Chaos Synopsis: Não é só um álbum pesado

Resenha - Seasons of Red - Chaos Synopsis

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Por Victor Freire, Fonte: Rock'N'Prosa
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Nota: 8

Uma das bandas que mais me surpreendeu neste último ano foi certamente o Chaos Synopsis. Conheci o trabalho deles enquanto me preparava para a gravação do Prosacast #06 e posso dizer que já virei fã de carteirinha. Meu primeiro contato com eles foi com o split Intoxicunts (2016), mas o primeiro álbum de fato que escutei foi o Seasons of Red (2015).

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A banda de São José dos Campos/SP entregou no seu último álbum um trabalho pesado e bastante criativo, isso foi o que mais chamou minha atenção. O violão flamenco que dá lugar a um poderoso riff em Burn Like Hell abre logo os trabalhos. O som é muito bem produzido e o peso vem na dose certa. Assim como o antecessor, Art of Killing (2013), o Seasons of Red (2015) foi composto em cima de uma temática, nesse caso, o álbum gira em torno da temática dos conquistadores e povos conquistados. Assim, o álbum prossegue com Gods Upon Mankind, falando sobre os faraós. Os riffs fortes e marcantes estão presentes por todo o álbum, Red Terror é mais um exemplo. As melodias são sempre contrastadas, o peso associado aos riffs mais rápidos é mesclado com uma batida mais lenta na bateria, isso diversifica muito as composições, só que não tira de forma alguma o peso delas.

Por falar em peso e rapidez, Brave New Gold, Incident 228 e State of Blood não economizam na dose! São músicas mais diretas com riffs rápidos, com aquela escala semitonal típica do death metal presente, mas a característica thrash sempre aparece. De todas as músicas, fiquei com a impressão que Like a Thousand Suns é a música com mais elementos do death metal, o que contextualiza bem com a temática. O Seasons of Red (2015) é encerrado com Four Corners of the World. A introdução no solo dá uma diminuída no ritmo pesado que o álbum vinha seguindo, mas o peso logo volta a estar presente na música.

O Seasons of Red (2015) é um álbum bastante pesado, mas que abriu espaço para a criatividade. Isso mostra que a banda não quer apenas fazer um som pesado, mas também fazer um som de qualidade e porque não, ousar também. Além disso, temos todo o trabalho de pesquisa que a banda realizou na composição das músicas, dedicando cada uma a um fato histórico. Por esses motivos é que essa banda entrou no meu hall de bandas favoritas. E não preciso nem dizer que o álbum está mais do que recomendado.

#Tracklist:

1.Burn Like Hell
2.Gods Upon Mankind
3.The Scourge of Gold
4.Red Terror
5.Brave New Gold
6.Incident 228
7.State of Blood
8.Like a Thousand Suns
9.Four Corners of the World


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Sobre Victor Freire

Professor universitário e mestre em Engenharia Mecânica pela UFRN. Nascido no deserto de Mossoró/RN. É fã e colecionador de itens relacionados ao rock'n'roll. Editor-chefe do blog Rock'N'Prosa e guitarrista do Godhound. Acessa o Whiplash! desde a infância e colabora com o site sempre que possível.

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