Smashing Pumpkins: A nova investida de Billy Corgan e empregados
Resenha - Monuments To An Elegy - Smashing Pumpkins
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 10 de dezembro de 2014
Qualquer análise sobre a clássica banda de rock alternativo Smashing Pumpkins poderia substituir o nome do grupo por "Billy Corgan e seus empregados". Na real, desde a retomada da banda em 2006, ficou bem claro para todo mundo que a marca Smashing Pumpkins pertence ao seu incontestável líder. Depois de novas mudanças de formação - com direito a uma contratação temporária do baterista Tommy Lee (Mötley Crüe) -, eis que Billy Corgan lança "Monuments to an Elegy" (2014), seu oitavo álbum de estúdio.
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No caso da obra em questão, apesar do estilo "roqueiro" que transmite certo sentimento de espontaneidade - inclusive em suas letras -, podemos notar uma clara irregularidade em sua química musical, devido à sonoridade "tímida" e "assustada" que foi captada de cada instrumento gravado - sendo que muitos deles foram gravados pelo próprio Billy!
"Então vou parar de ler por aqui, pois esse álbum deve ser horrível", você me diz. Eu respondo calmamente que esse é apenas um detalhe negativo, no meio de um trabalho que mistura bem o experimentalismo com a simplicidade, de uma forma nunca antes feita pelos Pumpkins. O que falar então da boa qualidade em pelo menos 8 de suas 9 canções? Ficou mais curioso agora? Pois bem, vamos às músicas...

Para começar, aquele famoso "muro de guitarras pesadas e limpas ao mesmo tempo" está de volta em grande estilo, nas envolventes "Tiberius", "One and All (We Are)" e também na conclusiva "Anti-Hero". Já o interessante groove de "Anaise" traz um sentimento "dançante" e soturno ao mesmo tempo, o que é bastante agradável aos ouvidos.
Os pop/rocks "Being Beige" e "Run2Me" lembram os tempos do Zwan (a brevíssima banda montada por Billy Corgan logo após o primeiro término dos Smashing Pumpkins). Por sinal, "Being Beige" se mostrou como a melhor escolha possível para primeiro single, embora qualquer ouvinte menos sonhador do que o Sr. Corgan saiba que nada deste novo álbum poderá angariar uma nova base de fãs para essa banda "velhinha" dos anos 90...
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A mistura de simplicidade com experimentalismo pode ser bem evidenciada na boa "Drum + Fife". Na inspiradíssima e energética "Monuments", Corgan perdeu uma ótima chance de acrescentar o já citado "muro de guitarras", o qual traria um sabor extra à música. Já a semi-balada "Dorian", com sua levada eletrônica suave, soa como uma espécie de sobra do álbum "Adore" (1998), o que está longe de ser uma coisa boa.
No final das contas, após oscilar entre a ótima produção e a química musical duvidosa, "Monuments to an Elegy" se mostra como uma obra inquieta, ousada, e definitivamente "Corganesca". Esqueça por um momento a grandiosidade dos clássicos "Siamese Dream" (1993) e "Mellon Collie and the Infinite Sadness" (1995), e curta essa pequena "bolacha" que traz 33 minutos de músicas agitadas, curtas, e ironicamente diferenciadas entre si. Depois disso, aperte o 'play' mais uma vez...

Confira o álbum completo ou suas faixas de destaque:
Músicas:
1. Tiberius
2. Being Beige
3. Anaise!
4. One and All (We Are)
5. Run2Me
6. Drum + Fife
7. Monuments
8. Dorian
9. Anti-Hero

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