Sirenia: Evolução com resgate as raízes
Resenha - Seventh Life Path - Sirenia
Por Vitor Franceschini
Postado em 17 de janeiro de 2016
Nota: 8 ![]()
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Sem querer fazer comparações e/ou causar discórdias entre os fãs (já causando), ao sair do Tristania, o guitarrista/vocalista Morten Veland provou que é cerebral e um compositor de mãos cheias. Afinal, sua atual banda, este Sirenia, só cresceu, enquanto seu ex-grupo minguou e, mesmo fazendo bons álbuns, não convence mais há pelo menos uma década.
Bom, deixando a realidade de parâmetros de lado, vamos ao que interessa. Afinal o Sirenia chega ao seu sétimo álbum de estúdio em apenas 13 anos de carreira. Sempre mantendo regularidade e evoluindo gradativamente, a banda conseguiu mais uma vez dar um passo à frente e fazer um bom disco.
Um leve retorno às raízes de Veland é sentido nas estruturas das músicas, porém o que notamos é que a banda continua soando atemporal, mesmo possuindo elementos de estilos já não tão em alta como o Gothic e o Symphonic Metal. O diferencial é exatamente a capacidade do líder da banda (que é metade latina com uma espanhola e um chileno) transitar entre os estilos de uma forma bem particular.
Desde 2008 no Sirenia, a vocalista Ailyn mostra sua melhor performance, com uma interpretação extremamente emotiva, equilibrada e com linhas bem encaixadas. O instrumental mostra uma carga de energia nunca vista nos álbuns da banda, com arranjos primorosos que traz o sentimento das composições à flor da pele (ou do CD, como queira).
A intensidade inicial de Serpent, o lado Gothic de Elixir, o refrão potente de Sons of The North e a beleza versátil da quase Progressiva The Silver Eye são os grandes destaques do trabalho. Ainda há uma bela balada gótica chamada Tragedienne, que recebeu uma versão em espanhol com o nome de Tragica, que faz valer ainda mais o lançamento. Mais um acerto de Veland.
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