David Crosby: Folk renovado em quarto disco de estúdio
Resenha - Croz - David Crosby
Por Guilherme Espir
Postado em 19 de fevereiro de 2014
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A vida é uma formação acadêmica que não distribui diplomas, mas nós aprendemos muito, aprendemos tudo com ela. Com o tempo vamos observando que todos os clichês clássicos que sua mãe lhe falava quando criança são de fato verdade, a vida passa rápido, tente aproveitá-la, seja intenso, (num nível saudável), ame, seja feliz, por que passa, o tempo é cruel, ensina a duras penas.
E David Crosby o conhece como poucos, mas diferentemete de muitos que se arrependem do que fizeram no passado, nosso herói olha apenas para frente, e ''Croz'', seu quarto disco de estúdio (lançado no dia 28 de janeiro) é a maneira como o músico encontrou para aproveitar o que ainda lhe resta, e tentar passar aos ouvintes que a vida é sim belíssima, e que mesmo na idade de Crosby é possível aproveitá-la, com calma, amor e boa música, sem drogas, problemas com a polícia ou excesso de bebidas, apenas amor.
A sabedoria fez bem ao velho filósofo, são 72 anos de muitas histórias, escutem este disco e aprendam com quem passou por quase tudo na vida e sobreviveu para dividir os lucros, as letras são lindíssimas, esse disco vai fazer de você uma pessoa melhor, acredite.
Line Up:
Todd Caldwell (órgão)
David Crosby (guitarra/vocal)
Steve DisTanislao (bateria/percussão)
Marcus Eaton (guitarra/violão/vocal/cítara)
Shane Fontayne (baixo/guitarra/percussão/vocal)
Mark Knopfler (guitarra)
Kevin McCormick (baixo)
James Raymond (sintetizadores/piano/vocal)
Steve Tavaglione (saxofone)
Leland Sklar (bateria)
Track List:
''What's Broken''
''Time I Have''
''Holding On To Nothing''
''The Clearing''
''Radio''
''Slice Of Time''
''Set That Baggage Down''
''If She Called''
''Dangerous Night''
''Morning Falling''
''Find A Heart''
Vinte anos após o lançamento de ''Thousand Rods'' Crosby surge para o mundo novamente da maneira que sempre o fez, surpreendendo à todos, e com um disco fantástico debaixo do braço. Sua carreira solo tem agora (contando este disco) quatro trabalhos, e todos são ótimos, mesmo que boa parte deles tenha vindo a tona enquanto o músico ainda vivia poucas e boas com a heroína e companhia.
David tem um estilo para tocar guitarra e para cantar que tecnicamente falando além de ser muito bom, é todo e completamente fundamentado no sentimento, veja o CNS por exemplo, nenhum dos três tenores tocavam notas sem significado, era tudo com muito feeling, e neste disco isso volta a acontecer, de maneira completamente independente, junto de sua família (mais especificamente seu filho James Raymond), e com uma poesia fantástica, de um senhor que sabe como poucos o quão incrível é a sensação de ainda estar vivo, aliás este é o assunto principal deste disco.
Com uma sonoridade absurda, e com um instrumental riquíssimo, nós somos brindados por boa música do primeiro até o último take, com Mark Knopfler abrindo o disco com sua bela contrinuição para o single ''What's Broken'', e com um baixo fretless sensacional tocado por Kevin McCormick durante todo o disco, a sonoridade de um bom fretless é única, e isso dá um toque muito bom ao CD.
As linhas são limpas, cristalinas, e quando se misturam com o restante dos instrumentos e as belas melodias vocais de Crosby, como em ''Time I Have'', ''Holding On To Nothing'' ou na arrepiante ''If She Called'', com uma das letras mais fascinantes do músico) que disse numa entrevista que a inspiração para essa faixa veio ao observar um grupo de prostitutas da janela de seu Hotel na Bélgica, tentando convencer alguns bêbados a saíram com elas. Relatos do nosso cotidiano, uma aula sobre nosso tempo na terra, tudo o que você possa imaginar, o ouvinte se sente nas nuvens, o saxofone de Steve Tavaglione em ''Find A Heart'' é maravilhoso!
Mais um disco exuberante de um cidadão que realmente aprendeu a viver sua vida, com o amor de seu filho, amigos, e o mais importante, apreciando sua belíssima música, um disco de audição agradabilíssima e pra lá de fácil, quero ver você conseguir parar de escutá-lo!
Temos momentos mais swingados, outros de puro Folk, ou seja, temos Crosby no auge mais uma vez, a voz desse cara segue igual desde que ele começou a cantar, excelente, por favor David, volte a gravar o mais rápido possível, se bem que se nós tivermos que esperar mais vinte anos, no fim vai valer a pena, sempre vale, fantástico.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Versão do Megadeth para "Ride the Lightning" é oficialmente lançada
Geddy Lee não é fã de metal, mas adora uma banda do gênero; "me lembram o Rush"
Como uma banda transformou seu adeus em um dos filmes mais importantes do rock
Scorpions se manifesta sobre morte de ex-baixista Francis Buchholz
O guitarrista que BB King disse ser melhor que Hendrix; "toca melhor do que qualquer um"
Megadeth lança seu último disco de estúdio, que traz versão de "Ride the Lightning"
Fabio Lione rompe silêncio e fala pela primeira vez sobre motivos da sua saída do Angra
Bruce Dickinson já questionou a posição de Steve Harris no Iron Maiden
Como EP de apenas três músicas mudou o rumo do rock dos anos 2000, segundo a Louder
Francis Buccholz, baixista do Scorpions em sua fase clássica, morre aos 71 anos
Helloween coloca Porto Alegre na rota da turnê de 40 anos; show antecede data de SP
Shawn "Clown" Crahan fala sobre o próximo álbum do Slipknot: pausa agora, criação em andamento
O hit do Van Halen que Eddie se recusou a regravar mesmo com erros técnicos na guitarra
"Está gravado, só falta mixar", diz Myles Kennedy sobre o novo álbum de Slash
Fabio Laguna quebra silêncio e fala sobre não ter sido convidado pelo Angra para reunião
O hit dos Beatles que contém grande erro: "Uma das coisas mais idiotas que fizemos"
Max Cavalera: "O único presidente bom do Brasil foi morto"
O que significa "YYZ", título de instrumental que é um dos maiores clássicos do Rush


O vocalista que quase entrou no Crosby, Stills & Nash no lugar de Neil Young
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



