Mork: Um salto impressionante de qualidade
Resenha - Awake - Mork
Por Vitor Franceschini
Postado em 27 de junho de 2015
Em "Exemption" (2011), seu primeiro full-length, os brasilienses do Mork já mostravam uma sonoridade diferenciada focada no Symphonic Black Metal. De certa forma inovador, o primeiro disco trazia uma música liricamente e musicalmente agressiva, mas que faltava alguma coisa pra beirar a perfeição.
Eis que em "Awake" esse toque refinado, essa chama mais acesa aparece e a banda solta composições que beiram a perfeição do estilo. O salto é impressionante e tudo aqui soa ‘mais’. Mais caótico, mais insano, mais agressivo, mais brutal e até mais melódico, porém sem sair da linha.
Com uma produção muito melhor, a cargo do guitarrista, baixista e vocalista Samhen (em seu próprio estúdio), e uma musicalidade mais encorpada, "Awake" faz de cara nos remeter ao início dos anos 2000 quando o Symphonic Black Metal ainda trazia resquícios da raiz maledicente e tinha o seu lado brutal como prioridade.
Interessante que o Mork ainda traz influências do Blackened Death Metal tão cultuado hoje em dia (vide Behemoth, Belphegor e a brasileira Unearthly), o que faz com que seu som soe atual e (por que não?) atemporal. Os arranjos de teclados, e os solos de guitarras cheios de melodia mostram ser um dos grandes diferenciais da dupla completada por Foizer (guitarra) – o baterista V.Digger (Device, Miasthenia) tocou como músico convidado.
Sem injustiças e muito menos sem seguir clichês, os destaques vão para as músicas Untamed, Sacrifice, Infirmita Carnis (que ganhou um clipe ‘otimamente’ bem produzido), Three Transformations e seus ótimos arranjos, a ‘agoniada’ Human e a chave de ouro Awake. Mesmo com a lista de melhores de 2014 já divulgada há certo tempo, "Awake" entra fácil nela. Sensacional.
http://www.morkofficial.com/
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