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Brunno Silva: Estreia solo é emocionante e versátil

Resenha - New Time - Brunno Silva

Por Felipe Cipriani Ávila
Em 08/06/14

Nota: 8

Brunno Silva é um guitarrista mineiro, natural de Itaúna, cidade localizada a setenta quilômetros da capital Belo Horizonte. O seu primeiro contato com o instrumento foi aos dez anos de idade, e de lá para cá não o largou mais, se mantendo em estudo e aperfeiçoamento constante. O seu álbum solo de estreia, "New Time", é resultado de todo esse estudo e dedicação ao instrumento e à música como um todo.

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O guitarrista iniciou a produção do seu álbum solo em 2010, no Estúdio Ofício Música, na cidade de Itaúna, tendo concluído o processo em 2012. Entre as suas principais influências estão os guitarristas Steve Vai, Joe Satriani, John Petrucci, Michael Romeo e as bandas Van Halen, Metallica e Dream Theater. Todavia, procura desenvolver um trabalho próprio, o que é comprovado através dos oito temas instrumentais contidos em "New Time", tocando cada nota com muita paixão e emoção.

Como pode ser observado prontamente, "New Time" é um trabalho muito versátil, que mescla rock e metal progressivo a baladas mais modernas e atmosféricas. A breve faixa de abertura, "Trip To Delays", logo dá entrada para um dos grandes destaques do álbum. "Achieve" possui uma seção instrumental muito bonita, melódica e que mexe com os sentimentos do ouvinte. Temos aqui uma combinação de muito bom gosto e técnica.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Em "Moments Of Love" temos o exemplo de um tema que "toca na alma" de diversas maneiras, repleto de melodias memoráveis e sentimentais. É audível em cada segundo a paixão com a qual cada nota é tocada, fazendo com que procuremos por uma paz e serenidade interna. Só ouvindo-a mesmo para compreender tantos predicados.

As cinco faixas seguintes continuam muito interligadas, de modo que se complementam, como se fossem apenas uma, com vários momentos e variações. "Fusion" é muito intrincada e criativa, com várias nuances musicais. Entretanto, não soa exagerada em nenhum momento, mantendo o ouvinte encantado e atento a todos os detalhes. O tema seguinte, "Never Lost", é bem pesado, jungindo momentos agressivos e encorpados a passagens mais melódicas. Enquanto que "New Time" soa como uma celebração à vida, que, assim como as anteriores, é carregada de paixão e beleza, com melodias que levam o ouvinte a vários lugares e mundos, fazendo-o procurar pela serenidade e pelo autoconhecimento. Espetacular, não menos que isso! Sem muito tempo para respirar, somos brindados com duas canções bem pesadas e criativas. "Eletricidade" é bem rápida e encorpada, repleta de excelentes riffs, intercalados com solos belíssimos e bem melódicos. A faixa de encerramento, "Majesty", não poderia ser melhor, pois mantêm o peso, aliado a solos rápidos, marcantes, versáteis e muito técnicos.

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É necessário mencionar algumas das várias participações especiais que certamente engrandecem ainda mais o conjunto da obra: os guitarristas Cacau Santos, Téo Dornellas, Augusto Nogueira, Alexandre Mariano e Celso Machado, juntamente com os contrabaixistas Ney Lima, Jonathans Marques e o baterista Jim Drummer.

"New Time" é um álbum instrumental não apenas indicado a guitarristas e músicos de um modo geral, mas a qualquer indivíduo que é apaixonado por música. Durante a sua breve audição integral, que totaliza vinte e três minutos, somos brindados por belas e intrincadas melodias, com temas que encantam nas suas mais variadas nuances. Altamente recomendável!

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Faixas:
1 – Trip To Delays
2 – Achieve
3 – Moments Of Love
4 – Fusion
5 – Never Lost
6 – New Time
7 – Eletricidade
8 – Majesty

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Sobre Felipe Cipriani Ávila

Headbanger convicto e fanático, jornalista (graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas), colecionador compulsivo de discos, não vive, de modo algum, sem música. Procura, sempre, se aprofundar no melhor gênero de música do mundo, o Heavy Metal, assim como no Rock'n'Roll, de um modo geral, passando pelo clássico, pelo progressivo, pelo Hard setentista e oitentista, e não se esquecendo do Blues. Play It Loud!

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