Matérias Mais Lidas

imagemAs faixas do "Black Album" que James Hetfield e Lars Ulrich não curtem

imagemAs seis músicas do Metallica que Dave Mustaine ajudou a escrever

imagemQuando Derico, do Programa do Jô, descobriu que Ian Anderson tocava tudo errado

imagemAs 10 melhores versões metal de músicas pop dos anos 1980, em lista da Metal Hammer

imagemSérgio Moro elege banda clássica de Rock como sua favorita

imagemRaul Seixas: o clássico que presta homenagem ao brega e foi feito com Paulo Coelho

imagemAnitta é a maior roqueira que existe hoje no Brasil, diz integrante do Titãs

imagemJanis Joplin: última gravação dela em vida foi feita para um Beatle

imagemRock in Rio: Pitty alfineta a produção do festival ao revelar qual seria sua exigência

imagemA reação de Jimi Hendrix ao assistir King Crimson ao vivo

imagemMax e Iggor Cavalera: setlists, fotos e vídeos de shows na Audio, em São Paulo

imagemJoão Gordo relembra proposta de fazer propaganda de calmante com Dado Dolabella

imagemRage Against The Machine cancela turnê europeia por conta de contusão do vocalista

imagemO hit da Legião que Renato Russo compôs para Cássia Eller e traz coincidência trágica

imagemAmy Lee escolhe a melhor música do Evanescence para apresentar a banda


Stamp

Running Wild: Novamente navegando em águas familiares

Resenha - Resilient - Running Wild

Por Rodrigo de Marqui
Em 07/10/13

Nota: 9

Muita expectativa foi gerada quando, surpreendentemente, Rolf Kasparek anunciou um novo álbum menos de 1 ano depois do lançamento do controverso Shadowmaker, o inesperado retorno depois da "despedida" em 2009, que resultou no álbum e DVD ao vivo "The Final Jolly Roger", lançado em 2011. Muitos questionamentos foram feitos quando Rolf anunciou o lançamento de "Resilient," seja sobre a polêmica da continuidade da bateria programada, seja sobre as motivações reais do líder da banda que poderiam afetar o resultado final do novo registro. A cada lançamento, mais e mais fãs pareciam não ter mais esperanças de ver um álbum realmente digno do legado construído na segunda metade dos anos 80 e primeira metade dos anos 90.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Felizmente, "Resilient" navega de cabeça erguida nos mesmos mares nos quais navegaram os clássicos álbuns do passado. Mais experiente, mais focado, mais contido, com menos a provar ao mundo, Rock N´ Rolf nos mostra composições sólidas, alguns hinos instantâneos e um sentimento de que realmente estamos presenciando o renascimento de uma lenda que tinha desaparecido desde 1998, quando o último álbum considerado clássico foi lançado. O álbum abre convincente e emocionante com "Soldiers Of Fortune", trazendo um turbilhão de sensações, com cavalgadas, refrões e solos que poderiam ter sido concebidos para qualquer um dos grandes álbuns da banda. Um início forte e vencedor, causando uma sensação positiva que, felizmente, permeia todo o álbum. A faixa-título coloca o pé no freio e nos mostra um Rolf visitando o início da carreira, com um riff principal que se encaixaria perfeitamente em "Gates To Purgatory". Uma boa faixa, mas não a melhor. "Adventure Highway" é um dos pontos altos do álbum, irresistível, com ataques precisos de riffs e uma bateria programada nos seus melhores momentos, desde que Rolf decidiu abandonar a ideia de contratar um baterista real. A música definitivamente traz de volta ao álbum o sentimento promissor causado pela faixa de abertura. A dinâmica da música lembra bastante o clássico de uma outra lenda do Heavy Metal, o Judas Priest, com "Hell Bent For Leather"! Um dos maiores destaques do álbum, facilmente.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

É necessário um parágrafo à parte para tratar da música seguinte. Aqui temos o tipo de coisa que todo fã do RUNNING WILD esperava, com a fantástica "The Drift", reminiscente dos tempos gloriosos de "Black Hand Inn", ficando nada a dever aos maiores clássicos do RUNNING WILD. Aqui tudo beira a perfeição: riffs emblemáticos, ganchos pungentes, solo melódico e um final intenso fazem desta música um hino instantâneo que encabeçará a (longa) lista de hinos da banda e provocará arrepios nos fãs mais pessimistas com a capacidade de Rolf em criar outros momentos mágicos, os quais pareciam perdidos há muito tempo. A próxima música, "Desert Rose" é a composição mais incomum feita por Kasparek; incomum não necessariamente significa algo negativo. Uma balada (!!!) cheia de beleza e representada por um dos grandes solos do álbum. A música tem alguma influência de W.A.S.P e Thin Lizzy. Definitivamente uma música bem sucedida que encerra a primeira metade do álbum numa classificação acima da média. Eis uma prova do amadurecimento de Kasparek, enriquecendo a musicalidade da banda, mesmo tendo em vista que "Desert Rose" teoricamente é a faixa mais comercial da carreira da banda, não pensem em algo pop ou banal. Aqui estamos tratando de uma joia muito bem lapidada que apenas demonstra o quanto Rolf é um compositor de mão cheia.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Fireheart" abre a segunda metade do álbum remetendo aos tempos de "Masquerade", o que significa força e intensidade. Aqui Rolf Kasparek tem um de seus melhores desempenhos vocais de todo o álbum, vociferando a filosofia "selvagem" característica da banda, como que resumindo o tom do álbum: agressivo e cru, melódico e ao mesmo tempo direto. Somos presenteados com uma parede de riffs da mais alta classe, remetendo-nos ao clássico "Fistifull Of Dynamite" . A faixa seguinte, "Run Riot" mostra pela primeira vez na história do RUNNING WILD, um Kasparek cantando de maneira, digamos, "suave", imediatamente após um grande solo. A música mantém a alta qualidade do álbum, apesar de não figurar entre os maiores destaques, a música não deixa a peteca cair e é muito convincente e original. "Down To The Wire" aparece, então, como a faixa mais fraca, o que não significa necessariamente uma coisa ruim. O problema é que a música, além de arrastada, não possui quase nada de notável, exceto pelo ótimo solo. É uma música que lembra muito "Black Shadow", do penúltimo álbum, "Shadowmaker". A atmosfera é muito parecida. Ela poderia muito bem ter sido substituída por "Payola & Shenanigans", uma das duas faixas bônus do álbum.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Caminhando para a reta final, temos mais um dos potenciais futuros clássicos da banda: "Crystal Gold". Esta música era o que os fãs procuravam, algo que fosse parecido, por exemplo, com "Bad To The Bone" ou "Freewind Rider". E tanto melhor se fosse a junção destes dois mundos. Na verdade, a música poderia figurar tanto no álbum "Death Or Glory" quanto em "Black Hand Inn" sem maiores problemas. Aqui tudo representa os melhores momentos da carreira do RUNNING WILD, desde os riffs agressivos, passando por um fantástico e memorável refrão, culminando em um dos melhores solos do álbum, provavelmente rivalizando ou até superando o solo de sua "irmã" de 1989. Agora, o que os fãs esperavam de "Bloody Island", o encerramento do álbum? Semanas antes do lançamento, um pequeno trecho desta música tinha sido liberado e gerado as mais altas expectativas para o álbum. De certa forma, "Bloody Island" representa tudo o que "Resilient" é e já está lá em cima com os maiores épicos já feitos por Rolf Kasparek. Um hino inabalável que sintetiza o que é o RUNNING WILD, causando-nos um sentimento de alívio e "quero mais". Basta dizer que este épico tem tudo o que fãs esperam, começando com uma introdução temática característica, o farfalhar das ondas, o coro pirata, convidando a todos os fãs a navegarem de volta à bonança! A música é uma tempestade emocionante de solos, riffs e refrões atemporais, coisas grandes que não eram ouvidas desde "Genesis", de 1994.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

As faixas bônus são "Payola & Shenaningans" e "Premonition". Ambas de forma alguma com cara de bônus, principalmente "Payola & Shenanigans, que se figurasse no lugar de "Down To The Wire" resultaria numa qualificação mais alta para o álbum. O problema com certas decisões de Kasparek a respeito das faixas bônus permanece um mistério. Parece que em muitos casos o líder da banda tem um surto de criatividade e inspiração tão grande que até mesmo as faixas bônus são tidas em alta conta pelos fãs, como este que vos fala!

"Resilient", na pior das hipóteses, é RUNNING WILD tocando RUNNING WILD. A despeito da ausência de composições velozes, Rock N´Rolf parece ter encontrado novamente a alegria para tocar o tipo de música que os fãs esperam.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

RUNNING WILD – Resilient (2013) (SPV GmbH)

Formação:

Rolf Kasparek – Voz, guitarra, baixo
Peter Jordan – Guitarra

Track list

1 – Soldiers Of Fortune
2 – Resilient
3 – Adventure Highway
4 – The Drift
5 – Desert Rose
6 – Fireheart
7 – Run Riot
8 – Down To The Wire
9 – Crystal Gold
10 – Bloody Island

Bônus Track

11 – Payola & Shenaningans
12 - Premonition


Outras resenhas de Resilient - Running Wild

Resenha - Resilient - Running Wild

Resenha - Resilient - Running Wild

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Dream Theater 2022


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Metal Alemão: as 10 melhores bandas segundo o About.com

Top 10: Os mais influentes álbuns de Metal Tradicional

Mick Jagger: em cerimônia na escola do filho em São Paulo

Oh, não!: clássicos do Rock Heavy Metal e que foram "estragados" pelo tempo