Maybeshewill: Altamente evocativo e expansivo
Resenha - Fair Youth - Maybeshewill
Por Fernando Reis
Postado em 20 de agosto de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Não é fácil editar um disco de pós-rock instrumental nesta era e sair por cima. Os ingleses Maybeshewill fazem-no. Com classe.
Agora que o pós-rock veio e ficou, as pessoas já se habituaram a ele, os grandes clássicos já foram feitos e o género cristalizou, os grandes génios, como o ISIS, perceberam que o terreno secou e começaram procurando inspiração noutras paragens. Os britânicos MAYBESHEWILL, no entanto, prosperam nesse mar de aridez do pós-rock instrumental, com uma abordagem em constante mutação evolutiva e discos capazes de, um a um, restaurarem a fé do mais empedernido dos ex-fãs no estilo.
Fair Youth é o quinto lançamento (quarto longa-duração) da banda de Leicester e, para o caso, nem é importante que cimente as influências mais eletrónicas do último disco e as misture com instrumentação mais rica e direta, fazendo do conjunto de temas o mais orgânico e variado de todos os que o grupo editou. O que está aqui em causa é que, mesmo que não estivesse na ponta de um icebergue evolutivo notável, Fair Youth é um disco de pós-rock instrumental cheio de vibrações positivas, que vai buscar ao shoegaze, ao metal, ao pop e à música eletrónica combustível para se manter em constante movimento, criando uma dinâmica de arranjos e composição que coloca o quinteto diretamente na lista de mais geniais projetos tocando esse tipo de música atualmente.
Altamente evocativo, expansivo e mostrando uma incrível capacidade para colocar diferentes influências ao serviço do pós-rock, Fair Youth era o disco que a cena estava precisando para respirar de novo à vontade.
01. ...
02. In Amber
03. You And Me And Everything In Between
04. Fair Youth
05. All Things Transient
06. Sanctuary
07. Asiatic
08. Waking Life
09. Permanence
10. In The Blind
11. Volga
Resenha originalmente publicada no blog português misantropiaextrema.wordpress.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Rodox sugere que deve voltar com Rodolfo (ex-Raimundos) e fãs vão a loucura nas redes
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Jack Osbourne diz que último show de Ozzy arrecadou "seis ou sete" milhões de libras
Tatiana Shmayluk, vocalista da Jinjer, protesta contra termo "female-fronted band"
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A condição estipulada por rádios para veicular músicas do Van Halen, segundo Alex Van Halen
Fã de treinos de perna, Nita Strauss fala sobre sua dificuldade com a barra fixa
O clássico absoluto do heavy metal que quase foi para a lata do lixo por ser pop demais
O clássico que foi escrito em uma noite e superou 2 bilhões de plays no Spotify
Mick Jagger e sua hilária lista do "Top 10" de coisas que aprendeu em 50 anos de rock


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



