Dozage: Álbum conceitual que mostra a vida inteira de personagem
Resenha - Gravitational Collapse - Dozage
Por Angelo Costa Saggio
Postado em 09 de fevereiro de 2017
A banda DOZAGE vem diretamente do Espírito Santo, com o quinteto Bruno Matos e Danilo Lopes nas guitarras, Marcos Moraes no baixo, Thiago Tonini nos vocais e Victor Santos na bateria. Chegam para nos mostrar seu primeiro petardo batizado "Gravitational Collapse", lançado recentemente agora em Outubro.
A banda começou a fazer shows na cena underground capixaba em 2009 e tiveram participações em festivais, shows no interior do Espírito Santo e na Grande Vitória, incluindo uma abertura para o Dr. Sin. Surge seu primeiro registro, mostrando grandes composições de muito feeling, técnica e bom gosto.
Na parte lírica, trata-se de um álbum conceitual e nos mostra a vida inteira de um personagem, desde sua juventude até a morte na fase adulta. A história mostra as implicações de decisões importantes que ele toma ao longo da vida, suas escolhas impulsivas que, no fim, acabaram o levando a refletir sobre o que realmente é importante para sua satisfação pessoal.
O registro conta com 13 sonzeiras que abre com "Ready to Thrill" com muita pegada e um rock n roll de um riff marcante e um refrão na lata. Ótima escolha para abrir o registro ! Na cola, chega "I want rock" com seu riff mais hard/heavy bem agradável e um vocal bem equilibrado que empolga a audição, ainda mais pelos backing vocals intensos.
A próxima é "Last Night" onde a banda tira um pouco o pé do freio e investe num rock com mais melodia e belas linhas de baixo e que tem também momentos rápidos e solos de técnica, um blues/hard/heavy com um refrão intenso. Na cola, a balada "True Love", bem tranqüila, só no violão e voz, com belos backing vocals e um vocal de presença. Seguindo, temos "Labyrinth", bem trabalhada, com belos solos bem encorpados e notas empolgantes.
A rifferama volta forte em "Madness of a Soldier", com Thiago detonando com seu vocal de personalidade, além de belas linhas de baixo, e com seus quase 8 minutos nos passam bem sua proposta onde mostram um hard/heavy bem trabalhado onde primam pela melodia juntamente com o peso.
Em "I got away", temos um riff marcante e agradável, além do refrão marcante e intenso e novamente as linhas de baixo de Marcos dão uma diferenciada no trabalho. Ainda com o baixo em destaque, "Reckless Mind" chega pra Thiago mostrar várias facetas de seu vocal competente, marcante e espontâneo, encaixando-se de forma natural na melodia que o som pedir.
O rock de muita melodia chega com "A few More", com Bruno e Danilo abusando de riffs encorpados e ao mesmo tempo levando um som de muita harmonia aos nossos ouvidos,. Os riffs hard/heavy clássicos acontecem em "Rearrange", com solos rápidos de muita pegada e aquele vocal empolgante.
Se é pra bater cabeça, temos que ouvir com atenção o riff de "Just follow the line", outro hard/heavy onde Thiago debulha, mostrando linhas vocais marcantes que empolgam a audição, com um quê do mestre Bruce Dickinson, além do instrumental poderoso com momentos acústicos enriquecendo ainda mais a canção, que, com certeza, é uma das melhores do petardo.
O hard/heavy chega com notas pesadas em "Corrupted Society" e que peso nos seus quase 8 minutos !, com vários momentos onde a banda varia muito bem mostrando que melodia e peso é com eles e que ainda tem espaço para destilar momentos intrincados, onde todos mostram sua técnica em notas e linhas marcantes e assim extraindo bem o que sabem.
Para finalizar a faixa título "Gravitational Collapse", com mais de 10 minutos onde mostram variações quase que o tempo todo, começando mais pesada e num momento lindo, a voz e violão fazem a ponte para palhetadas cheias de feeling voltando com peso. Essas variações enriquecem ainda mais a canção, onde a banda não tem momento certo pra variar e quando está mais leve, de forma inesperada entra aquele peso novamente. Esses 10 minutos passam de forma rápida e agradável de ouvir, essa viagem termina com muita melodia num solo alucinante.
Ao longo das 13 canções, ouvimos muito hard/heavy com influências que vão desde as bandas setentistas como Deep Purple, Rainbow, Kiss, AC/DC e logicamente o metal oitentista com Iron Maiden e Metallica, só pra citar algumas, com momentos diretos, trabalhados, intrincados, riffs precisos, linhas vocais de personalidade e uma cozinha diferenciada, com o baixo e bateria segurando tudo de forma natural, ou seja, difícil rotular totalmente seu som.
Isso é muito bom para sua musicalidade, mas o mais importante e empolgante é que vale muito a audição em alto e bom som, um belo cartão de visitas com propriedade, elevando ainda mais o rock nacional.
Sons:
1) Intro
2) Ready to thrill
3) I want rock
4) Last Night
5) True Love
6) Labyrinth
7) Madness of a Soldier
8) I got away
9) Reckless Mind
10) A few More
11) Rearrange
12) Just follow the line
13) Corrupted Society
14) Gravitational Collapse
Formação:
Bruno Matos – Guitarra
Danilo Lopes – Guitarra e Backing Vocals
Marcos Moraes – Baixo
Thiago Tonini – Vocal
Victor Santos – Bateria e Backing Vocals
Links :
Facebook:
https://www.facebook.com/dosagerock
Outras resenhas de Gravitational Collapse - Dozage
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
Narrador do Sportv, Luiz Carlos Jr. toca Dio no Rock and Roll Hall of Fame
Quando o Black Sabbath quase arruinou a gravação de um dos discos mais vendidos da história
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
A falsa história de crime que tirou uma das músicas do Slipknot de circulação
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
A música do Pink Floyd que David Gilmour disse ter escrito por desespero
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
A resposta de Fernanda Lira para quem pergunta por que ela faz caretas para cantar
A história por trás da tosse que abre um dos maiores clássicos do heavy metal
Robert Trujillo, do Metallica, comenta a diferença entre Cliff Burton e Jason Newsted


Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR



