Witchburner: um dos melhores discos de sua carreira até hoje
Resenha - Bloodthirsty Eyes - Witchburner
Por Junior Frascá
Postado em 23 de abril de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Completando seus vinte anos de estrada, os alemães do WITCHBURNER acabam de lançar seu 7º disco de estúdio, esse ótimo "Bloodthirsty Eyes", um dos melhores de sua carreira até hoje, e que mostra toda a fúria desse quinteto fiel às raízes do thrash/speed metal. E o melhor de tudo é que o disco acaba de ser lançado no mercado nacional graças à batalhara Kill Again Records.
Com uma sonoridade bem voltada aos anos 80, direta e sem concessões, esses maníacos alemães tocam um thrash metal bem cru e agressivo, na maioria das vezes bem veloz, mas sempre brutal, e flertando com elementos de death metal tradicional, que deixam tudo ainda mais interessante.
Os ótimos riffs de guitarra de Seegel e Frank são o carro chefe do material, mostrando uma competência muito acima da média, como se percebe, em especial, em faixas excelentes como "Possession" (com uma letra muito divertida e que mostra o amor da banda pelo metal) e "Master and Slave" (uma das mais legais do disco, mais cadenciada e energética).
O novo vocalista Pino também se destaca, com uma voz bem soturna e brutal, o que passa ainda mais agressividade ao ouvinte.
Dentre os destaques do material, além das já citadas "Possession" e "Master and Slave", cito ainda a ótima "Sermons of Profanity", com excelentes arranjos, e uma bela introdução de violão; e "Never Surrender", uma das mais trabalhadas e técnicas do disco, com destaque para o baterista Felix. "Spirit of the Dead", por sua vez, é a que mais possui influências de death metal, sendo uma das faixas mais brutais já compostas pela banda.
A produção do disco é propositalmente crua e retro, mas com qualidade, deixando tudo bem audível, sem comprometer. E a arte gráfica é bem legal, e totalmente condizente com a proposta sonora e lírica da banda.
Assim, meu caro amigo leitor, se você curte uma metalzão extremo de qualidade, totalmente voltado às raízes do thrash metal, e que transborda amor pelo estilo, eis um álbum altamente recomendado para figurar em suas prateleiras. Mas fica o dica: o trabalho não é indicado para quem procure por inovações ou modernidade, até porque a intenção da banda nunca foi essa.
"Bloodthirsty Eyes" - WITCHBURNER
(2012 –Kill Again Records - Nacional)
Line-up:
Pino Hecker - Vocal
Simon Seegel - Guitarra
Michael "Mächel" Frank - Guitarra
Andy Süss - Baixo
Felix Darnieder - Bateria
Track List:
- Sermon of Profanity
- Possession
- Master and Slave
- Path of the Sinner
- Absolute Collapse
- Bloodthirsty Eyes
- Never Surrender
- The Bringer of Disease
- Spirit of the Dead
Outras resenhas de Bloodthirsty Eyes - Witchburner
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
Gigantes do metal fizeram Geezer Butler perceber a importância do Black Sabbath
O clássico do Led Zeppelin que deve seu sucesso a "Stairway to Heaven"
"Ed Sheeran não é uma vítima", diz Tom Morello sobre recente polêmica
Nicko McBrain gostaria de ser enterrado no caixão "mais estranho do mundo"
A música do U2 em que Bono precisou esconder que praticamente não conseguia cantar
A música solo que Gilmour se arrependeu de escrever por causa do Pink Floyd
58 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de outubro
O disco solo que Roger Waters coloca no mesmo nível dos maiores clássicos do Pink Floyd
A banda que recusou Rock in Rio 1985: "Pessoas decidiram que não era boa ideia"
Amor, separação e tristeza: a história por trás de "Snuff", clássico do Slipknot
Vocalista quer Killswitch Engage "mais pesado, rápido e intenso" no próximo disco
Steve Harris colocou Nicko McBrain em "enrascada" na primeira tour do baterista com o Iron Maiden
Os maiores artistas da música brasileira, segundo Regis Tadeu (um deles resvala no rock)
Solos: Alguns dos mais bonitos do Heavy Metal
O álbum dos 60s que Ian Anderson acha que é melhor que o "Sgt. Peppers", dos Beatles
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



