Soul In Agony: Death Metal técnico com riffs com moldes do Thrash
Resenha - Terror e Destruição - Soul In Agony
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 04 de junho de 2013
Nota: 8 ![]()
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Maracanaú (CE) transformou-se num celeiro de bandas extremas que até hoje lhe rende o status de um dos maiores agregadores do Ceará nesse conceito. Na década de oitenta bandas como 'Putrefus Noise' e 'Escória' construíram uma cena que impacta até nos dias atuais. Hoje com dez anos de atividade e uma demo, "Profundezas Eternas" lançada em 2009, a SOUL IN AGONY solta mais um trabalho de estúdio, o EP "Terror e Destruição" produzido em maio de 2013 e que terá lançamento oficial no dia 15 de junho.
A banda já tem dez anos de estrada e desde então vem apostando num death metal técnico com riferama elaborada nos moldes do thrash metal. Hoje o grupo é composto por RODRIGO PSICOTHRASH (vocalista), CASSIANO WAGNER (guitarrista), LUIZ HENRIQUE (baixista, Encéfalo) e NILTON SOUSA (baterista). O trabalho foi gravado ainda com o antigo baterista, FAHBIO SINISTRO que se ausentou recentemente. As sessões foram registradas na residência do guitarrista que improvisou um estúdio em um de seus cômodos. O resultado ficou surpreendente, o trabalho profissional que é evidente na execução das faixas também beira os limites de produção. Nada que se compare a grandes nomes desse seguimento, mas o esforço na dedicação desse lançamento fez a qualidade da banda atingir pontos bastante altos.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A introdução que antecede a primeira faixa define bem o título "Terror e Destruição" que se adequa bem ao termo war metal onde aponta bandas utilizando letras sobre conflitos armados, porém o foco principal do tema aqui é relatar uma vítima de guerra com seu corpo estraçalhado por investidas inimigas e seu corpo jogado aos abutres. A força gutural da voz de RODRIGO é monstruosa mantendo semelhança a grandes ídolos da esfera death metal. A cadência de FAHBIO junto as suas pedaladas nos bumbos também fornece um impulso maior à canção. Execução primorosa!
"Necrotério" faz a sequência do álbum com um riff matador cheio de passagens intensas que num descuido pode arremessar fora a sua cabeça. A guitarra de CASSIANO fala por si. A música com seus pouco mais de três minutos possui o mesmo ritmo empregado de uma certa banda britânica em sua obra prima chamada " Heartwork". "Cantei a pedra"? Então dê uma sacada na letra e diga se não existe alguma coisa que lembre outra banda, dessa vez de Buffalo, Nova York. As influências de SOUL IN AGONY são nítidas e ela sabe aproveitar muito bem o uso dessas para construir o seu som.
O lado mais sombrio revela-se em "Portões do Inferno" com ótimo trabalho de voz e riffs que vão de CELTIC FROST à UNLEASHED. Alguém aí se lembra da faixa título do clássico "Shadows in the Deep"? Não preciso dizer mais nada sobre isso. A cozinha funciona perfeitamente assim como em todas as outras faixas, Peso nutrido de fúria e coerência espalha uma grande harmonia na parte que segura todo esse "comboio". LUIZ e SINISTRO deixaram uma marca significativa nesse registro. Uma parceria que nunca será esquecida, mas que pela renovação de NILTON espera-se que a pegada se mantenha a mesmo rigor.
O ódio destilado segue com "Essência Maligna", os guturais abrem mais espaço para vociferação rasgada dando ideia de um duelo entre os dois estilos. A pegada mais thrash metal oferece uma audição de som mais veloz, palhetadas e dobras oitentistas formam o atrativo principal dessa música que é ideal para abrir rodas nos festivais mais insanos, ou seja, na plateia mais insana, e é justamente esse público que enche de adrenalina cada apresentação da banda que já abriu a agenda para várias datas e com isso incandescer cada palco que for subir a partir desse novo lançamento.
Mais uma vez homenageando as "almas gore", o 'extended play' executa "Corpos Apodrecidos". Riffs mais diretos e nervosos compõem as ferramentas básicas dessa canção que mostra muita energia e direção. Com anos de empenho no que sabe fazer a banda parece ter encontrado o ponto "X" na sua busca. A pesar da substituição na "linha de trás" a fórmula não deverá sofrer alterações. Momentos de peso, velocidade e muita sagacidade disputam lugar nesse pacote.
O último aviso de "Terror e Destruição" é a faixa "Ordem Sanguinária". Perfeição técnica logo de cara mostra notas em meia distorção que logo encontra as outras partes instrumentais para então proferir palhetadas na hora exata. Esta é a menos pesada do disco por conter algumas variações, mas parece ser o cálice perfeito que leva a embriagues sonora aos nossos ouvidos. Pode soar até covarde por deixar o ouvinte com aquele gostinho de "Ué? Já acabou?", mas o seguimento proposto em suas linhas revela um tema grandioso.
Agora falta à banda fazer uma bela jornada até o seu primeiro full length que, seguindo os moldes de seu lançamento anterior com a demo "Profundezas Eternas" e esse petardo, certamente conquistará territórios longínquos de sua imaginação. Torcemos pela grande ascensão do grupo Brasil a fora, assim como também desejamos sucesso ao baterista FHABIO SINISTRO na sua nova empreitada. Obrigado Maracanaú por seus grandes talentos!
Formação:
Rodrigo Psicothrash – vocalista;
Cassiano Wagner – guitarrista;
Luiz Henrique – baixista;
Fahbio Sinistro – baterista.
Relação de faixas:
01 - Intro;
02 - Terror e Destruição;
03 - Necrotério;
04 - Portões do Inferno;
05 - Essência Maligna;
06 - Corpos Apodrecidos;
07 - Ordem Sanguinária.
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