D.A.M: Mesclando elementos da música erudita com Heavy Metal

Resenha - Tales Of The Mad King - D.A.M

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Por Gisela Cardoso
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Após o lançamento do EP "Possessed" no início do ano, já era de se esperar que algo ainda mais grandioso estaria por vir. Então eis o que a D.A.M tem a nos oferecer agora: "Tales Of The Mad King" - o álbum de estreia da banda liderada pelo vocalista/tecladista Guilherme de Alvarenga.

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Conforme o esperado, o debut segue a mesma linha do trabalho antecessor - ou seja, um Death Metal Melódico bem trabalhado e original, proveniente da mescla de elementos da música erudita com os do Heavy Metal. Os teclados, mais uma vez, se destacam por meio de belos arranjos e solos, fornecendo um som majestoso. No entanto, desta vez, o D.A.M nos oferece uma sonoridade ainda mais épica, recheada de novos elementos.

A começar pela primeira faixa, "Beyond the Mist", que se trata de uma bela introdução, anunciando a vinda da épica "Avalon", que possui riffs memoráveis, teclados que deixam qualquer um arrepiado, e um vocal inigualável. A "Lost Kingdom" também é dotada de bons riffs, e uma bateria que se destaca com suas fortes batidas. Em seguida, a "Battlefield" é mais rápida e apresenta riffs mais pesados, vocais alternados em rasgados e guturais, e uma precisão no baixo. Também chamo atenção para os ótimos solos de guitarra e teclado - o momento que todos esperam em um bom Melodic Death.

A "Crusader's Quest", inicialmente, fornece uma atmosfera um pouco melancólica. Mas, em seguida, transmite uma sonoridade remetente ao Power e Symphonic Metal, principalmente pela presença de vocais limpos, o que engrandeceu ainda mais a composição. As influências do Power, Symphonic e até mesmo da música neoclássica seguem ao longo do álbum, como por exemplo, na "Excaliburn" e "Sword In The Stone".

Em seguida, a "Path Of Victory" também se destaca na bateria, e, curiosamente, a sua sonoridade lembra a do Children Of Bodom em seus primeiros álbuns. A "Excaliburn" também é um ótimo exemplo para ilustrar o que a banda tem feito até o momento: um som original que possui todos os seus instrumentos muito bem explorados, com influências que vão da música clássica a diversas vertentes do Metal.

A "The Morning For Your Absence" e "Tales Of The Mad King" também merecem uma atenção especial: a primeira é mais lenta e conta com a participação de vocais líricos, o que combinou muito bem com a música. Para fechar o disco, a "Tales Of The Mad King" faz jus à sua função de faixa-título, oferecendo um som sensacional, com vocais limpos e rasgados, e, claro, um grande desempenho nos teclados, que também está presente nas faixas anteriores.

https://soundcloud.com/d-a-m-band/tales-of-the-mad-king

Melodia, peso, velocidade e sinfonia são o que podemos encontrar na obra "Tales Of The Mad King". É realmente admirável a capacidade de agregar várias influências em uma só sonoridade, que por sinal, é muito bem trabalhada. Vale ressaltar que a competência e dedicação são muito evidentes - o que já se tornou uma marca registrada na D.A.M, juntamente com a grandiosidade de suas composições.

Tracklist:

1)Beyond the Mist
2)Avalon
3)Lost Kingdom
4)Battlefield
5)Crusader's Quest
6)Path to Victory
7)Excaliburn
8)The Oath of Death
9)The Mourning for your Absence...
10)The Wizard's Oracle
11)Sword in the Stone
12)Tales of the Mad King

O álbum "Tales Of The Mad King" já pode ser adquirido acessando o seguinte link:

http://www.cdbaby.com/cd/dam3

Facebook:
http://www.facebook.com/dametalband
Soundcloud:
https://soundcloud.com/d-a-m-band
Twitter:
http://www.twitter.com/OfficialDAMBAND




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Sobre Gisela Cardoso

Headbanger, Jornalista, Crítica de Metal, vocalista, instrumentista, anarco-comunista, vegetariana, apaixonada por Mitologia Nórdica e adoradora do Deus Metal. A música me move e as palavras constroem! @GisaGrind.

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