Witchcraft: álbum com um claro sabor setentista
Resenha - Legend - Witchcraft
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 01 de outubro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Cinco anos separam "Legend", novo álbum da banda sueca Witchcraft, do disco anterior do grupo, "The Alchemist" (2007). Nesse tempo, muitas coisas aconteceram com os caras. Magnus Pelander decidiu largar a guitarra e se concentrar apenas nos vocais. Isso fez o Witchcraft deixar de ser um quarteto. Simon Solomon e Tom Jondelius assumiram as guitarras, enquanto Ola Henriksoon seguiu no baixo e Oscar Johansoon sentou no banco da bateria no lugar de Fredrik Jansson. Resumindo: apenas dois músicos são os mesmos de cinco anos atrás.
Todas essas mudanças fizeram bem à banda. Concentrando-se apenas nos vocais, Pelander está cantando como nunca. A nova dupla de guitarristas também entrega algumas das melhores performances já registradas em um disco do agora quinteto.
Quem já ouviu o som do Witchcraft sabe que o grupo sempre foi muito influenciado pelo Black Sabbath em particular, e pelo hard setentista de uma forma mais ampla. "Legend", estreia dos caras na Nuclear Blast, segue esse caminho, porém com uma sonoridade mais limpa que os três álbuns anteriores. Riffs de guitarra são constantes, transbordando pelos sulcos. O timbre é pesado, o que contrasta com a voz limpa de Magnus Pelander, criando uma dicotomia que é um dos principais atrativos do trabalho.
Apesar da inegável influência citada no parágrafo anterior, a música do Witchcraft tem uma clara personalidade própria. Há ecos de nomes como Pentagram, Thin Lizzy e Led Zeppelin em "Legend", retrabalhados com o DNA próprio do Witchcraft. E o resultado dessa mistura é um álbum com um claro sabor setentista, mas ao mesmo tempo com uma sonoridade bastante atual, por mais contrastante que isso possa parecer em um primeiro momento.
Como já disse, as composições são todas construídas a partir de riffs de guitarra, característica que, somada à criatividade da banda, torna o disco empolgante. À medida que as faixas se sucedem, o volume vai ficando mais alto e, quando você percebe, está empunhando a sua air guitar e tocando a pleno vapor! Enfileirando excelentes ideias, o Witchcraft recompensa a longa espera desde "The Alchemist" com um álbum coeso e forte, que pode ser considerado o melhor trabalho de sua carreira.
"Legend" é um disco recompensador e viciante, daqueles que, ao serem colocados no aparelho de som, demoram meses para sair de lá. Presença certa no top 10 de 2012!
Faixas:
Deconstruction
Flag of Fate
It’s Not Because of You
An Alternative to Freedom
Ghosts House
White Light Suicide
Democracy
Dystopia
Dead End
Enviar por e-mail
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Festival SP From Hell confirma edição em abril com atrações nacionais e internacionais do metal
A música "mais idiota de todos os tempos" que foi eleita por revista como a melhor do século XXI
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Marcello Pompeu lança tributo ao Slayer e abre agenda para shows em 2026
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
Tony Iommi tem 70 guitarras - mas utiliza apenas algumas
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Rafael Bittencourt dá dica para músicos e conta como Kiko Loureiro "complicou" sua vida
A respeitosa opinião de Tony Iommi sobre o guitarrista Jeff Beck
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Matt Sorum explica recusa a convite para tocar com o Guns N' Roses
O álbum do Iron Maiden considerado por Bruce Dickinson fraco e por Steve Harris forte
Álcool, drogas e intrigas nos primórdios do Guns N' Roses


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



