Krisiun: CD é o maior álbum de metal já feito por brasileiros

Resenha - Forged In Fury - Krisiun

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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O maior nome do Death Metal nacional – quiçá mundial – o KRISIUN lança essa semana seu mais recente álbum de estúdio, ‘Forged In Fury’, através do selo Century Media.

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Tão logo se ouve a primeira faixa do álbum – ou a qualquer uma delas, caso você esteja ouvindo ao trabalho em modo aleatório – uma impressão já se estabelece: nunca, nenhuma outra banda brasileira de qualquer gênero, contou com uma produção que desse tanta atenção e esmero à qualidade do áudio.

Verdade seja dita, a banda não poderia ter escolhido melhor produtor para ‘Forged In Fury’ do que ERIK RUTAN, que já havia trabalhado com o grupo quase 20 anos atrás, no CD que foi o grande breakthrough internacional dos gaúchos, ‘Conquerors of Armaggedon’, gravado em 1999 e lançado em 2000. Rutan teve passagens por uma das grandes influências do trio, o MORBID ANGEL, e com certeza sabe extrair toda a musicalidade que os irmãos Kolesne nem sempre têm a oportunidade de exibir.

‘Forged In Fury’ tem uma mixagem que beira a perfeição [creditada também a Rutan] e que faz exatamente o que a mixagem de um disco de Death Metal [gênero que exige demais dessa etapa do processo da fonografia, uma vez que aliar coesão no som ao mesmo tempo em que se detalha a individualidade de cada instrumento é de uma alquimia complicada] deveria fazer: sintetizar todo o punch e a raiva das composições e performances com amplitude e profundidade, contudo sem podar as nuances, detalhes e timbres das trilhas isoladas.

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Os vocais de ALEX CAMARGO nunca estiveram tão bem condensados em um master final como o de ‘Forged Fury’, e justiça seja feita, sua dicção e pronúncia em inglês tampouco. O baixista e vocalista da banda atinge aqui seu melhor momento, e é ele a maior surpresa do álbum.

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Outra surpresa é a bateria do contumaz triturador de tímpanos MAX KOLESNE, que já não tinha mais nada a provar para ninguém, mas que aqui se revela um músico bem mais variado, e isso não fica evidente apenas no cover para ‘Electric Funeral’ do BLACK SABBATH, mas também a cada faixa. Chovendo no molhado, a mixagem do som da bateria merece um documentário em vídeo à parte com um tutorial conduzido por Rutan – o resultado é impressionantemente ‘limpo’, no melhor sentido possível do adjetivo.

O guitarrista MOYSES KOLESNE segue como um dos 5 maiores guitarristas de Death Metal na cena mundial e está completamente sozinho no que faz quando se fala da cena nacional. Com influências tão ricas como sua performance [os licks em ‘Forged In Fury’ são sua contribuição para que esse CD finque a banda em patamar superior], o axeman mostra porque é que o Krisiun, desde muito cedo em sua trajetória, optou em ser um trio e não um quarteto: seria redundante ter outro guitarrista com Moyses a bordo.

Individualidades à parte, tal como o LED ZEPPELIN, o Krisiun é a força derivada da integração de três músicos que estão em regime de total concentração desde que nasceram, e não há muitas bandas na indústria musical sobre as quais se possa dizer o mesmo. É esse nexo artístico que alicerça a ‘Forged In Fury’, um disco que pode vir a ser a obra pela qual o trio será lembrado no futuro, assim como lembra-se do mesmo Led Zeppelin pelo ‘Volume IV’ ou do METALLICA pelo ‘Black Album’.

Atenção Century Media! Isso aqui merece um Hi-Res 24/96!


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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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