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Flying Colors: Menos pop, mais prog

Resenha - Second Nature - Flying Colors

Por Doctor Robert
Em 27/09/14

Menos pop, mais prog. Essa é a principal impressão passada pelo Flying Colors em seu segundo registro de estúdio: parece que o supergrupo abraçou de vez sua verve progressiva, deixando um pouco de lado a identidade criada no primeiro álbum, de produzir música acessível de qualidade. Se no disco de estreia o quinteto parecia trabalhar mais em prol da música para ser cantada junto, desta vez resolveram se esmerar mais nos arranjos e mostrar mais suas qualidades como instrumentistas. Segundo o baterista Mike Portnoy, eles nunca pararam para discutir o direcionamento que o álbum teria: "apenas fizemos o que fazemos". Para um trabalho que começou a ser composto via Skype (devido aos compromissos dos músicos com suas outras bandas), o resultado final não deixa de impressionar.

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Produzido pela própria banda, e contando com arte gráfica de Hugh Syme (Rush, Dream Theater, Megadeth) na capa e encartes, "Second Nature" já escancara os novos rumos na abertura com "Open Up Your Eyes" e seus 12 minutos de um instrumental de alta qualidade: Dave LaRue e Mike Portnoy arrebentando na introdução, Neal Morse viajando durante toda ela em seus teclados e emuladores de melotron... Fica a sensação de se estar ouvindo uma música do Transatlantic, tamanha a diferença do que nos habituamos a ouvir do grupo. Mas não se assuste, é um grande tema – afinal, diferente não significa ruim, ok?

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

A segunda faixa, "Mask Machine", foi a primeira a ser divulgada dias atrás através de vídeo clipe. Com algumas pitadas de Muse (a começar pelo baixo cheio de efeitos na introdução), parece ser uma sequência melhorada de "Shoulda Coulda Woulda" (do primeiro disco), ficando cada vez mais nítido ao ouvinte que aqui não teremos nenhuma "Kayla" ou "The Storm". O que então vem a seguir?

Bom, é a partir da terceira faixa que "Second Nature" vai ficando cada vez melhor: "Bombs Away" traz uma grande interpretação de Casey McPherson com seus vocais dramáticos, e um solo excepcional do grande Steve Morse. Neal Morse também brilha, mostrando toda sua influência de Genesis e Tony Banks no solo de teclado.

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"The Fury Of My Love" resgata o clima intimista das belas baladas do primeiro disco, com um feeling à flor da pele em mais um belo trabalho de McPherson e dos dois Morses. "A Place in Your World" merece destaque, lembrando em sua introdução ecos do Yes da década de 1980 (com Trevor Rabin) e do Kansas. Aqui Neal Morse divide os vocais principais com Casey McPherson, sobrando ainda espaço para Portnoy soltar a voz na ponte antes do solo. Grande momento!

"Lost Without You" é a faixa mais curta e com mais cara de "single" para rádios. Boa, mas um momento menor. "One Love Forever", a faixa seguinte, traz um clima totalmente diferente, meio celta com melodias exóticas e marcantes, e é seguida pela belíssima "Peaceful Harbor", de longe uma das melhores de todo o disco, tema grandioso que culmina com um coral gospel ao seu final.

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Encerrando tudo, outra pérola: "Cosmic Symphony", exuberante e épica suíte dividida em três partes, no melhor estilo progressivo clássico, desfilando em seus 11 minutos um pouco de tudo o que o Flying Colors faz de melhor – instrumental de qualidade, vocais primorosos, melodias para se cantar junto, descambando num final bluesy e sentimental, em outro show à parte de Steve Morse. Uma baita música!

Alguns podem dizer que "Second Nature" não chega a ser tão bom quanto o trabalho de estreia – e realmente não é. Mas ficar preso a essas comparações seria injustiça com este lançamento. O abandono da levada mais pop mudou um pouco a identidade do Flying Colors. Porém, isso sinaliza também que o grupo não se ateve a uma fórmula pronta, o que é bem positivo, pois evita comodismos e clichês. Impressiona pela qualidade das composições e pela química dos músicos, que mesmo com tão pouco tempo para se reunirem, conseguiram lançar um dos melhores discos do ano.

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Quem já era fã vai gostar, com certeza. Quem torceu o nariz da primeira vez, não vai ser agora que mudará de opinião...

Flying Colors – Second Nature

Produzido por Flying Colors

Steve Morseguitarra, violão
• Casey McPherson – vocais, guitarra
• Neal Morse – teclados, vocais
• Dave LaRue – baixo
Mike Portnoy – bateria, vocais

Músicos convidados:
• The McCrary Sisters – vocais de apoio em "Peaceful Harbor" e "Cosmic Symphony"
• Chris Carmichael – cordas em "The Fury of My Love" e "Peaceful Harbor"
• Shane Borth – cordas em "Bombs Away"
• Eric Darken – percussão em "One Love Forever"

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Faixas:
1. "Open Up Your Eyes" (12:24)
2. "Mask Machine" (6:06)
3. "Bombs Away" (5:03)
4. "The Fury of My Love" (5:10)
5. "A Place in Your World" (6:25)
6. "Lost Without You" (4:46)
7. "One Love Forever" (7:17)
8. "Peaceful Harbor" (7:01)
9. "Cosmic Symphony" (11:46)
• I. "Still Life of the World"
• II. "Searching for the Air"
• III. "Pound for Pound"


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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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