Coheed and Cambria: "The Amory Wars" ainda rende frutos a banda
Resenha - Afterman; Descension - Coheed and Cambria
Por Gabriel Borges Telles Ferreira
Postado em 28 de abril de 2013
Nota: 9 ![]()
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O COHEED AND CAMBRIA utiliza-se muito bem da idéia conceitual para lançar novos e excelentes álbuns. Com a chega de "The Afterman: Descension" - a parte dois de "The Afterman: Ascension" - Claudio Sanchez e seu grupo novamente trazem surpresas positivas, aliando os tradicionais elementos da banda com criatividade e bom gosto. Essa rara capacidade coloca o COHEED AND CAMBRIA como um dos principais porta vozes do progressivo no século XXI.

- Primeira impressão de The Afterman
Toda vez que aguardo um novo CD do COHEED AND CAMBRIA penso: "O que falta para esses caras criarem de novo? Tudo parece já ter sido feito". Só parece. Claudio Sanchez é um fantástico contador de histórias. É um Forrest Gump da música. O conceito da série "The Amory Wars" leva, as vezes, uma breve impressão de desgastada, batida, nada inovadora. Com a chegada da primeira parte de "The Afterman", o Ascension, logo isso me veio na cabeça de novo. Fiquei com um pé atrás. Achei o CD bem fraco, sem gás, sem novas experimentações. Tirando as incríveis "Key Entity Extraction I: Domino the Destitute" e "Mothers of Men", o resto é monótono e sem vida. Após ouvir tudo mais de uma vez pra não ter dúvidas, rezei com toda a vontade para lançarem logo a parte dois. Fazer com que eu pudesse calar a boca e novamente curtir um lançamento do COHEED. Minha reza foi boa mesmo e a espera foi muito, mas muito válida.

- Do início ao fim, empolgante
A faixa de abertura do CD é interessante, mas muito longa. Talvez eu já previa o que viria em seguida e estava com pressa. "Pretelethal" tem arranjos bonitos, desenvolvidos aparentemente com cuidado e sonoridade agradável. Depois dos 2 minutos e 10 segundos de música, uma nova roupagem aparece. Liguei o sinal verde. A explosão dá uma acordada no ouvinte e introduz melhor a música 2, a melhor do CD e uma das melhores da banda: "Key Entity Extraction V: Sentry the Defiant".
É uma verdadeira obra prima. "Sentry the Defiant" consegue unir todos os atributos de qualidade do COHEED AND CAMBRIA: música pesada com muita harmonia, letra bem encaixada, forte e um refrão de fazer Roberto Carlos cantar. É a típica música para se abrir um novo material, ser single, ter camiseta, boneco. O riff é outro aspecto de destaque, que se molda perfeito no desenrolar da música. Após os quase 6 minutos de hipnose, nascia ali minha adoração pelo CD.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "The Hard Sell", coitada, tive o azar de ser a escolhida para vir depois. É uma boa música, seguindo uma idéia mais direta do que "Sentry the Defiant", assim como "Number City", que tem uma levada mais dançante e animada. Isso não significa de forma alguma que são decepcionantes. Ao contrário, acrescentam bastante e sem elas talvez tudo não teria a mesma qualidade. A música 5, "Gravity's Union", retoma o peso, com uma linha de bateria bem sólida e marcante. Fica como destaque os vocais de Claudio Sanchez, que melhorou muito se comparado aos álbuns anteriores. Agora ele canta com mais vontade, mais agressivo. Gostei, fica mais fácil ao vivo.
Como qualquer banda, o Coheed precisa lançar aquela música de tocar em rádio, né? Essa é a caracteristica de "Away We Go", boa pra ouvir divindo fone com a namorada e comendo bergamota na grama. É uma excelente música, nada enjoativa, refrão de ficar cantando sozinho. Acho que trouxe uma baita "sentada de poeira" naquele ínicio eletrizante. Em seguida, vem "Iron Fist", a mais fraca de todo o trabalho. Ela busca algo mais reflexivo, mais suave mas não traz nenhum sentimento como as outras da lista. Não chega a ser ruim, com certeza não. Mas também não adiciona nada.

Já "Dark Side of Me" é legal. Bem legal. Me chama a atenção que é uma música sem inovação no quesito musical, mas consegue ser vibrante. De novo, o destaque fica pelo refrão cantado por Sanchez. Deposita uma boa carga de emoção na letra, em contraste a uma guitarra dedilhada e uma bateria sem frescura. Boa balada.
Chegando ao final da versão normal do CD, a música 9 é "2's My Favorite 1". Outra balada. A música lembra um U2. É sério. Consigo imaginar o Bono Vox. Eu gostei dela, mesmo sendo comum também. Ai agora até pode se pensar: "cadê a cavalice?". Acabou ali mesmo em "Gravity's Union", não tem mais. Curiosamente, isso não estraga absolutamente NADA.
- Músicas bônus
Após "2's My Favorite 1", começa a versão adicional de Descension, disponível via iTunes. Tudo se inicia com um remix de "Dark Side of Me". É igual a "Dark Side of Me", porém com uma batida eletrônica. Só isso. "Carol Ann" é uma tristeza só. Fixa bastante na interpretação de Sanchez da letra e consegue desenvolver o que busca: melancolia. Foi certo, valeu. "Random Reality Shifts" encerra de vez. Nela é realizada uma baita interpretação, muito intensa, mesmo sendo só composta por violão, vocal e backing. Como tudo é interligado no mundo de "The Amory Wars", não teria como botar uma música mais pesada no final. Sendo sincero, essa versão com bônus, se não existisse, não prejudicaria o andamento, nem deixaria lacunas.

- Resumo da obra
É inegável que o COHEED AND CAMBRIA está numa fase muito boa. O CD apenas reflete aquilo que o grupo passa. "The Afterman: Descension" merece estar na briga de melhor disco do ano, por conseguir um conjunto de diferentes vibrações dentro de apenas um lançamento. Zach Cooper (baixista) e Josh Eppard (bateria) acrescentaram muito na formação. Ao vivo os caras parecem estar curtindo, na mesma sintonia. Sanchez é o ponto que merece aplausos fervorosos. Seu vocal e guitarra estão perfeitos para as necessidades. Nos vídeos ao vivo (confira o show completo no The Webster Hall em novembro de 2012 no link abaixo) pude observar a energia, o vigor em tocar. Isso só aumenta a qualidade do som e lança perspectivas promissoras para o futuro. O COHEED AND CAMBRIA não caiu na preguiça, no acomodamento. Sempre estão desenvolvendo. É disso que me refiro no inicio da resenha: aliam os tradicionais elementos da banda com criatividade e bom gosto. Ou seja, isso é "The Afterman: Descension".

1 - Pretelethal (3:21)
2 - Key Entity Extraction V: Sentry the Defiant (5:45)
3 - The Hard Sell (5:10)
4 - Number City (3:49)
5 - Gravity's Union (6:46)
6 - Away We Go (3:55)
7 - Iron Fist (4:46)
8 - Dark Side of Me (5:03)
9 - 2's My Favorite 1 (4:55)
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(Deluxe Edition)
10 - Dark Side of Me (Remix) (4:24)
11 - Carol Ann (5:06)
12 - Random Reality Shifts (5:46)
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