Tihuana: banda está de volta com seu sexto disco de estúdio
Resenha - Agora É Pra Valer - Tihuana
Por David Oaski
Postado em 26 de junho de 2013
Nota: 7 ![]()
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Após sete anos desde o lançamento do último álbum de inéditas, os paulistas do Tihuana estão de volta com seu sexto disco de estúdio: "Agora É Pra Valer", resgatando a sonoridade das origens da banda.
A banda surgiu em 2000, com o lançamento do seu mais bem sucedido álbum: "Ilegal", que continha os hits "Pula" e a canção que viria a se tornar conhecida dez anos depois através do filme homônimo, "Tropa de Elite". Desde então a banda segue uma carreira consistente fazendo rock, com elementos do pop e da música latina, mas sempre livre de qualquer rótulo e sendo muito competentes dentro da proposta que seguem.
"Agora É Pra Valer" sacia a sede dos fãs da banda e do rock nacional que estavam carentes pelos sons irreverentes e alto astrais da banda. Ao longo das 15 faixas, o Tihuana põe de lado as baladas românticas do álbum antecessor "Um Dia De Cada Vez", retomando o pop rock radiofônico que eles fazem como poucos.
O disco abre com "Minha Rainha" que conta com a participação de Digão dos Raimundos. O convite, conforme declarado pela banda, se deu porque eles acharam que a canção tinha uma levada parecida com a da banda brasiliense. O resultado ficou muito bom e a faixa é um dos destaques do álbum. Aliás, é curioso notar que nessa época de cada vez mais bandas independentes vemos tantas participações especiais em álbuns, fato que não ocorria quando os burocratas das gravadoras tomavam conta do mercado fonográfico nacional.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O álbum marca também a substituição do percussionista Baía por Fouad, que mantém a pegada da barulheira da cozinha. Os destaques nas melodias seguem com as guitarras de Léo ( o Seu Ronaldão do Rockgol), seguido pelo baixo e bateria extremamente coesos de Román e P.G., respectivamente. Os vocais de Egypcio seguem com variações mais suaves até tons mais sacanas e agressivos que sempre me lembram Zack de La Rocha.
Algumas das canções já eram conhecidas pelo público mais atento, pois já haviam sido lançadas pela banda na Internet, tais como "Vem Pra Festa" (antes "Festa de Louco") e "Minha Rainha", além de "Comboio do Terror", que já havia sido lançada na trilha do filme Tropa de Elite 2.
Outros destaques são a pesada faixa título; "Perto de Você, Longe De Mim", que possui ótimo acompanhamento de violão; "Vento Do Sul" que pode se dizer que é um misto de country norte americano com rockabilly; a balada cantada em espanhol "Mi Corazón"; e "Herói de Plástico" que fala sobre sustentabilidade.
Como tenho dito, sinto falta de bandas de rock com pretensão de tocarem em rádio e estarem presentes nos programas de palco da tv, brigando por espaço com o sertanojo universitário e pagodes mela cueca. Não adianta as bandas seguirem com essa síndrome de underground e o rock perdendo cada vez mais espaço em todos os seguimentos. Goste-se ou não do som do Tihuana, Detonautas, CPM 22 e afins, é preciso reconhecer seu valor e empenho em buscarem seu lugar ao sol entre os espaços contaminados pelas modas da estação.
Como o título do álbum sugere, o Tihuana voltou pra valer, inserindo no disco tudo que os consagrou ao longo da carreira: reggae, harcore, pop, música latina, baladas, tudo isso sempre conectado pela boa vibração que suas canções e álbuns transmitem.
Que outras bandas nacionais ponham a mão na massa pra valer e não fiquem arrecadando fundos milionários com a lei rouanet para fazerem turnês caça níquel.
David Oaski
Também disponível em:
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