Graveyard: mantendo a alta qualidade de sua discografia
Resenha - Innocence & Decadence - Graveyard
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 15 de fevereiro de 2016
A alta demanda pelo classic rock gerou um boom de bandas com sonoridade propositalmente vintage. O que não falta são nomes explorando a estética setentista, com guitarras empoeiradas, riffs inspirados naquela década e todo um trabalho de repaginação dos clichês que transformaram os anos 1970 em um dos períodos mais férteis do rock.
Mas é preciso saber navegar por esse enxame musical, afinal, como todo mundo sabe, quantidade não é e nem nunca foi sinônimo de qualidade. São poucos os nomes que se destacam no nicho. Podemos citar os suecos do Horisont e do Crystal Caravan, e também os islandeses do Vintage Caravan, todos com bons discos no currículo. Mas o gênero - se é que dá pra chamar assim -, é dominado por dois quartetos excepcionais: os californianos do Rival Sons e os suecos - eita país pra ter banda boa, viu? - do Graveyard.
Enquanto os norte-americanos partem do Led Zeppelin para criar o seu hard rock pesado, o Graveyard embala elementos diversos em seu caldeirão sonoro, colocando na mesa uma bem azeitada mistura de influências. "Innocence & Decadence" é o quarto álbum da banda e mantém a alta qualidade dos três trabalhos anteriores - "Graveyard" (2007), "Hisingen Blues" (2011) e "Lights Out" (2012). Musicalmente, é um passo adiante em relação ao último disco, agregando de vez os elementos psicodélicos apresentados em "Lights Out", afastando a banda ainda mais da influência blues que permeava os dois primeiros registros.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Há uma mudança de formação em "Innocence & Decadence". O baixista Rikard Edlund, afastado da turnê anterior devido aos seus problemas com drogas, deu lugar a Truls Mörck, ex-Den Stora Vilan. Com ele, a banda ganhou um reforço bem-vindo, principalmente nos backing vocals. Joakim Nilsson segue sendo o principal destaque, com seu timbre rouco curtido em doses industriais de cigarro e whisky. Isso, aliado à produção, que mantém a timbragem suja e empoeirada de "Lights Out", dá um charme todo especial ao disco.
A banda segue alternando canções agitadas com outras mais lentas e viajantes, onde alcança o auge dos seus poderes - ou seja, quem se delicou com pérolas como "Uncomfortably Numb", "Slow Motion Countdown" e "Hard Times Lovin’" terá novas canções na mesma linha, tão espetaculares quanto.
Entre as faixas, que montam um tracklist bastante coeso e sólido, alguns destaques como "The Apple & The Tree", "Too Much is Not Enough" (com backing vocals femininos que dão um certa clima gospel), "Hard-Headed" e a dobradinha final, com as lindas "Far Too Close" e "Stay for a Song".
Com "Innocence & Decadence", o Graveyard mantém a alta qualidade de sua discografia. Mais um acerto desta banda sueca, um dos melhores nomes do rock atual, com justiça.
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