Frequency Drift: Rock Progressivo que foge do padrão
Resenha - Over - Frequency Drift
Por Tiago Meneses
Postado em 26 de agosto de 2014
Frequency Drift é uma banda que foi formada na Alemanha em 2006, e desde 2008 vem sempre lançando trabalhos de um grande nível musical, mesmo nunca conseguindo manter a sua mesma vocalista por mais de dois álbuns. Em Over, seu 5º e mais novo registro, lançado em 2014, novamente os vocais ficam por conta de uma estreante, Isa Fallenbacher, que assumiu o posto que foi de Antje Auer nos dois álbuns anteriores. Mas por outro lado existe o fato disso ser algo que não precisa preocupar quem escuta a banda, já que todas as vocalistas até aqui fizeram muito bem o seu papel.
Os vocais em Over continuam bastante emotivos, diria até mais do que em todos os trabalhos anteriores. Uma fusão perfeita entre elegância, leveza e força, tudo isso sobre uma enorme destreza de controle de voz de Isa.
O "Rock Progressivo Cinematográfico" da banda, como eles costumam chamar, continua fazendo jus ao nome. Com arranjos que causam uma deslumbrante ambientação, inspiradas em melodias étnicas, Over é uma verdadeira viagem quase a um universo onírico. Uma sonoridade que embora seja eclética, nunca se perde e sempre sabe exatamente até onde ir pra soar de maneira coesa.
Outra coisa que merece destaque no álbum é a quantidade de instrumentos utilizados pela banda ao longos das 12 faixas presentes. Harpa, violino, violoncelos, violas, marimba, flauta, tudo isso muito bem casado com as guitarras, bateria e baixo, onde nada no álbum é ofuscado, e como um perfeito quebra cabeça monta um belíssimo quadro musical.
Uma faixa como "Sagittarius A*", por exemplo, simplesmente faz com que eu me pegue cantarolando sua harmonia durante um dia inteirinho, no mínimo. "Suspended" é outra que merece destaque, com um refrão extremamente encantador, traz alguns belíssimos solos de flauta e violão. "Once" possui um lindo arranjo, vocal cristalino, tudo sobre um piano hipnotizante. "Them" tem como destaque não apenas dela, mas do álbum em si, a bela peça de cordas do seu final. Mas ainda que Over venha a se tratar de um álbum homogêneo, em que todas as faixas merecem ao menos uma menção, "Memory" é onde a banda atinge o ápice de sua musicalidade, com um início bastante interessante, possui uma bela melodia folk e um final instrumental simplesmente incrível.
Todas as faixas do álbum tem sua característica especial e nenhuma merece deixar de ser ouvida. O álbum é longo, são pouco mais de 77 minutos de música, mas um verdadeiro deleite aos que querem um Rock Progressivo que foge dos padrões que se esperam dele, ou seja, harmonias intrincadas, virtuosismos, enfim, mas também sem perder a sua essência, aqui a música simplesmente acontece de uma maneira a deixar o ouvinte em um estado quase flutuante, ou como já dito, em uma viagem áudio-cinematográfica.
Faixas:
1.Run - 7:00
2.Once - 6:06
3.Adrift - 4:39
4.Them - 7:52
5.Sagittarius A* - 5:50
6.Suspended - 8:28
7.Wave - 3:42
8.Wander - 5:33
9.Driven - 4:54
10.Release - 6:47
11.Memory - 10:00
12.Disappeared - 4:22
Músicos:
Isa Fallenbacher - Vocal
Christian Hack - Guitarra, Flauta e Percussão
Nerissa Schwarz - Harpa
Tino Schmidt - Baixo
Andreas Hack – Teclado e Guitarra
Sibylle Friz - Violoncelo
Ulrike Reichel - Violino e Viola
Convidados:
Agathe Labus - Vocais nas faixas 3,4 e 10
Phil Paul Rissettio - Bateria
Martin Schnella – Guitarras na faixa 9
Jasper Joris – Gemshorn na faixa 1, Marimba na faixa 8 e Percussão na faixa 10.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
A banda clássica que inspirou o espírito do Black Label Society, diz Zakk Wylde
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Iron Maiden pode continuar com músicos mais jovens? Nicko McBrain dá sua opinião
As bandas que Mick Jagger e Keith Richards não conseguiam suportar
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
O rockstar que Rob Halford visitou sem avisar e causou uma confusão dos diabos
A banda que Axl Rose e Slash detestavam, cujo vocalista quase produziu o primeiro Guns N' Roses
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Qual é o pior álbum dos Rolling Stones? Não há consenso sobre os maiores fracassos
Confessori lança álbum "Realm Breaker" e novo videoclipe de "Ösel Solis"
Shows do Social Distortion no Brasil são adiados para 2027
O rockstar que revelou ser a próxima vítima do assassino de John Lennon
O álbum clássico do Pearl Jam que o próprio Eddie Vedder diz que não consegue mais ouvir
Pepeu Gomes comenta convite para tocar no Megadeth
David Gilmour explica porque nunca conseguiu tocar com velocidade

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



