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Judas Priest: banda faz a lição de casa em Redeemer Of Souls

Resenha - Redeemer Of Souls - Judas Priest

Por Igor Miranda
Fonte: IgorMiranda.com.br
Postado em 11 de julho de 2014

Nota: 7 starstarstarstarstarstarstar

O Judas Priest estava, de certa forma, em dívida com os fãs. O último disco, "Nostradamus" (2008), foi bastante criticado por ser maçante - motivo pelo qual me afasto cada vez mais do heavy metal. A banda tentou mudar um pouco sua orientação e fez algo meio teatral, com participação de instrumentos de orquestra. Não rolou.

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Em "Redeemer Of Souls", a pedida foi a simplicidade. Faixas mais curtas e diretas marcam boa parte do trabalho. Os timbres são completamente metálicos, pesados e oitentistas. Richie Faulkner injetou sangue novo à parte autoral do grupo, comandada por ele, Glenn Tipton e Rob Halford.

Halford, aliás, soube se adaptar de forma interesse às suas limitações vocais. A banda colaborou, com o uso de afinações e tonalidades mais graves, o que contribui ainda mais para o desenvolvimento de um som pesado. As guitarras, em especial, se destacam nesse contexto, apesar de, em alguns momentos, a produção ser bastante abafada e de gosto exagerado - a guitarra de "Metalizer" beira o amadorismo em termos de captação. A cozinha mantém o seu trabalho bem feito, especialmente pela bateria por vezes enfurecida de Scott Travis.

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Claro que a banda paga pelo preço de um passado quase irretocável. Algumas faixas dão a sensação de dèjá-vu. Especialmente no heavy metal, estilo que, por incrível que pareça, é muito limitado em termos de arranjo - ainda mais em gêneros mais tradicionais. Acho que alguns flertes com o hard rock, como o grupo fez por quase vinte anos até mergulhar de vez no heavy em "Painkiller", tornaria "Redeemer Of Souls" um pouco mais dinâmico.

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"Redeemer Of Souls" agrada, apesar dos pontos fracos anteriormente pontuados. Pode ser supervalorizado em algumas análises de outros resenhistas, especialmente porque a banda ficou devendo em "Nostradamus". É um bom disco, mas está longe de ser um novo clássico. Não é a intenção da banda, também. O Priest atua em um nicho segmentado demais para procurar fazer um novo "British Steel". Destaques para a abertura "Dragonaut", a tipicamente heavy "March Of The Damned", a arrastada "Hell & Back" e a sabbática "Crossfire", de riff hipnotizante.

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01. Dragonaut
02. Redeemer of Souls
03. Halls of Valhalla
04. Sword of Damocles
05. March of the Damned
06. Down in Flames
07. Hell & Back
08. Cold Blooded
09. Metalizer
10. Crossfire
11. Secrets of the Dead
12. Battle Cry
13. Beginning of the End

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.
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