Atarka: Pode dar muito certo ou muito errado, vamos aguardar
Resenha - Get Drunk, Get Happy! - Atarka
Por Douglas Silveira
Postado em 28 de dezembro de 2016
Quando falamos ou ouvimos sobre Folk Metal, logo pensamos no consumo de bebida, mitologia nórdica ou piratas, como o Korpiklaani ou Alestorm por exemplo.
O Atarka vai nessa onda, mas não se restringindo a um tema apenas, as letras abordam de tudo, saques piratas, baralhas vikings, dançar em uma taverna com hobbits bebendo um canecão de cerveja. Riffs poderosos de guitarra com uma bateria rápida, seca e objetiva, baixo com distorções e levadas clássicas do folk e um teclado duvidoso, que de alguma forma, combinou perfeitamente com a proposta da banda.
Durante as gravações a banda sofreu uma mudança de formação que não os impediu de lançar seu álbum, seu álbum bem diferente e característico do nome Atarka.
O CD começa com uma música super animada, a chamada Alcohol History que ganhou um lyric video com animações, aquele famoso "role" dos headbanguers, que é ir a um show underground e comprar uma catuaba é relatado nessa música, com mudanças constantes de riffs e levadas de bateria.
A segunda música, ainda mais dançante que a primeira, Dancing Tavern é um som direto, pouca alteração, e uma levada bem simples, porem, a música é uma das melhores do CD.
Esperando mais riffs dançantes com vocais berrados, a música seguinte vai na contra mão, Murder For Joy começa tranquila, mas logo pedais duplos e um vocal em gutural berrando sobre batalhas vikings toma conta, é uma música estranha, nada a ser acrescentado.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Na sequencia, Liquor é de longe a melhor música das 10 apresentadas pela banda, uma levada rápida, um refrão empolgante e breakdown com solos e seus riffs completamente alegres tomam conta de tudo, uma música bem feita para o estilo desses garotos.
Polkka Armaggedoon é mais estranha ainda, numa primeira ouvida é capaz de ser pulada, mas na segunda há de se entender qual a ideia dessa música, estranha e diferente, porém merece seus créditos para alguns e desgosto de outros.
Seguido por Party At Midnight, não consegui gostar nem depois da quinta ouvida, vocais guturais sobre festas com riffs normais do Atarka, um baixo distorcido e um riff rápido de thrash metal está presente nessa música, algo que não deu muito certo, estragando a música por completo.
A música tema do CD, Get Drunk, Get Happy não chega a ser tão empolgante quanto as outras, mas seu riff principal tem potencial de salvar a musica, igualmente ao breakdown final.
Ainda para surpreender o ouvinte, a baladinha Silent Icy Forest é uma música bem trabalhada, lenta do começo ao fim com um vocal muito melancólico, com solos de flauta e efeitos de teclado bem bonitos, ela vale a pena ser ouvida.
Crescendo junto à música anterior, Sukupuoli parece mais um pop com letra sobre sexo, é super contente e alegre, mas não fica para atrás no CD, de certa forma deu certo, mas continua uma música na mesma onda das outras, também muito boa e estranha.
E no fim, a música Beer Storm tem um riff poderoso, um refrão cativante, a música sai totalmente do conceito de folk metal, com apenas um riff final parecido com o resto das músicas, mas logo volta aos guturais, também outro destaque do CD.
Conclusão: O Atarka é uma banda nova, o CD "Get Drunk, Get Happy!" pode ser de certa forma, estranho, mas logo é tirada a conclusão de que as musicas são apenas diferentes, o Atarka não soa como Korpiklaani, Finntroll, Alestorm ou outras bandas do gênero, é algo bem original e as músicas tem uma pegada exclusiva da banda, se isso vai agradar ou não a comunidade do folk/viking, é um mistério, pode dar muito certo ou muito errado, vamos aguardar para ver.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
A música que Regis Tadeu mandaria ao espaço para representar o melhor da humanidade
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
As 5 músicas pesadas preferidas de Mille Petrozza, frontman do Kreator
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
O disco do Metallica que transformou Lars Ulrich em inimigo eterno
O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir
O álbum do Aerosmith que deveria marcar um retorno importante, mas deixou a desejar
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
O clássico do proto-metal que Neil Peart detestava; "Era arrastada e monótona"
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
As regras do Punk Rock
A empresa que fez Engenheiros do Hawaii se tornar fenômeno, segundo Thunderbird
Quando Slash tentou entrar pro Kiss mas foi rejeitado por um motivo cruel

"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
