Temperance: Músicos capacitados, experientes, sabem o que fazem
Resenha - Limitless - Temperance
Por Carlos Garcia
Postado em 19 de março de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Temperance: estrela ascendente do Metal Europeu, os italianos já são até apontados como um grupo que pode alcançar a popularidade de alguns dos maiores nomes produzidos pela cena da Itália, como Lacuna Coil e Rhapsody.
Formado por músicos já experientes na cena (alguns são membros de bandas como Secret Sphere e Hate Tyler), o grupo Italiano Temperance já está com o segundo álbum com data marcada para lançamento, e apenas um ano após o debut, lançado ano passado também pela Scarlet Records. Louvável, numa era em que poucos lançam material novo em tão pouco espaço de tempo.
Os bons resultados do debut auto-intitulado se refletem neste novo álbum, "Limitless" (com data de lançamento marcada pra 31/03) que traz uma produção ainda melhor, em todos os aspectos, e podemos notar que houve um investimento maior por parte da gravadora, percebendo que tinha em mãos algo de potencial, e se há material de qualidade pronto, não há porque não lançar. Provável que muitos entendam que seja melhor trabalhar e divulgar mais um trabalho, antes de lançar um novo, mas também há o lado que, se a banda tem material de qualidade, está vendo que o retorno por parte de fãs e mídia está sendo plausível, terá também em mãos um material muito maior para apresentar ao vivo, e certamente agrando os fãs, pois quem não quer ouvir mais e mais material dos artistas que curte?
O Temperance, segundo o release, faz um Modern Melodic Metal, e tal rótulo ajuda a situar um pouco o que o ouvinte pode esperar, mas, apesar dos rótulos serem necessários nessa questão divulgação/situar o público, não dá pra se pender somente a isso. Como parâmetro, posso apostar que fãs de bandas como Amaranth e Nightwish atual vão curtir o som dos italianos.
A banda apresenta peso, melodia, elementos sinfônicos, folk e eletrônicos, em canções muito bem construídas, melodias bem feitas e criativas, realmente pode-se notar rapidamente que é um trabalho feito por músicos experientes e diferenciados, destacando a vocalista Chiara Tricarico, que apresenta desenvoltura e tem um timbre muito bonito.
A música do Temperance soa atual, com peso e melodia bem balanceados, apresentando riffs pesados e vocais masculinos mais agressivos, se contrapondo a melodias bem trabalhadas, arranjos bem colocados aos teclados e sintetizadores, e como cereja do bolo, o belo timbre e a diversidade dos vocais de Chiara Tricarico, ou seja, a banda tem pegada e pitadas de Metal Extremo, mas também soa bem "comercial" e cativante. Vários elementos podem ser encontrados nessa base Modern Melodic Metal, e já na primeira faixa, "Oblivion", que abre com um coro de vozes infantis, o peso e a melodia se contrapõem, com pitadas de Melodic Death, sintetizadores e vocais limpos, berrados e operísticos, apresentando aí o que o release promete, ou seja, tudo trabalhando em nome da melodia e força; pitadas de folk e efeitos eletrônicos, como na ótima "Amber & Fire", com refrão e melodias pegajosos, lembrando bastante a "Want my Tears Back" do Nightwish, inclusive em vários momentos do álbum o timbre de Chiara se assemelha ao de Floor.
O potencial comercial é bem evidente, apostando em refrãos e melodias bem cativantes e até de fácil assimilação, e ótimo exemplo é a semi-balada, um dos destaques do álbum junto às duas anteriores, "Stay", com bastante ênfase no belo vocal de Chiara.
Esse lado comercial e acessível também é bem evidenciado em "Goodbye", com melodias e refrão de muito bom gosto.
Um álbum muito bem feito, bem produzido por Simone Mularone (DGM), músicos capacitados e experientes, que sabem o que fazem, e conseguiram criar já uma identidade sonora. Potencial comercial, boas melodias e ideias em composições de qualidade. Conseguiram realizar o que propuseram, e ainda com doses de originalidade. Uma banda pra se prestar atenção e que merece ser conferida, potencial para ser o próximo grande nome vindo da Itália.
Ah, não podemos esquecer o belo trabalho da capa, concebida pelo brasileiro Gustavo Sazes, que já se tornou figura conhecida por vários grande trabalhos, criando capas para bandas como Arch Enemy, Kamelot, Morbid Angel, Angra e Sirenia.
Track-list
Oblivion
Amber & Fire
Save Me
Stay
Mr. White
Here & Now
Omega Point
Me, Myself & I
Side By Side
Goodbye
Burning
Get A Life
Limitless
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Black Sabbath relança seus dois primeiros álbuns em fitas de rolo
O disco de metal extremo que é um dos preferidos de Rob Halford
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
Álbum ao vivo de Scott Weiland será lançado no mês de outubro
Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
Membros do Green Day respondem quem inspirou o clássico "American Idiot"
Em depoimento emocionante, membro da equipe do Metallica lembra acidente que matou Cliff Burton
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
Bruce Dickinson relembra a luta de Nicko McBrain para tocar com o Iron Maiden após sofrer derrame
Tears for Fears anuncia reedição deluxe do álbum "The Seeds of Love"
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
Molly Hatchet anuncia "Lost Horizon", primeiro álbum de estúdio em uma década e meia
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
O detalhe irritante em clássico do Led Zeppelin que Jimmy Page não consegue ignorar
A opinião de Robert Plant sobre o rei Elvis Presley
Ilustrador Gabo mostra como seria a máscara de Eloy que todos os brasileiros queriam
Tamanho é documento?: os Rock Stars mais altos e baixos

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



