores filmes de todos os tempos, na opinião de Zakk Wylde
O campeão mundial de Fórmula 1 que gravou solo de guitarra em música do Def Leppard
Kelly Osbourne cobra pensão de Sid Wilson, ex-companheiro e talvez ex-Slipknot
James Hetfield relembra os excessos dos anos 80 e a convivência turbulenta com Lars Ulrich
O vocalista que precisou terminar as gravações de um álbum deitado por causa de uma lesão
Nando Reis explica por que decidiu parar de falar sobre política: "Me ferrei muito"
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


