ruído/mm: Rock instrumental carregado/poderoso promete boa viagem
Resenha - Rasura - ruido/mm
Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 06 de outubro de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Admito que é difícil um disco instrumental me convencer. Não se trata de um preconceito, mas de um gosto pessoal definido. Acho que, muitas vezes, trabalhos que não contam com vocais são pretensiosos demais. Geralmente são alternativas para desfilar técnica, sem sensibilidade musical. Fora que o cantor pode atribuir uma melodia diferente que só tem a adicionar à música.
O ruído/mm me surpreendeu. Enquadrou-se às minhas exceções. O grupo de Curitiba (PR) tem experiência o bastante para fazer um bom disco: são 11 anos de atividade. "Rasura" é o terceiro da discografia - foi antecedido por "A Praia" (2008) e "Introdução à Cortina do Sótão" (2011), fora o EP "Série Cinza" (2004). Ou seja, a banda tem maturidade suficiente para almejar um trabalho definitivo.
É dessa forma que "Rasura" soa aos meus ouvidos, especialmente em comparação aos anteriores. É mais direto e tem um conceito melhor definido, principalmente por uma função mais frontal da bateria e das guitarras. O disco é carregado de emoções representadas por nuances e camadas melódicas diferenciadas. Emoções interpretativas, assim como deve gerar a arte em puro estado. Cada música desperta algo no ouvinte, mas não necessariamente o induz a sentir o que os músicos desejam.
Essa sensação é a base essencial do experimentalismo de "Rasura". Em oito faixas e 49min55seg de duração, o grupo flerta com diversas vertentes dentro e fora do rock, apesar de se manter constante. Mas as canções são trabalhadas, especialmente, no rock alternativo, com momentos psicodélicos de darem orgulho a qualquer fã de Pink Floyd, experimentos instrumentais que alegram bons admiradores de Frank Zappa e, claro, uma dose essencial de originalidade.
A recomendação é curiosa, porque deveria ser uma obrigação velada ao ouvinte, mas reforço: "Rasura" deve ser ouvido do começo ao fim. Da abertura de fácil assimilação com "Bandon" ao encerramento grandioso com "Penhascos, desfiladeiros e outros sonhos de fuga", até mesmo a ordem das faixas parece ser estratégica: vai do afável ao complexo.
Admito que, em alguns momentos, a complexidade nas camadas melódicas me deixou um pouco entediado. Mas são trechos raros de um trabalho quase irretocável. Resta imaginar a viagem que um show do ruído/mm deve proporcionar aos presentes.
Site oficial:
http://www.ruidomm.com
Alexandre Liblik (piano, teclados, escaleta)
André Ramiro (guitarra)
Felipe Ayres (guitarra, efeitos eletrônicos)
Giovani Farina (bateria)
Rafael Panke (baixo)
Ricardo Pill (guitarra)
1. Bandon
2. Eletrostática
3. Cromaqui
4. Transibéria
5. Inconstantina
6. Filete
7. Requiem for a western manga (西部マンガ)
8. Penhascos, desfiladeiros e outros sonhos de fuga
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



64 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de novembro
Deep Purple suspende restante da tour europeia após Ian Gillan ser hospitalizado
A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
Pitty: cantora publica foto nua na internet e bate recorde de curtidas
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho
Após anunciar turnê de despedida do Journey, tecladista muda de ideia
Aerosmith realiza segundo show comemorativo; veja setlist, convidados e vídeos
Por que Yngwie Malmsteen não é tão difícil quanto dizem, segundo Zakk Wylde
Dez músicos que eram bons demais para suas bandas
Por que o hino beneficente do heavy metal não pegou, segundo Regis Tadeu
A melhor música do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
Lee Aaron anuncia "Re-Vamp", álbum com regravações e faixas inéditas
A banda punk que Corey Taylor diz ter sido fundamental para sua formação musical
A fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim
Bruce Dickinson passou a se chamar assim pois seu nome original é igual ao de Paul Di'Anno
O talentoso rockstar que deixou de tomar banho e fazer a barba pra ficar feio

Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



