Hempadura: Mercado da Morte foi só o começo da pancadaria
Resenha - Manifesto - Hempadura
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 16 de maio de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de um primeiro álbum matador, o quarteto gaúcho Hempadura volta com um segundo round de porradas musicais, desta vez carimbadas com uma curiosa capa cheia de caricaturas que vão de Enéias ao atual Dalai Lama. O single escolhido para começar a divulgar o petardo foi "Teoria da Conspiração Aplicada", que rendeu um vídeo divertido, apesar de haver faixas com muito mais força.
Falo, por exemplo, da própria abertura "Capital", que já começa os trabalhos sem formalidades. Ou de "Proletariado", com cujo tema o público todo se identificaria de imediato. E eu prefiro nem imaginar que vídeo sairia da faixa "Rola". Mas a alma do Hempadura, que é o que importa, continua presente aqui: instrumental forte, letras diretas e coesão entre os membros. É como um El Efecto com mais peso e menos poesia.
As letras de Manifesto voltam a passar por temas diversos: economia ("Capital", "Bagatela", "Proletário"), família ("P.A.I.", "Mãe Me Perdi", "Merda Jr.") e sociedade ("Prevalecerá"). Há espaço também para o humor em "Rola", com o profundíssimo verso "minha voz é fina, mas a rola é grossa - o que importa é que a sua esposa/mãe/irmã é que gosta". Tudo isso aberto e fechado por um complexíssimo riff de teclado.
Apesar de não haver surpresas ao estabelecer uma comparação com o Mercado da Morte, a produção do álbum evidencia a evolução do quarteto. Os instrumentos estão mais límpidos e a mixagem valoriza melhor o trabalho de cada um. Outro destaque de Manifesto são os samples e participações de outras duas granes bandas portalegrenses recentes na faixa "Prevalecerá": Eu Acuso e Sintomas Clã.
Eu disse que para ouvir o primeiro álbum do Hempadura era necessário ter estômago. Partindo do pressuposto de que você já está calejado depois de dois anos, recomendo somente que você apure bem os ouvidos e curta o som. Lamente apenas que eles ainda não tenham atingido um público mais encorpado.
Abaixo, o vídeo de "Teoria da Conspiração Aplicada":
Track-list:
1. "Capital"
2. "Teoria da Conspiração Aplicada"
3. "Bagatela"
4. "Proletariado"
5. "P.A.I"
6. "Mãe me Perdi"
7. "Rola"
8. "D-Feito"
9. "Merda Jr."
10. "Na Fila"
11. "Placebo"
12. "Prevalecera"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Dave Mustaine revela que última conversa com James Hetfield terminou mal
Os três guitarristas brasileiros que John Petrucci do Dream Theater gosta bastante
Slash promete que novo álbum do Guns N' Roses só terá material inédito
Grammy 2026 terá homenagem musical a Ozzy Osbourne; conheça os indicados de rock e metal
A canção lançada três vezes nos anos oitenta, e que emplacou nas paradas em todas elas
Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
A lenda do metal que é arrogante, mala e antiprofissional, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine insinua que ex-integrantes não participarão de shows da última tour do Megadeth
O hit do Angra cujo título é confundido por falantes de inglês com couve de Bruxelas
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
A sensata estratégia de James Hetfield para não deixar fama subir à cabeça
A música do Dream Theater mais difícil de tocar ao vivo, segundo o baixista John Myung
O álbum de rock brasileiro do anos 1970 que saiu apenas na versão pirata e numerada


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



