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Marilyn Manson: 15 anos de uma de suas obras-primas

Resenha - Mechanical Animals - Marilyn Manson

Por Narcissus Narcosis
Fonte: MansonWiki
Em 29/09/13

Após o furor e sucesso do álbum "Antichrist Superstar", que culminou na controversa "Dead to the World Tour", MARILYN MANSON chocou ainda mais os fãs com um álbum incrivelmente diferente de tudo o que ele tinha feito até então. "Mechanical Animals", obra conceitual com fortes influencias glam, completou 15 anos de idade no dia 15/09/2013.

Na história, MANSON assume dois papéis diferentes: Alfa e Omega, um glam rocker viciado em substâncias e um alien andrógino. Omega cai em Hollywood Hills (bairro das celebridades americanas), percebe o vazio das pessoas e torna-se estoico. Ele procura se isolar abusando do uso de substâncias nocivas para poder enfrentar o mundo, as pessoas e os seus mestres corporativos. A outra personagem, Alfa, é baseada no próprio MARILYN MANSON e suas experiências em torno da conclusão de "Antichrist Superstar", sua turnê e era. Alfa vê-se vulnerável e tentando aprender a usar as suas emoções corretamente. Ele se frustra ao notar como pouca emoção as outras pessoas sentem, observando-as como "animais mecânicos" (Mechanical Animals). Ambos,Alfa e Omega, vêm ao mundo em busca daquilo que acreditam que as pessoas precisam para serem completas. Eles chamam isso de COMA WHITE, mas não sabem se existe de fato ou se é apenas alucinação induzida por drogas.

Das 14 músicas que compõem o álbum, sete são cantadas do ponto de vista de Alfa, e as outras sete do ponto de vista de Omega, e o álbum possui um livreto de capa dupla, que pode ser lido de qualquer lado.

A capa

O texto da capa do álbum "MAR1LYN MAN5ON – Mechanical Animals" (Marilyn Manson – Animais Mecânicos) é um anagrama para "MAR1LYN MAN5ON – Is An Alchemical Man" (Marilyn Manson – É Um Homem Alquímico).

A polêmica arte ganhou aclamação pública e vários prêmios. A imagem infame mostra MANSON com seis dedos, seios e genitália masculina. Foi criada pelo fotógrafo de longa data do roqueiro, Joseph Cultice. O designer Paul Brown falou sobre o trabalho: "estou muito orgulhoso dele (MANSON). Disse mais em uma de suas capas do que poderia dizer em um romance."

Ao contrário do que muitos pensavam MARILYN MANSON não colocou silicone para fazer a foto. Os seios foram produzidos especialmente pela Industrial Light & Magic (ILM), de George Lucas. Sua genitália foi coberta com uma fina camada de plástico para criar a aparência andrógina da personagem e, como disse o cantor, causar a impressão de "falta de atividade sexual e vulnerabilidade." Atualmente o proprietário da roupa usada na capa de "Mechanical Animals" é Johnny Depp, um dos melhores amigos de MANSON.

Em 2003, a VH1 escolheu a capa de "Mechanical Animals" como a 29ª melhor capa de todos os tempos, e ela é também destaque do livro de Grant Scott "The Greatest Album Covers Of All Times."

O encarte de "Mechanical Animals" traz algumas mensagens escondidas que só podem ser lidas através da embalagem azul de acrílico:

"Eu não sabia se COMAWHITE era real ou apenas um efeito colateral"

"Um sol sem planetas queimando em círculos"

"Até as máquinas podem ver que estamos mortos"

"Uma cidade cheia de estrelas mortas e uma garota que eu chamei de COMAWHITE. Este é o meu ômega"

A simbologia do número 15

15 é o número da sorte do cantor, pois o seu nome de batismo (Brian Hugh Warner) tem 15 letras e a sua data de nascimento é 05 de janeiro (nos EUA 1/5). Desta forma – e como MANSON gosta muito de numerologia – várias referências ao número podem ser encontradas nos seus trabalhos. Tais referências abundam em "Mechanical Animals".

- "Mechanical Animals" foi lançado mundialmente no dia 15 de setembro de 1998.

- A prensagem oficial de "Mechanical Animals" uma 15ª música, "Untitled".

- O logo com a cabeça do Omega traz na sua testa 15 botões.

- A canção "I Don’t Like the Drugs (But the Drugs Like Me)" faz referência a "15 minutes of shame".

- Uma das duas escalas de medição, muitas vezes usadas para determinar um nível de coma é a Escala de Coma de Glasgow. É uma escala de 15 pontos simples usada para avaliar a gravidade do trauma neurológico e estabelecer um prognóstico. Coma é um tema recorrente na arte de "Mechanical Animals", e aparece nos títulos das músicas "Coma White" e "Coma Black".

Foram lançados oficialmente 3 singles e 4 videoclipes na era Omega:

"The Dope Show"

O vídeo traz algumas referências imagéticas ao filme "A Montanha Sagrada", de Alejandro Jorodowsky. Em acordo com os temas do álbum, como narcisismo e consumismo, as letras são uma advertência contra a banalização da fama e idolatria, que ajuda a perpetuar a vida trivial aos olhos do público. Outras referências são feitas às atrações óbvias do mundo da fama, como drogas e obsessão – ecoando a previsão de Andy Warhol de que todos serão "mundialmente famosos por 15 minutos". MANSON reprova a sociedade por partilhar dessa brilhante utopia declarando que "somos todos estrelas agora, no show das drogas".

Há cenas no clipe em que aparece a atriz de filmes independentes Goddess Bunny. Cinco dias antes do lançamento de "Mechanical Animals", MANSON se apresentou no Video Music Awards e levou a artista ao palco. A MTV não quis mostrá-la ao vivo, e o cantor disse em uma entrevista para a emissora que "vocês não quiseram mostrá-la porque ela é diferente (Goddess Bunny tem o corpo deformado), mas é isso que a torna única e é por isso que nós a chamamos."

"I Don’t Like the Drugs (But the Drugs Like Me)"

"Rock is Dead"

"Coma White"

A estreia do vídeo foi adiada duas vezes. Quando ia estrear pela primeira vez, aconteceu o Massacre de Columbine. Na segunda, houve a morte de John Kennedy Jr. A polêmica foi justamente a encenação da morte do presidente americano, morto no ano de 1963.

Em um comunicado divulgado por seu agente, Manson disse que o vídeo usa o assassinato de Kennedy "como uma metáfora para a obsessão da América ao culto da violência. Minha declaração foi sempre a intenção de fazer as pessoas pensarem sobre como eles veem e às vezes participam destes eventos. Além disso, o vídeo não é de forma alguma um escárnio. Na verdade, é uma homenagem a homens como Jesus Cristo e JFK, que morreram nas mãos da sede insaciável da humanidade pela a violência."

Opiniões:

"Das 14 faixas aqui, 10 poderiam ser singles. Só por essa evidência, "Mechanical Animals" é uma tentativa desavergonhada para a dominação total do mundo. Eles já têm os fãs góticos, agora os olhos estão voltados para todos os outros" – NME

"Mechanical Animals" é um excelente acompanhamento para o sucesso de "Antichrist Superstar" – Epinion.com

"Mechanical Animals "é um álbum muito melhor do que o recente 'Antichrist Superstar', levando MANSON em novas direções sem diminuir o volume em sua estranheza magnética" – Salon

"Mechanical Animals" é uma exposição ousada, decadente e reluzente de ganchos auto-indulgentes e vocais melodramáticos que soam como Bowie na era Aladdin Sane e T. Rex nos seus momentos mais violentos cruzados com os sons mais modernos de nação industrial de hoje" – Amazon

Chuck Palahniuk, autor de "O Clube da Luta", tem o "Mechanical Animals" como um de seus discos favoritos: "eu conheci Marilyn Manson em uma atribuição de revista, e ele queria o meu conselho sobre um romance que está escrevendo. Nós bebemos absinto uma vez. Eu provavelmente vou ao seu show, quando ele estiver na cidade na próxima semana. É tão fascinante ver alguém exorcizar seus demônios de uma maneira tão pública."

"Mechanical Animals" debutou direito na primeira posição da Billboard e vendeu 250 mil cópias na primeira semana. Estima-se que tenham sido vendidas 15 milhões de cópias até hoje. Sim, de novo o número 15...

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Sobre Narcissus Narcosis

Narcissus Narcosis é fã de Marilyn Manson desde o final dos anos 90 e tirou o seu nome de uma música do cantor. Além do roqueiro, também é apreciador de literatura, cinema, filosofia, psicologia, teatro, shows, etc.

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