Death Angel: Quando as bandas de Metal tinham um recado a dar

Resenha - Ultra-Violence - Death Angel

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Por Elias Rodigues Emídio
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Formado em 1982 na famosa Bay Area em São Francisco no estado da Califórnia o Death Angel é até hoje um dos maiores nomes quando o assunto é thrash metal. Em seus primeiros shows na década de 80 era comum avistar grandes ícones como Cliff Burton nas primeiras filas do palco do Ruthie's Inn em concertos do grupo.

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Composta inicialmente por Mark Osegueda (Voz), Rob Cavestany (Guitarra), Gus Pepa (Guitarra), Dennis Pepa (Baixo) e Andy Galeon (Bateria), a banda tem algumas peculiaridades que fizeram com que ela se destacasse de seus contemporâneos.

Primeiramente cabe mencionar a pouca idade do integrantes quando da formação da banda, segundo conta na Wikipedia neste ano o mais velho integrante da banda contava com apenas 15 anos em sua formação, em segundo que todos os integrantes da banda eram descendentes de filipinos, primos de primeiro grau exceto o vocalista que era de segundo. Mas o que realmente diferenciava o Death Angel era seu som incrivelmente elaborado que englobava solos tecnicamente bem trabalhados, mudanças de andamento, introduções bem arranjadas e alternância entre riffs palhetados em geral dentro de uma mesma canção.

Em 1986 sob a produção de Kirk Hammett é editado uma demo intitulada "Kill As One" em homenagem ao debut do Metallica. Finalmente em 1987 pela Enigma Records é editado o primeiro full-length da banda o hoje considerado clássico "The Ultra-Violence" que vendeu 40 mil cópias em apenas 4 meses.

"Thrashers"; "Evil Prest"; "Kill As One"; "Mistress Of Pain"; "Final Death" e a vinheta de encerramento do disco "I.P.F.S." (Intense Punk Feeling Syndrome algo como "Forte Sindrome de Sensações Destruidoras") são boas faixas que trazem o peso e a técnica inerente ao melhor do metal praticado à época. Mas, as faixas que ficam cravadas nos cânones do thrash são "Voracious Souls" e a homônima "The Ultra-Violence".

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Um conjunto dos mais inspirados riffs já compostos por uma banda de thrash, solos inspirados, pontes sensacionais antes da entrada do refrão e uma soberba atuação de Mark no vocais fazem de "Voracious Souls" uma música inesquecível. Já o épico instrumental de "The Ultra-Violence", traz uma serie de arranjos espetaculares por cortesia de Gus Pepa e Robert Cavestany, uma das melhores duplas de guitarristas a figurarem no line-up de uma banda de thrash, além disso o baterista Andy Galeon está numa performance monstruosa,uma das melhores já gravadas em disco, o que considerando sua pouca idade na época (14 anos) é realmente de deixar qualquer um abismado.

Em 1988 seria editado outro grande clássico do thrash "Frolic Through The Park" que mostrava uma evolução das composições da banda e exibem um nível de complexidade que certamente influenciou muito outros grupos contemporâneos como o Metallica que no mesmo ano gravaria "... And Justice For All", um trabalho onde se DESTACAVA músicas bem mais sofisticadas em relação ao seu trabalho até então. Com "Act III" de 1990 a banda se afastava de uma vez por todas da fórmula thrash que a havia consagrado até então, mas isso é assunto para outra matéria.

Audição recomendadíssima para relembrar uma época em que as bandas de Heavy Metal tinham um recado a dar e não preenchiam seus discos com canções e virtuosismos desnecessários.

FAIXAS
1. Thrashers
2. Evil Prest
3. Voracious Souls
4. Kill As One
5. The Ultra-Violence
6. Mistress Of Pain
7. Final Death
8. I.P.F.S




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Sobre Elias Rodigues Emídio

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