Flying Colors: Grupo continua bom trabalho e encontra identidade
Resenha - Second Nature - Flying Colors
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 06 de outubro de 2014
Nota: 9 ![]()
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Após arrancar elogios da crítica especializada com seu disco de estreia, autointitulado, o Flying Colors conseguiu, aos trancos e barrancos, lançar seu segundo álbum, Second Nature. Aos trancos e barrancos porque as sessões de gravação foram intercaladas com as agitadas agendas dos integrantes. Alguns ensaios chegaram a ser realizados por videoconferência. Se fosse uma banda amadora, o resultado poderia ser um disco visivelmente feito nas coxas. Mas como se tratam de cinco profissionais, sendo quatro com vasta experiência, o resultado foi positivo.
Mike Portnoy, Neal Morse, Steve Morse (sem parentesco), Dave LaRue e Casey McPherson são os componentes deste supergrupo que desde o início já havia colocado a crítica aos seus pés. O que eles têm a nos dizer com Second Nature? Em primeiro lugar, eles acabam com qualquer dúvida sobre a capacidade dos envolvidos em apresentar um trabalho melhor que o anterior.
Não que o som tenha sofrido uma grande mudança, mas o amadurecimento é evidente. Se em Flying Colors a banda explorava suas incontáveis influências faixa a faixa, já gozando de uma química musical dificilmente estabelecida tão rápido, em Second Nature ela parece ter achado um denominador comum. Não uma estrutura a ser reproduzida em todas as faixas, mas um ponto referencial em volta do qual as músicas serão desenvolvidas.
Cada riff do álbum tem um tempero especial. O folk da abertura de "One Love Forever", o momento Bruce Springsteen na segunda metade de "Cosmic Fusion", as lembranças de The Winery Dogs em "Bombs Away", e por aí vai.
Um disco daqueles que já nasce candidato a top 10 de 2014, que agradará aos fãs da maioria das vertentes do bom e velho rock e que faz jus ao poderio dos envolvidos.
No primeiro trabalho, a banda tinha tempo, mas não tinha ainda uma identidade certa. Neste segundo disco, eles tinham identidade, mas não tiveram tempo. Imagine o que será do terceiro trabalho se os dois fatores casarem.
Abaixo, o video de "Mask Machine":
1. "Open Up Your Eyes"
2. "Mask Machine"
3. "Bombs Away"
4. "The Fury of My Love"
5. "A Place in Your World"
6. "Lost Without You"
7. "One Love Forever"
8. "Peaceful Harbor"
9. "Cosmic Symphony"
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