Witchcraft: Seria "Legend" o amadurecimento final?
Resenha - Legend - Witchcraft
Por Maria Morgen
Postado em 27 de janeiro de 2014
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Legend" é o quarto álbum da banda sueca de Doom Metal WITCHCRAFT. O álbum foi lançado à 25 de Setembro de 2012 pela Nuclear Blast. Este álbum marca o início de três novos membros, Simon Solomon na guitarra, Tom Jondelius também na guitarra e Oscar Johansson na bateria. Adicionalmente, Magnus Pelander aproveitou a entrada de um segundo guitarrista para dedicar-se apenas ao vocal.
Nessa review eu pretendo desconstruir o álbum que considero um dos melhores que já ouvi na vida. Partindo do princípio, marca o momento em que o som do WITCHCRAFT abandona aquela atmosfera setentista e usa de uma abordagem mais moderna, digamos assim. E essa mudança vem, fundamentalmente, da bateria, que passou de algo maçante (como nos tempos de ARNESÉN, HENRIKSSON e JANSSON, atigos bateristas) a algo interessante e que, de fato, acrescenta algo à música que não mero acompanhamento para as guitarras.
O álbum abre com "Deconstruction", que tem a guitarra arrastada no início, dando a impressão de uma música completamente diferente do que é, o que, por si só, já impressiona (é só ouvir outros álbuns da banda pra saber o porque). Aos 59 segundos, a música dá uma guinada espetacular e toma a forma que assumirá pela maior parte do tempo, a batida rápida, a guitarra pesada, o baixo impecável. Atentem para duas coisas: a) a letra dessa música e b) a voz absurda e maravilhosamente linda e grave de Magnus fucking Pelander. Isso será comentado mais à frente.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Continuando, temos "Flag of Fate", que é mais leve que sua predecessora, a bateria tem um tom divertido, a guitarra é simples e o diferencial vem, mais uma vez da voz de Pelander, que alterna entre a diversão, no início, e a força, no final.
"It's Not Because of You" tem uma letra interessante e um solo fan-tás-ti-co (sério, é de cair o queixo. "An Alternative to Freedom" é minha favorita e, se vocês ouvirem, logo vão entender o porque. Mais uma vez eu atento à letra muito bem escrita, e o vocal de Pelander, sempre alternando a força e a graça, às vezes quase um sussurro, outras um grito que expõe toda sua potência vocal. Esse é o maior exemplo de entrosamento dos novos integrantes com os antigos, todos os instrumentos se misturam perfeitamente e criam essa atmosfera sonora misteriosa que termina com um solo bacana e super tudo a ver com a música.
"Ghosts House" tem um gritinho lindo no início (perdoem, eu sou mulher e achei uma gracinha). Não entendi bem a letra dessa música, mas a gente deixa passar porque é o Pelander. Essa é uma das músicas que eu não dou muita bola porque já começa a encher um pouco o saco com o refrão chatinho.
"White Light Suicide" Foi a primeira música que eu ouvi. Tem uma guitarra sensual no início (dá pra fazer um striptease ma-nei-ro) e a voz do Magnus, bem baixinha, dá um tom intimista, como se ele estivesse ronronando no teu ouvido. A guinada vem aos 2:45, quando a música se transforma em algo brutalmente fantástico, um ar sinistro, a letra combinando com tudo, todos os instrumentos se misturando com a voz e fazendo a cabeça rodar involuntariamente.
No final do álbum estão as três músicas que eu sempre pulo, "Democracy", "Dystopia" e "Dead End". Não fui muito com a cara de nenhuma dessas, então não vou comentar, mas salvaria "Democracy" que é mais legalzinha que as outras.
Agora eu volto ao início desta review. Porque seria esse o amadurecimento final do Witchcraft? Pra qualquer fã da banda é fácil ver, mas eu vou explicar.
A voz de Magnus Pelander nunca esteve tão forte. Sabe quando você ouve uma música e imagina uma cena? Pois é, eu imagino o Pelander descendo o cacete em todo mundo. É brutalidade, força, poder. E ele nunca perde a graça cantando baixinho. Então o domínio do Pelander é o primeiro motivo.
O segundo são as letras. Mas comparem "If you leave him now, then he will cry. If you let him go, then he will die" ("I See a Man", do álbum "Firewood) com "Karma works in reverse, whirling and swirling its way (...) Nihilistic viewers believe in their true ways. Confused and decadent, inherent for derailed" ("An Alternative to Freedom", do álbum "Legend"). Isso é mais difícil de explicar, mas as letras estão mil vezes mais bem elaboradas, a melodia combina com a mudança do tom das palavras.
Eles finalmente abandonaram a aura setentista. Não que fosse chato, mas ficava repetitivo, e eu apreciei imensamente essa mudança. Então isso tudo contribui para que a banda tenha atingido seu nível máximo de perfeição. Daqui pra frente, é só saber inovar e manter a pose, porque no topo eles já estão.
WITCHCRAFT é:
Magnus Pelander - vocal
Ola Henriksson - baixo
Simon Solomon - guitarra
Tom Jondelius - guitarra
Oscar Johansson - drums.
TRACKLIST:
1 - Deconstruction
2 - Flag Of Fate
3 - It's Not Because of You
4 - An Alternative to Freedom
5 - Ghosts House
6 - White Light Suicide
7 - Democracy
8 - Dystopia
9 - Dead End
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
As 5 músicas pesadas preferidas de Mille Petrozza, frontman do Kreator
A música que Regis Tadeu mandaria ao espaço para representar o melhor da humanidade
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
O maior guitarrista da história para Bruce Springsteen; "um gigante para todos os tempos"
O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir
O baixista que fez Geezer Butler entender o que queria fazer no Black Sabbath
O álbum do Aerosmith que deveria marcar um retorno importante, mas deixou a desejar
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
O integrante que saiu do Foo Fighters após outra traição de Dave Grohl
Fatboy Slim confessa ter se arrependido de conhecer David Bowie pessoalmente
Como Rafael Bittencourt manteve Amplifica após Monark sair do Flow: "Redução drástica de verba"

"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
"Operation Mindcrime III" - Geoff Tate revela a mente por trás do caos
O Ápice de uma Era: Battle Beast e a Forja Implacável de "Steelbound"
"Acústico MTV" do Capital Inicial: o álbum que redefiniu uma carreira e ampliou o alcance do rock
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
